Monday, 27 December 2010

S. Silvestre do Porto

Ontem participei na S. Silvestre do Porto. A tradicional prova que encera o ano de corridas na cidade do Porto foi, como habitualmente acontece, um êxito de participação, seja de atletas (acabaram quase 2.300), seja de público, que encheu as ruas de alegria apoiando os atletas num noite muito fria de inverno.

A minha prova correu tal como esperava. Praticamente sem treinar há mais de um mês, não havia nenhumas expectativas quanto ao resultado final. Apenas interessava correr com alegria entre toda aquela gente e fazer o melhor possível.

Parti mesmo à frente, pelo que fiz os primeiros metros bastante rápido, empurrado que fui pela multidão que arrancava cheia de força. No final da descida inicial da Avenida dos Aliados e quando o percurso começava a primeira dolorosa subida até ao Marquês o ritmo desceu vertiginosamente. As dificuldades eram grandes e nessa fase fui ultrapasaddo por largas centenas de atletas. Era incrível!

Depois do Marquês consegui estabilizar num ritmo razoável e deverei ter mantido a minha posição entre o pelotão. Nessa fase, e já em plena descida para terminar a primeira volta ao percurso, fui ultrapassado pelo Rui Pena, que ia em bom ritmo e que só voltaria e ver no final!

A segunda volta começa com os dois terríveis quilómetros entre as Estação de S. Bento e o Marquês. É uma subida de elevado grau de dificuldade, praticamente sem pontos de descanso e com elevado grau de inclinação. Mais uma vez fui ultrapassado por bastante gente (embora muito menos do que na primeira volta). A chegada ao Marquês é um momento de alívio! A partir daí são três quilómetros a descer, pelo que apenas me deixei ir até à meta.

Acabei a prova com 46m32s, o meu pior tempo dos últimos anos, o que penaliza a falta de treinos desta fase. Veremos se no início de 2011 consigo conciliar melhor todas as minhas actividades e dedicar um pouco mais de tempo à corrida!

Thursday, 18 November 2010

A minha Maratona do Porto

Depois de muitos dias, cá me decidi a deixar um testemunho do que foi a minha Maratona do Porto.

Os momentos vividos antes da maratona foram muito agradáveis. A expo maratona estava muito bem organizada e apelativa, com vários e interessantes stands. Fiz questão de ir à pasta party com o óbvio objectivo de encontrar alguns amigos e conviver um pouco com eles. Há tanta gente que encontramos nas provas mas com quem não conseguimos mais do que trocar as habituais palavras de cumprimentos. A expo maratona, com as condições que o Palácio de Cristal permite, é um excelente momento para isso! Encontrei o Andrade, o Adelino, o Mota, o Veloso, o António, o Vitor entre muitos outros. Gostei bastante desta parte da maratona.

No dia da prova tinha, este ano, um apoio adicional. O meu amigo João Fernandes, por não estar em condições de correr a maratona, decidiu acompanhá-la de bicileta, propondo-se a seguir-me durante grande parte do tempo. Foi um apoio excelente.

Como habitualmente acontece, deixei tudo preparado de véspera para que no dia da grande prova não houvesse o menor stress. Tudo correu conforme previsto e estava no Porto a tempo e horas. Antes da prova procurei por alguns amigos, mas a chuva que estava a cair fez com que as pessoas se concentrassem em locais abrigados, pelo que poucos consegui saudar. Procurava especialmente o Ricardo, que vindo dos Açores e correndo para objectivos idênticos aos meus, seria, certamente, uma excelente companhia. Infelizmente, só o viria a encontrar na passagem pela meia maratona, na Afurada, vinha ele um pouco atrás de mim.

No momento da partida, não consigo explicar bem porquê, tive um momento de alguma emoção que me surpreendeu. Foi depois do vídeo que foi projectado e a poucos minutos de começarmos. Não sei o que me aconteceu, mas será certamente por momentos daqueles que as maratonas são únicas nas nossas vidas. Sá mágicas. São diferentes de tudo o resto. Fazem-nos diferentes. Fazendo-nos sentir coisas novas.

Ao tiro de partida, lá avanço eu. Parti junto dos atletas do Rompe Solas, um simpático clube da minha terra, no qual tenho bons amigos. No início avançamos juntos. Já na rotunda da Boavista apanhamos o Francisco Lobo do PortoRunners, médico que trabalha comigo e de quem me tornei amigo a propósito desta coisa das coridas. Estava aí formado o meu primeiro grupo de corrida: eu, o João do Rompe Solas e o Francisco Lobo. Andamos sempre juntos (havia mais alguns que iam e vinham) até à meia maratona. Apesar das minhas (boas) intenções de correr a ritmos superiores a 4:45/km (o ideal seria andar a 4:50/km), a verdade é que não soube ser disciplinado. Algum excesso de confiança, o perfil traiçoeiro dos primeiros 10 km e o espírito "maria-vai-com-as-outras" fez com que me fosse deixando andar a ritmos que eu sabia serem demasiado elevados. A passagem aos 10 km aconteceu com cerca de 46 minutos!

Apesar da consciência de que estava a andar demasiado rápido, não fiz nada para contrariar isso. Aliás, durante esta fase ouvia alguns atletas que corriam ao nosso lado falar dos seus objectivos, havendo vários a referir que pretendiam terminar na casa das 3h15m. Apesar de saber que não era esse o meu campeonato, fui-me deixando levar. Que estúpido que fui!

Na passagem à meia maratona o relógio marcava 1h38m. Nessa altura o Francisco Lobo adiantou-se ligeiramente a nós e continuei com o João. Deixamo-nos ficar. O ritmo, nessa altura, já estava a baixar ligeiramente. Rolavamos acima dos 4:45/km e, apesar de ainda não haver dificuldades, eu pressentia que o "filme" do ano anterior poderia estar a preparar-se para ser repetido.

Depois de passar a ponte D. Luis e na ida ao Freixo fiquei com essa certeza. Foi nessa fase que fiz o meu primeiro quilómetro acima dos 5:00 e interiormente fiquei com a certeza de que iria passar muitas dificuldades. Apesar disso, lá continuei, com o João sempre ao meu lado, a rolar num ritrmo constante e quase sempre abaixo dos 5:00/km.

Nessa altura chegamos mesmo a apanhar novamente o Francisco Lobo, o que nos deu alguma moral. Fomos assim até passar o túnel da Ribeira. Foi depois disso que comecei, verdadeiramente, a sentir dificuldades. O ritmo voltou a cair mais um pouco. Os quilómetros já eram todos feitos acima de 5:00, embora ainda sem ultrapassar muito essa velocidade. É já perto da Alfândega que o Ricardo passa por com uma passada excelente. Fiquei contente por ele, e a desejar ter aquela frescura.

Embora com custo, ainda consegui rolar razoavelmente até ao 35km. Depois foi o descalabro. As pernas estavam cada vez mais pesadas e o meu ritmo caia a cada passada. Com grande sentido de solidariedade, o João não me largava e incentivava-me constantemente. Dizia-me que iamos bem aquele ritmo e que o iriamos conseguir aguentar desde que não aumentassemos a passada. Eu não dizia nada, mas pensava para mim próprio que, mesmo que quisesse, não conseguia manter, quanto mais aumentar! O João foi assim durante bastante tempo, mas a certa altura reduzi tanto ao ritmo que ele lá se foi. Fiquei sozinho, apenas com a companhia do João Fernandes que, de bicicleta, sofria tanto como eu. Apesar dos incentivos constantes e de ele não dizer nada sobre o que via no meu rosto, percebi que ele estava "angustiado" de me ver "caír" daquela forma. Nessa altura sentia um peso cada vez maior nas minhas pernas. As sensações eram as mesmas porque que tinha passado há um ano, só que em dose agravada e numa fase mais precoce da prova. Os quilómetros eram cada vez mais lentos. Depois de cair para 6:00/km passei para 7:00/km, para 8:00/km, para 9:00/Km até que em plena Avenida do Brasil parei. Tinha acabado de passar pela minha mulher e pelos meus filhos, que me tinham ido ver (que triste que eu fiquei por me ter "apresentado" naquele miserável estado) e caminhei por instantes. Fiz as minhas contas e, como ainda estava com um tempo razoável, decidi que iria tentar descansar um pouco para depois retomar a corrida o melhor que pudesse. O objectivo era apenas o de chegar ao fim, fosse de que forma fosse, fosse no tempo que fosse.

Ao meu lado o João Fernandes incentivava-me mas eu, por mais que tentasse, não conseguia reagir. As pernas estavam em estado cada vez pior. Pela primeira vez desde que corro, senti caimbras. Tentei alongar um pouco e retomar a corrida. Fi-lo durante mais uns metros, mas tive de parar novamente. Sentia-me cada vez pior. As dores nas pernas eram cada vez mais intensas e comecei a sentir um mal estar que se alastrava a todo o corpo. Passei o cartaz dos 39 Km e pensava que só faltavam 3! Mas o meu corpo dizia que ainda faltavam mais 3! Eu pensava que a maratona também era uma prova de sofrimento e tentava seguir. O meu corpo não ajudava nada. Estava neste confronto quando vejo a ambulância da Cruz Vermelha na Rotunda do Castelo do Queijo. Olhei para eles e tentei passá-los. Se o fizesse, teria de chegar ao fim. Tinha de resistir à "tentação" de me dirigir à ambulância, pensava.

Estava nesta luta interior quando nova caimbra me ataca. Olhei para o relógio e tinham passado 3h26m desde que tinha começado. Estava a menos de 3 km da meta, mas sentia que não ia conseguir. Com grande tristeza, tive que admitir a minha incapacidade. Parei o relógio e dirigi-me aos voluntários da Cruz Vermelha a pedir ajuda. Custou-me muito, mas pareceu-me que era a decisão mais sensata.

Sem meios para me socorrer, transportaram-me, alguns minutos depois, para a tenda de campanha que estava instalada junto à meta, onde me administraram um injectável que ajudou à minha recuperação. Essa curta viagem foi tremendamente dolorosa. As dores nos musculos das pernas eram terríveis. Tal como me tinha acontecido no ano anterior (embora nessa altura tenha sido depois de cortar a linha de meta), passei muito mal durante estes momentos.

Como disse no post anterior, foi mau. Foi um dia mau. Fiquei triste, mas não vou desanimar e, muito menos desistir. Vou procurar recuperar o mais rapidamente (nos últimos dias apareceu-me uma tendinite) e começar a treinar para uma nova maratona. Ainda não sei qual será nem quando será, mas vou tentar que seja no primeiro semestre de 2011.

Vou mudar algumas coisas e tentar treinar melhor. Só quando me sentir em condições de fazer a maratona, sabendo que conseguirei acabar bem é que escolherei a prova. Sei que vou conseguir.

Antes de terminar, quero agradecer ao João Fernandes a companhia que me fez nesta aventura. Quero também agradecer ao João (do Rompe Solas) a excelente companhia e a solidariedade que teve comigo nos meus piores momentos. Muito obrigado. Quero ainda agradecer a todos os que me telefonaram e se solidarizaram comigo neste momento.

Muito, muito obrigado a todos!

Monday, 8 November 2010

7ª Maratona do Porto - Um mau dia

Ontem foi um mau dia. Completamente exausto, fui forçado a abandonar a prova pouco depois da placa dos 39 km, tendo tido necessidade de ser asssitido pelos voluntários da Cruz Vermelha para combater a terríveis dores musculares que sentia.

Nos próximos dias, com mais calma, voltarei ao assunto para descrever a prova!

ADENDA - Hoje o treino consistiu em 30 minutos de corrida fácil e alongamentos.

Friday, 5 November 2010

As minhas maratonas

Fiz até agora duas maratonas. A do Porto em 2008 e a do Porto em 2009. Os meus registos são os seguintes:

5ª Maratona do Porto - Ano 2008 - 3h38m34s
6ª Maratona do Porto - Ano 2009 - 3h32m24s

Em ambas as provas falhei o objectivo de baixar das 3h30m, apesar tenha havido uma evolução positiva.

Da primeira recordo essencialmente o quão fantástico foi cortar a meta e sentir que tinha conseguido alcançar um objectivo com qual tanto tinha sonhado. Foi, sem quaisquer dúvidas, um dos melhores momentos da minha vida.

Da segunda guardo a satisfação de a ter concluído e, com isso, provar que tinha ultrapassado uma arreliadora lesão que me tinha apoquentado na primeira metado do ano. Para além disso, não posso esquecer a penosa ponta final, na qual acabei por perder as hipóteses de baixar das ambicionadas 3h30m e, pior do que isso, os momentos difíceis que passei na assistência médica.

No domingo espero continuar a melhorar a performance, não esquecendo que, antes disso, o mais importante é acabar e acabar em boas condições físicas.

Thursday, 4 November 2010

A minha 3ª Maratona - O antes

Estamos a escassos 3 dias da Maratona do Porto, a terceira prova da distância que irei fazer. Especialmente para os meus amigos que aqui aparecem sempre, que me apoiam e costumam aparecer aqui para espreitar o "andamento" das minhas corridas, quero deixar algumas palavras sobre o meu estado de espírito sobre a prova de domingo.

Em primeiro lugar, sinto que, atendendo às grandes limitações de tempo que actualmente tenho, fiz uma boa preparação. Aliás, se antes do início deste ciclo tivesse parado um pouco para pensar sobre o que iria ser possível, dificilmente poderia esperar conseguir treinar mais.

Para além disso, acho que fiz uma preparação bastante razoável. Foram cerca de 700 km em 3 meses. Ao contrário das anteriores maratonas, não fiz tantos treinos de séries, mas fiz mais alguns treinos longos. Ao longo deste período apercebi-me claramente da subida de forma. Não me parece que esteja ao melhor nível do que já alcancei (pelo menos em termos de velocidade), mas acho que estou bem.

Sendo a terceira vez que me aventuro nesta distância, ainda para mais, sempre no mesmo percurso, sinto hoje uma tranquilidade nada comparável com a que vivi nos dias que antecederam a estreia. Julgo que é natural que assim seja. Mais, sinto que essa tranquilidade, aliada à experiência acumulada me ajudarão a fazer uma melhor gestão da prova.

Perante isto, o que esperar? Não sei. Acho mesmo que numa maratona ninguém consegue prever com muita certeza o que irá acontecer. No entanto, aquilo que eu gostaria que acontecesse, por ordem de prioridades, era o seguinte:
. Chegar ao fim;
. Chegar em boas condições físicas;
. Chegar antes do relógio marcar 3h30m;
. Desfrutar de dois dias (pasta party e maratona) bem passados e revendo muitos amigos que encontro poucas vezes.

Sinceramente, estou animado!

Wednesday, 3 November 2010

Balanço do 3º mês de preparação

O tempo para postar (e mesmo para treinar tanto quanto gostaria) tem sido muito pouco, pelo que a actualização deste espaço tem sido pouco regular. A quem cá tem vindo sem ter novidades, as minhas desculpas.

Relativamente ao mês de Outubro, considero que foi um mês positivo, embora com muito menos treinos do que seria desejável, especialmente nas duas semanas do meio do mês. De qualquer forma as sensações que tive ao longo do mês foram razoavelmente boas, pelo que chego ao final de Outubro com algum optimismo.

Tal como habitualmente, aqui fica um breve resumo do que foi feito:

- Nº. de treinos: 15 (inclui 1 competição)
- Treino sem corrida (Prova de Duatlo que incluiu BTT e Canoagem): 1
- Nº. de dias de descanso: 15
- Nº. de Km percorridos: 204,65 Km
- Nº. de treinos longos: 2
- Tempo de corrida: 16h 16m 50s
- Tempo médio por Km: 4m 46s
- Treino mais longo: 31,2 Km (10,1 km + 21,1 Km em competição)
- Treino mais curto: 10 Km

Tuesday, 12 October 2010

Um treino chamado... Meia Maratona Sport Zone

No passado domingo voltei às competições, alinhando à partida para a Meia Maratona Sport Zone. Prova que inclui na sua totalidade uma parte do percurso da Maratona do Porto, esta meia tem vindo a afirmar-se como uma das melhores (e maiores) do país. Este ano deu-se a coincidência de se ter realizado escassos dias após a tradicional Meia Maratona de Ovar, facto que terá levado alguns atletas a optar por correr apenas uma delas. Foi o meu caso. Indo apenas a uma das meias, decidi ir à da RunPorto, não só por ser mais perto de casa, mas principalmente porque me permitiu continuar totalista, pois participei em todas as quatro edições da prova.

Apesar de ser uma prova de que gosto muito, o meu principal objectivo, este ano, não foi tanto o de fazer um bom tempo, mas de aproveitar para fazer um treino longo mais "puxado".

Não sabendo que a prova iria começar às 10.20h, cheguei por volta das 09.00h às zona da meta e, em vez de aproveitar os autocarros da organização que transportavam os atletas nos 6 km que separavam a meta do local de partida, equipei-me e comecei a correr. Fui até à meta em ritmo de maratona (5:00/Km) com a intenção de fazer um treino prévio à meia maratona de 10 km. Foi o que fiz.

Rolei calmamente e sem grande desgaste cumpri o objectivo. Como o início da prova se atrasou face ao que tinha previsto, acabei por ter cerca de 20 minutos de recuperação, tempo durante o qual me apercebi do grande fulgor mediático da mesma, pois eram imensas as personalidades que se lhe associaram (Vitor Baia, Rui Reininho, Ricardo Trepa, entre muitos outros e outras).

Sendo a prova apenas uma parte do treino longo do dia, não sabia bem que ritmo tentar impôr, pelo que me deixei ir num andamento que me parecesse confortável. Bom, a verdade é que comecei rapidamente a rolar a ritmos entre os 4:15 e os 4:20/Km. Pensei logo que seria um ritmo "suicida", mas a verdade é que me sentia muito bem, pelo que me deixei ir. Aos 7 km (primeiro terço da prova) levava pouco mais de 30 minutos!

Ia de tal forma entusiasmado que, interiormente, cheguei mesmo a acreditar que poderia vir a conseguir bater o meu record pessoal na distância. No entanto, a verdade é que o ritmo começou a baixar ligeiramente. Mesmo assim passei aos 10 km em 43:30 e com boas sensações no corpo. Nessa altura, ao passar no abastecimento, bebi um pouco de água e imediatamente comecei a sentir uma forte "dor de burro". Julgo que o problema terá sido o facto de eu ter bebido cerca de uma garrafa e meia de água durante a paragem entre o treino pré-prova e o início da corrida. Com o estômago cheio, aquele gole de água, aos 10 Km, terá sido o suficiente para uma indisposição que me obrigou a "travar" a fundo, tendo feito dois quilómetros a rodar na casa dos 5:00/km. Depois de passar a dor, tentei voltar ao ritmo anterior, mas aí foram as pernas que não deixaram, ressentindo-se do "peso" dos quilómetros já percorridos.

Nesta fase, e praticamente até ao final, rolei sempre entre os 4:40 e os 4:50/km, acabando a prova com um tempo final de 1h38m18s (no meu relógio).

No final, acabei por ter feito um treino de mais de 31 km, sendo que os últimos 21 foram percorridos em bom ritmo. Apesar de me ter sentido desgastado, consegui fazer uma boa recuperação, facto que me deixou bastante satisfeito.

A avaliação que faço do meu estado de forma diz-me que talvez esteja mais lento do que am anos anteriores, mas com um pouco mais de resistência, em contrapartido. Já falta menos de um mês para a Maratona do Porto, mas os sinais são muito positivos e a moral está alta.

Quero deixar uma palavra final para alguns amigos que encontrei. Ao Francisco Lobo, do Porto Runners e médico amigo, o meu obrigado pela compenhia durante os primeiros km. Ao Vitor Dias, os votos de boa recuperação depois do grande esforço. Ao Rui Pena, os meus parabéns pela prova e o lamento por não ter tido pernas para o acompanhar. Ao Mark, a minha satisfação por vê-lo a melhorar a forma de prova para prova. Ao Meixedo, aquela força para que ele decida mesmo correr a Maratona do Porto! Aos que lá estiveram, mas que não consegui encontrar (como é o caso do Miguel Torres, que descobri numa foto), um abraço!

Monday, 11 October 2010

Balanço do 2º mês de preparação

Com algum atraso, aqui fica um breve resumo da preparação que fiz durante o mês de Setembro com o objectivo de participar na Maratona do Porto . De um modo geral foi um mês razoável, embora tenha acabado por fazer menos alguns treinos devido às dificuldades de conciliar a o trabalho com a corrida. Tal como habitualmente, aqui fica um breve resumo do que foi feito:

- Nº. de treinos: 19
- Nº. de dias de descanso: 11
- Nº. de Km percorridos: 241,55 Km
- Nº. de treinos longos: 3
- Tempo de corrida: 19h 39m 24s
- Tempo médio por Km: 4m 53s
- Treino mais longo: 30 Km
- Treino mais curto: 8,55 Km

Tuesday, 28 September 2010

Coisas simples, mas importantes

No passado domingo foi dia de treino longo. Às 7h45m já estava na estrada com o objectivo de fazer o segundo treino de 30 Km desta caminhada para a Maratona do Porto.
Este mês foi um pouco menos intenso em treinos do que o mês anterior, pois as dificuldades de conciliar a corrida com tudo o resto têm sido grandes. Apesar disso estou razoavelmente confiante com a preparação que está a ser feita.
Bom, o treino correu bastente bem. Ao contrário do treino que tinha acontecido no início do mês, desta feita acabei os 30 km com alguma força nas pernas, de tal forma que o último quilómetro foi o segundo mais rápido de todo o treino! Para além disso a recuperação foi muito mais fácil e fiquei mesmo com a sensação de que ainda havia mais alguma energia para gastar se fosse necessário.
Neste treino fiz a experiência de ingerir um cubo de marmelada por volta dos 17 Km. Não senti qualquer efeito nefasto e acabei até por ficar com a sensação de que esta pode ser uma alternativa melhor do que as saquetas de gel. Não sei bem se em termos de forncimento de energia serão equivalentes, mas para já, entre gel, barritas e marmelada, a minha escolha vai para esta última.
No total acabei por fazer exactamente 30 km sendo que a parte mais complicada chegou depois dos 22 Km, pois até lá o terreno era praticamente plano. Foram 2h26m26s a solo!

Entretanto, no final do treino reparei que a Câmara de Vila do Conde colocou um bebedouro na zona onde começo os meus treinos. Trata-se das traseiras do Forte de S. João Batista, um local que é utilizado por muita gente para caminhar e correr, pelo que a iniciativa é de louvar. Todos os que por ali passam sabem que esta é uma daquelas pequenas medidas que tem uma importância enorme. Por isso, aqui fica esta palavra de reconhecimento à Câmara Municipal por esta iniciativa.

Monday, 6 September 2010

O poder do frio

Tal como tinha planeado, ontem fiz o meu primeiro treino de 30 Km nesta caminhada até à Maratona do Porto. Depois de na semana anterior ter feito um treino longo de 25 Km que não correu como desejava, pois corri sempre muito cansado e acabei em forte perda (25,4 Km em 2h14m), estava com alguma curiosidade sobre este treino, pois a semana tinha corrido especialmente bem. Para além de me ter sentido muito menos cansado do que nas semanas anteriores, fiz um treino de séries que me surpreendeu pela facilidade com que assimilei os andamentos.

Tendo começada cedinho, andei até aos 20 Km em ritmos ligeiramente abaixo dos 5:00/Km e sem grandes dificuldades. Se até aos 22 Km o percurso era praticamente plano, nos últimmos 8 km havia muitas inclinações que exigiam muito mais esforço. Nesta fase o ritmo caiu bastante, obrigando-me a correr a 5:30/km para acabar o treino com 2h32m30s.

Apesar desta quebra final (algo esperada), fiquei extremanente satisfeito com o treino. Com apenas uma semana de diferença, consegui fazer um treino mais longo e num ritmo médio 11 segundos mais rápido do que tinha feito na semana anterior!

O pior foi o pós-treino. Uns 10 minutos depois de terminar a corrida senti fortes dores musculares nas pernas as quais me começaram a dificultar a locomoção. Já a começar a passar mal, decidi sentar-me na banheira e "regar" as pernas com água fria. O efeito desta "terapia" foi simplesmente fantático. Ao fim de poucos minutos já tinha recuperado a sensação de "bem-estar" e depois de uns 15 minutos de molho, já estava em condições normais, sendo que este normal deve ser visto em relação à dimensão do esforço que tinha acabado de fazer.

Já por várias vezes acabei os meus treinos com um mergulho nas águas frias do Atlântico, mas ontem é que pude sentir o verdadeiro poder regenerativo do frio!

Tuesday, 31 August 2010

Agosto - Balanço do 1º mês de preparação


O primeiro mês da minha preparação para a participação na Maratona do Porto já está terminado. Para quem tiver curiosidade em saber, aqui fica um breve resumo do que foi feito:

- Nº. de treinos: 22
- Nº. de dias de descanso: 9
- Nº. de Km percorridos: 261,82 Km
- Nº. de treinos longos: 3
- Tempo de corrida: 21h 13m 59s
- Tempo médio por Km: 4m 52s
- Treino mais longo: 25,4 Km
- Treino mais curto: 8 Km

Fazendo uma comparação com a forma como preparei as maratonas de 2008 e de 2009, concluo que estou a treinar mais quilómetros do que fiz no último ano e menos do que tinha feito no ano da estreia.

Confesso que esperava chegar a esta fase em melhores condições do que cheguei. De um modo geral tenho-me sentido bastante cansado e, não raras vezes, tenho corrido com o desejo de que o fim do treino chegue rápido. No último domingo, por exemplo, fiz um treino de 25,4 Km (2h13m) e acho que ao fim de 3 ou 4 quilómetros já me sentia cansado e a pensar em terminar.

Esta inesperada dificuldade acaba por ter um lado positivo, já que está a testar a minha motivação e a capacidade de resistir à tentação de "faltar" aos treinos que às vezes me tem assaltado. Este acaba, pois, por ser o aspecto que mais valorizo deste mês de preparação, pois tenho conseguido manter a média de 5 treinos por semana e nunca estive mais do que um dia sem treinar.

Na última semana já comecei a introduzir algumas séries, que este mês se intensificarão. Espero que a reacção do corpo vá melhorando para que consiga assimilar bem o aumento do grau de exigência dos treinos (em qualidade e em quantidade) de forma a voltar a ter a sensação de uma "corrida solta" que ainda não chegou.

Friday, 27 August 2010

UTMB


Começa hoje, na Suiça, uma das mais fantásticas ultra maratonas que se corem no mundo, a Ultra Trail do Monte Branco.
A lista de inscritos deste ano inclui nada mais nada menos do que 30 Portugueses na prova principal que, para quem não sabe, tem só 166 Km de extensão, com um desnível positivo de 9.400 metros, correndo-se integralmente nas montanhas do Monte Branco. O tempo máximo para fazer a prova é de 46 horas.
Aos heróis que se aventuraram a fazer a prova deixo uma palavra de estímulo para enfrentarem este desafio.

ADITAMENTO - Soube agora que a prova foi anulada quando os atletas já estavam em competição. A razão que levou a organização a tomar esta (terrível) decisão prende-se com as condições climatéricas em determinados troços do percurso, as quais poderiam colocar em causa a integridade física dos atletas. Imagino a frustração de todos aqueles que alimentaram o sonho do Monte Branco durante meses e meses de aturada preparação. Para eles, a minha solidariedade.

Thursday, 26 August 2010

O outro lado do sucesso

Nos últimos tempos quem gosta e acompanha o desporto luso tem vibrado com a proliferação de resultados de grande nível que vem sendo conseguido pelos nossos atletas da canoagem.
Desde o abandono do José Garcia (meu conterrâneo e, por acaso, vizinho) que não tinhamos notícias de relevo desta modalidade até à chegada do Emanuel Silva, que de forma surpreendente, conseguiu atingir uma final Olímpica em Atenas, feito cuja repetição viria a falhar em Pequim por escassos milésimos. Entretanto, para além do Emanuel apareceram outros atletas muito jovens que têm conseguido títulos de nível europeu e mundial, feitos esses que têm obtido algum eco na imprensa.
Esta onde de sucesso trouxe-nos, no passasdo fim de semana, o melhor resultado de sempre da canoagem portuguesa, com uma medalha de prata no Campeonato do Mundo (absoluto), feito que foi conseguido pela dupla Fernando Pimenta/João Ribeiro.
Como dizia no início desta prosa, sou dos que vibraram com o feito e que valoriza o desempenho dos nossos canoistas. Embalado, não só por esta medalha, mas pelo conjunto dos resultados, dava comigo a pensar que o trabalho da Federação de Canoagem merece ser aplaudido quando, de repente choco com esta notícia!
Será possível? Haverá explicação para uma falta de senso tão grande como esta?
Bom, mas porque estranhei não ter visto o nome do Emanuel Silva na selecção que esteve no Campeonato do Mundo, surfei um pouco na net à procura de respostas, rapidamente tendo descoberto o blog do próprio atleta. Esteve ausente "por problemas de saúde", como aparece logo no post de abertura, facto que não o impediu de dar os parabéns aos seus colegas.
Curioso por saber mais sobre o Emanuel, fui lendo os seus posts quando me deparo com isto. O texto é de Abril deste ano e transmite uma amargura que não estava à espera de ler.
Desconheço o que se passa na relação entre a Federação de Canoagem e os atletas e o que poderá estar por trás das situações que envolveram o Fernando Pimenta e o Emanuel Silva. Contudo, e como observador atento, parecem-me indícios demasiados de que poderá haver um ambiente menos saudável que, a bem do desenvolvimento da modalidade, deveria ser corrigido.
Será que podemos, de uma vez por todos, aprender a conviver com o sucesso em Portugal?

Tuesday, 17 August 2010

O treino prossegue...

... dentro do previsto. Com metade do mês já ultrapassado, levo 13 dias de treino (e 4 de descanso) e quase 145 km feitos. Depois de me ter sentido bastante cansado nos primeiros treinos do mês, hoje já tive sensações bem mais agradáveis e um à-vontade que não sentia há algum tempo para os 50 minutos da sessão. Como é lógico, isto traz-nos acrescida confiança.
A partir da próxima semana os treinos vão entrar numa nova fase, com a introdução de séries e talvez um treino de 30 Km no último domingo do mês. Veremos como corre esta segunda metade para depois avançar para um mês de Setembro um pouquinho mais "duro".

Thursday, 12 August 2010

A maratona feminina dos europeus de atletismo


Bem sei que estas palavras aparecem um pouco fora de tempo, mas o que aconteceu às atletas portugueses que partriciparam na maratona do Campeonato da Europa de Atletismo merece alguns comentários, ainda que vindos de quem acompanha a realidade da alta competição à distância, sabendo pouco mais do que aquilo que é público.

No caso da maratona feminina, eu era daqueles que tinham fortes esperanças num resultado de grande nível da Marisa Barros e, lá no fundo da minha "adoração" pela Fernanda Ribeiro, esperava que ela pudesse, pelo menos, fechar a prova no top ten. A verdade é que me enganei redondamente.

Quanto à Fernanda, não vale a pena escrever muito, já que na fase da carreira em que ela se encontra o simples facto de ter estado em Barcelona já é por si só motivo de realce. Já quanto à Marisa Barros, a coisa é bem diferente.

Desde que se iniciou na maratona, Marisa fez, até Barcelona, um percurso permanentemente ascencional. "Abriu o livro" logo na sua primeira prova, com um tempo de grande categoria que lhe valeu a qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Aí, na condição de estreante, teve um comportamento que, não tendo sido brilhante, foi honroso, pelo que demonstrou de garra para chegar ao fim numa prova disputada em condições climatérias difíceis. Depois disso, Marisa continuou a gerir bem a carreira de maratonista, fazendo poucas provas, mas sempre com excelentes desempenhos e um record pessoal de nível mundial. Pelo meio, conseguiu ser a melhor europeia nos Campeonatos do Mundo de Berlin, com um excelente 6º lugar.

Sabendo-se que Marisa estaria em boa forma, era de esperar que conseguisse lutar pelas medalhas. O início de prova mostrava isso mesmo, com a nossa atleta sempre numa posição de destaque no grupo que liderou a corrida até aos 25 km. Em grande parte do tempo Marisa assumiu mesmo as despesas do andamento, aparecendo à cabeça do grupo. O que terá levado a que, com tamanha demonstração de autoridade ao longo da primeira metada da prova, Marisa tivesse falhado no momento em que a mesma se decidiu?

À imprensa Marisa falou de problemas relacionados com uma amigdalite que fora tratada umas semanas antes e do estômago. Ora, se Marisa sabia dessas suas fraquezas, porque razão se expôs (e desgastou) tanto na primeira metade da prova? Se ela tinha esses problemas, porque razão não optou por uma estratégia mais conservadora (com fez em Berlim, em que correu de trás para a frente)?

O oitavo lugar final é uma classificação honrosa para qualquer atleta. No entanto, para a Marisa que vimos evoluir desde 2007 sabe a desilusão. Espera-se, por isso mesmo, que ela e aqueles que a rodeiam saibam ter o espírito crítico suficiente para avaliar o desempenho da atleta, identificando e corrigindo os erros cometidos em Barcelona para que a possamos ver, já nos mundiais do próximo ano, e, principalmente, nos Jogos Olímpicos de Londres, a lutar pelo podium. Defendo que em desporto (e logo na maratona) ninguém pode garantir resultados, mas também não podemos chegar ao outro extremo, justificando os insucessos com meros dias de azar...

Monday, 9 August 2010

Má forma

O começo da preparação para a Maratona do Porto está a ser algo custoso. Como seria de esperar, a falta de treinos nos últimos três meses fez-se notar, pelo que os musculos estão a ressentir-se de um trabalho mais intenso.

Ontem, por exemplo, fiz um treino de 20 km em 1h40m e acabei bastante cansado. Se na primeira metade andei a cerca de 4:50/Km, na segundo já andei sempre acima de 5:05/km e tive de fazer algum sacrifício para não diminuir mais o ritmo.

De qualquer forma o balanço da semana é muito positivo, pois fiz 6 treinos (num total de 70 Km) e acredito que lá para o final do mês já deverei ter recuperado bastante do "terreno perdido".

Monday, 2 August 2010

Início de ciclo


A 96 dias de distância, inicio hoje o ciclo de treino para a participação na 7º Maratona do Porto, aquela que será a minha terceira experiência na distância. Com este objectivo em mente espero ultrapassar uma fase em que os treinos têm sido muito pouco regulares.

Monday, 12 July 2010

Corrida pelo Desporto Limpo


Correu-se ontem a primeira edição da Corrida/Caminhada pelo Desporto Limpo, uma nova prova que entra no calendário com a chancela da RunPorto. Com uma distância curta (de 7 Km) a prova apresenta-se com o propósito de chamar gente nova às corridas o que, a avaliar pela primeira edição, foi conseguido. De acordo com os dados da organização foram mais de 5.000 aqueles que estiveram na manhã de ontem em Matosinhos para se entregar à corrida/caminhada.

Continuando numa "fase negra" em termos de dedicação aos treinos, lá me apresentei sem outras ambições senão as de me integrar na festa e de gozar com aquele ambiente fraternal que as corridas sempre proporcionam. Em termos competitivos sabia que não era possível alcançar bons tempos.

Integrado na longa coluna de participantes, comecei bem atrás, o que causou algumas dificuldades no início, pois tive de ultrapassar muita gente no primeiro quilómetro, que foi percorrido em 4:47. A partir daí, e já com a possibilidade de correr sem ter de, constantemente, ultrapassar atletas mais lentos, decidi correr a um ritmo na casa dos 4:30/km. O objectivo era o de conseguir correr em ritmo adequado às minhas capacidades actuais de tal forma que não sentisse uma quebra na parte final, como me tem acontecido nas últimas experiências.

Como a prova era curta e o percurso totalmente plano o objectivo foi cumprido sem grandes dificuldades e até deu para forçar um pouco no último quilómetro, que foi cumprido em 4:17. Acabei com 31:37 para os 7.000 metros exactos do percurso, cumprindo assim com o objectivo inicial.

Quanto à prova em si penso que foi um grande sucesso, pois contou com a adesão de muita gente (notava-se a presença de muita gente "nova" nas corridas) e que se divertiu bastante. Aliás, a alegria dos participantes era bem notória nas faces de todos, seja pelas sensações individuais de cada um, seja pela alegria de integrar a imensa coluna azul (cor das camisolas do patrocinador oficial da prova) que tingiu as ruas de Matosinhos.

Wednesday, 23 June 2010

Corrida das Festas de Cidade do Porto

Este ano voltei a estar presente na Corrida das Festas da Cidade do Porto. Trata-se de uma excelente prova, com uma organização que melhora a cada ano e que tem um percurso fácil (totalmente plano) e muito bonito.

A minha prova foi idêntica à do ano passado. Fruto de atravessar uma fase em que tenho treinado muito pouco, escontro-me numa forma pouco recomendável. Infelizmente fiz de conta que não sabia disto e comecei bastante rápido para as minhas actuais possibilidades.

Fiz os primeiros 5 Km em menos de 22 minutos e passei aos 10 Km abaixo dos 45 minutos. Com estes andamentos demasiados fortes ressenti-me muito no último terço da prova, tendo acabado com 1h12m20s, um tempo fraco mas que espelha o meu momento actual.

Com este panorama vou ter de abandonar a ideia de estar presente em Melides no dia 1 de Agosto para participar na UMA. É uma decisão que apenas adia um projecto por algum tempo, já que não desisto de, um dia, fazer essa prova.

Entretanto vou tentar recomeçar a treinar com mais assiduidade, pois há Maratona do Porto em Novembro e é necessário chegar lá em boas condições!

Monday, 7 June 2010

Aniversário da U D Beiriz

A União Desportiva de Beiriz cumpriu este ano 25 anos de actividade. Para assinalar a efeméride esteve marcada uma prova de atletismo no passado dia 21 de Fevereiro, para a qual eu estava inscrito. Infelizmente, a ameaça de temporal levou a que a organização tivesse, prudentemente, decidido adiar a prova para data posterior.

Por vicissitudes diversas, a prova acabou por ser transferida para o dia de ontem, 6 de Junho. Creio que a razão de ser deste tão grande atraso se fica a dever ao intenso calendário do Plano de Promoção do Atletismo que a CM da Póvoa de Varzim organiza há muitos anos e no qual a UD de Beiriz está envolvida.

Estas provas, de cariz genuinamente popular, são das que mais gosto de participar. É verdade que lhes falta quase tido em termos de condições: não há chips para controlar os tempos, a estrada não está vedade, não há grande "espectáculo", etc. No entanto, o que lhes falta nestas coisas sobra-lhes em dedicação e empenho dos humildes organizadores, em boa vontade para que tudo corra pelo melhor e, essencialmente, na alegria das crianças a correr.

Ontem também foi assim. Às 09.30h da manhã lá estava com a Joana que, mais uma vez, também correu. O seu escalão (Pinguins) costuma ter cerca de 30 participantes (entre meninos e meninas) que, desde os 3 anos, se entregam a corrida com a alegria de mais uma descoberta na sua tenra experiência de vida. Esta foi a terceira experiência da Joana e, mais uma vez, mostrava-se muito contente quer antes quer depois da sua corrida. Claro que eu também fiquei muito contente por ter estado a correr ao seu lado!

A prova dos seniores, juntamente com a dos juniores e veteranos tinha uma distância anunciada de 4 Km e teve cerca de 50 participantes. Como é evidente, trata-se de uma distância muito curta e na qual tenho muito pouca experiência. O percurso não tinha inclinações muito grandes e o tempo, embora quente, não chegava para incomodar muito.

Comecei em bom ritmo, fazendo o primeiro quilómetro em 3:45, aproveitando uma ligeira descida, o que me deixava classificado entre os 10/15 primeiros. Depois dessa fase não consegui aguentar o ritmo e acabei por resvalar para ritmos entre os 4:10 e os 4:20. Com esta quebra de ritmo acabei por descer algumas posições, terminando em 22º lugar com o tempo de 18:25 para os 4.450 metros do percurso (tempo e distância do Garmin).

Este resultado é o espelho de um período de treinos menos regulares do que aquilo gostaria e, essencialmente, da falta de treinos de séries. De qualquer forma fiquei satisfeito com a minha prova e com vontade de regressar no próximo ano. Quanto aos treinos, veremos se consigo aumentar um pouco mais a regularidade, o que não tem sido nada fácil.

Friday, 4 June 2010

Comparando com este...


... o Dean Karnazes é um menino!

Tuesday, 25 May 2010

Meia Maratona do Douro Vinhateiro - A falta e os excessos

No passado domingo correu-se a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. Para além de nós, que gostamos de corridas e, por isso, andamos sempre informado das provas que se vão realizando um pouco por todo o país, desta vez todos os portugueses ficaram a saber que houve uma meia maratona no fim de semana.

Será que a prova ficou famosa por ter conseguido juntar muitos participantes? Será que ficou famosa por ter permitido a obtenção de algum record ou alguma marca de qualidade? Não, nada disso. A prova ficou famosa por duas coisas: porque faltou o abastecimento de água aos atletas e porque todos os noticiários televisivos falaram do assunto com reportagens mostrando a indignação dos atletas.

Sobre o assunto deixo duas notas. A primeira para lamentar a falha da organização. Quem trabalha para montar uma prova com a pretensões daquela, que até anúncios de televisão incluiu no plano de promoção, não pode falhar num aspecto tão básico como este. Fica mal e descredibiliza todo o trabalho que, muitas vezes, demora anos a fazer. Pior do que isso, parece-nos a todos muito mal que se cobrem inscrições tão caras para depois haver este tipo de erros.

A segunda é para lamentar, igualmente, a projecção que foi dada a este assunto. Lamento que as televisões e a maioria dos jornais que praticamente ignoram o atletismo que se pratica pelas pistas, ruas, estradas e montanhas deste país tenham sido tão afoitas na disponibilização de alargado espaço em horário nobre que apenas transmitiu imagens do que de mal aconteceu. Eu, que vi a reportagem mais do que uma vez, fiquei sem saber quem ganhou a prova, qual o tempo que fez, etc. Aliás, tudo isto foi feito de tal forma que alguém que andasse distraído até ficaria a pensar que em Portugal só se correm duas meias maratonas: a da ponte 25 de Abril e a do Douro, pois são as únicas com direito a reportagem nos telejornais. Com isto quero apenas dizer que seria bom que as televisões não fizessem reportagens de provas de atletismo apenas quando acontecem estas coisas, mas sim sempre as as provas atinguem uma determinada dimensão e nível técnico.

Tuesday, 18 May 2010

II Meia Maratona da Areia - A minha prova

Em primeiro lugar quero referir que esta meia maratona tinha um significado especial, já que seria a 10ª vez que iria correr a distância. Apesar de já correr há algum tempo, a verdade é que o número de meias maratonas que tenho no meu curriculum ainda é relativamente pequeno, pelo que o alcançar da dezena não deixa de ser um marco.

Apesar de ter treinado muito pouco ultimamente, na semana anterior à prova já tinha retomado uma regularidade de treinos razoável, tendo inclusivamente feito um excelente treino na quarta-feira (daqueles que nos dão confiança), o que me deixava animado e com vontade de fazer uma boa prova.

Embalado nesse optimismo, decidi que iria começar a prova lançando-me em ritmos na casa dos 4:30/Km. Foi o que fiz nos primeiros dois quilómetros. Sentia-me bem, mas rapidamente percebi que aquele ritmo não seria possível de manter por muito mais tempo. Afinal, e ao contrário do que muitos colegas me tinham dito, a areia da Costa da Caparica era bem diferente do piso de estrada! No final, os que haviam participado na prova do ano anterior disseram-me que este ano a areia estava mais solta...

Refeitos os planos, decidi então estabilizar a minha corrida no ritmo de 4:45/Km, o que fiz com facilidade até ao retorno, tendo passado com pouco mais de 47 minutos aos 10 quilómetros.

Quando demos a volta e iniciamos o trajecto de regresso, deparei-me com algo de novo: os efeitos do vento. Se na primeira metade nem davamos por ele, pois batia suavemente nas nossas costas, na segunda metade a coisa era diferente. Mesmo não sendo um vento intenso, tratava-se de um obstáculo adicional que teriamos de enfrentar. Apesar da vontade de manter o mesmo ritmo que levava, tive de me resignar a uma redução da cadência, passando a rolar sempre acima dos 5:00/Km.

Nesta fase passei meia dúzia de atletas, mas também fui sendo passado por outros, num saldo claramente negativo. Julgo que terei perdido uns 20 a 30 lugares na classificação ao longo da segunda metade da prova. Nesta fase tive a minha pior parte pouco depois dos 15 quilómetros, já que devo ter bebido água a mais e o meu estômago ressentiu-se, o que me obrigou a reduzir o andamento durante algum tempo. Foi nesta fase que fui ultrapassado pelos Cyberunners Ricardo Batista (primeiro) e Vitor Veloso (depois) que me ganharam algum avanço.

Depois de recuperar das dores abdominais, consegui subir ligeiramente o ritmo, tendo feitos os últimos 2,5 quilómetros em crescendo, de tal forma que cheguei mesmo a alimentar a esperança de re-alcançar os dois colegas de equipa, o que acabou por não ser possível.

Já como a meta em "ponto de mira" fiz apelo às últimas energias para a subida do areal, sempre a controlar o atleta que me perseguia e a esboçar um ligeiro sprint que era impossível de por em prática com aquela areia seca e muito solta. Acabei com o tempo de 1h45m05s no meu relógio (1h45m17s oficiais), satisfeito com o meu desempenho e com a prova, a cuja organização nada de mau tenho a apontar.

Monday, 17 May 2010

III Meeting Blogger


Em conjunto com a Meia Maratona da Areia, decorreu ontem na Costa da Caparica o III Meeting Blogger, evento que juntou alguns dos atletas portugueses de pelotão que, para além de correr ainda se dão ao "trabalho" de ir escrevendo qualquer coisa em blogs, numa bela jornada de convívio e confraternização.

Foi com enorme satisfação que lá estive e, antes de fazer uma reportagem mais pormenorizada (quando houver tempo), quero deixar já um abraço a todos, muito especialmente aos organizadores do evento, o Joaquim Adelino e o Fernando Andrade.

Quanto à Meia Maratona da Areia, correu-me bem, dadas as circunstâncias. Acabei em 91º da classificação geral (entre 335 atletas), com o tempo de 1h45m17s

Monday, 10 May 2010

A 5 dias do Meeting blogger

Nos últimos dias o blog tem andado bastante parado. Infelizmente isso condiz com o ritmo de treinos que também foi muito escasso e irreglar. Na verdade, e desde que parei por lesão há pouco mais de um ano, que não me recordo de três semanas seguidas em que tenha corrido tão pouco.
Fruto dos poucos treinos a forma também se está a resentir. Ontem fiz 20 Km e vi-me atrapalhado nos últimos três, arrastando-me com grande esforço e sentindo os musculos a reclamar fortemente!
Esta semana conto conseguir treinar melhor e a Meia Maratona da Areia acabará por ser vista mais como treino do que como competição. O objectivo é tentar voltar a aumentar as cargas de treino para ver se consigo começar a reunir as condições necessárias para me poder inscrever a grande aventura da UMA.

Este é o ponto de situação a 5 dias do Metting Blogger, durante o qual correrei a 10ª meia maratona da "minha carreira"!

Sunday, 25 April 2010

Uma semana negra

Esta foi uma semana como já não me lembro há muito tempo. Fruto de um conjunto de circunstâncias não consegui correr uma única vez nos últimos 6 dias.

Como calculam, está a custar-me muito "sobreviver" a esta desgraça da qual espero desforrar-me na próxima semana. É que estarei de férias, bem longe de casa e, aparentemente, com algum tempo para correr...

Monday, 19 April 2010

Prova do 48º Aniversário do Leões da Lapa FC

Ontem, em dia de conta certa nesta minha passagem terrena, participei na prova comemorativa do 48º aniversário do Leões da Lapa Futebol Clube, simpática agremiação desportiva da vizinha cidade da Póvoa de Varzim.

Para além da prova em que participei, houve corrida para jovens, começando pelo escalão de Pinguins, no qual participou a Joana.

Empenhada em dar o seu melhor, a Joana fez a sua prova com grande determinação, não dispensando a companhia do pai que, ao lado, a acompanhava. A distância total da prova não iria além dos 200 metros, mas foi o suficiente para aquelas crianças darem asas à sua vontade de correr e, dessa forma, se divertirem.

Depois de todas as provas dos vários escalões, chegou a vez da minha prova. O número de atletas não era muito significativo, devendo rondar os 50. Parti atrás e tinha intenção de não forçar muito no início. Apesar dessas boas intenções, constatei que, poucos metros depois de largar, estava praticamente a correr ao lado dos primeiros. Quando olhei para o relógio e verifiquei que estava a correr a um ritmo na casa dos 3:15/Km fiquei "alarmado" e retirei imediatamente o pé do acelerador. Baixei para as casa dos 3:45/Km, mas, mesmo assim eu sabia que era demasiado.

O percurso constava de uma volta pequena (1 Km) e duas voltas grande (2 Km) nas imediações da sede dos Leões da Lapa. No final da primeira volta passei ainda relativamente próximo dos primeiros, mas já os sentia a afastar-se. A partir daí a prova teve pouca história, pois fui rolando na casa dos 4:00/Km, embora sempre a andar mais lento. O segundo quilómetros foi cumprido em 3:53 e o terceiro em 4:03. A última volta já foi feita com algum sacrifício e foi nessa altura que perdi alguns lugares, pois não consegui aguentar o mesmo ritmo no último quilómetro (fiz em 4:14).

Terminei em 34º lugar com o tempo de 20:13 para os 5 Km de prova (o GPS apontou 5,07 Km). Fiquei razoavelmente satisfeito, pois gostaria de ter conseguido ser mais regular, nomeadamente de não ter quebrado tando no último quilómetro. De qualquer forma foi uma bela manhã, na qual registei com grande satisfação o regresso às provas do meu amigo João Ferreira que, depois de uma longa paragem, parece estar a querer voltar à sua boa forma!

Wednesday, 14 April 2010

O artista de telenovela


Durante a Corrida dos Sinos, ia eu por volta dos 4 km de prova, quando vejo um atleta a correr, envergando a T. Shirt oficial da Maratona do Porto de 2009. Amarela e com o logotipo da prova estampado nas costas é uma peça difícil de passar despercebida.

Fui-me aproximando dele até que ficamos a par. Olhamo-nos, mas eu não o conhecia. Ele, simpaticamente mete conversa.
- Ola Paiva! Vocês são como os artistas de telenovela. Nós todos vos conhecemos, mas vocês não conhecem ninguém!

Cumprimentei-o e lá conversamos um pouco. Rapidamente percebi que era leitor do Maratonista. Disse-me que era do Porto, ou mais concretamente de S. Mamede de Infesta. A geografia tem destas coisas. Se estamos em Mafra, temos de dizer que somos do Porto, sob pena de não sermos compreendidos. Se estamos no Porto, temos de dizer que somos de S. Mamede de Infesta a bem da verdade.

Depois da breve conversa segui com a minha prova e ele com a sua. No final chegamos com tempos semelhantes e despedimo-nos com a certeza de que nos voltariamos a encontrar numa prova qualquer.

"Artista de telenovela". Quem diria que um blog haveria de ter este tipo de consequências!


NOTA - Este post fica ilustrado com a figra de Odorico Paraguaçu, a mais fascinante personagem da história das telenovelas brasileiras.


ADENDA - Onde se lê S. Mamede de Infesta deve ler-se Senhora da Hora. Sendo próximas uma da outra e ambas pertencentes ao concelho de Matosinhos, este lapso não deixa de ser imperdoável. As minhas desculpas.

Monday, 12 April 2010

28ª Corrida dos Sinos - A minha prova

Ontem fui a Mafra correr a 28ª edição da Corrida dos Sinos. Mafra é uma localidade que conheço muito mal, mas da qual tenho, agora, uma excelente impressão. Para além do famoso Convento que ostenta o nome da localidade e que impressiona pela sua imponência (e pelas histórias à sua volta), parece-me justo realçar um equipamento admirável e que fiquei a conhecer. Falo do Parque Desportivo Municipal de Mafra, uma infraestrutura inserida numa área de 22 hectares, que inclui um estádio com pista de atletismo, pavilhão, piscinas, entre outros, tudo acompanhado de espaços verdades bem cuidados, o que nos transporta para um ambiente de tranquilidade e bem estar. Simplesmente fabuloso!

Cheguei a Mafra a cerca de 50 minutos do início da prova, pelo que tratei rapidamente de levantar o meu dorsal e preparar-me para correr. Cedo me apercebi de que esta seria uma prova muito participada, tal era a quantidade de gente que já se avolumava no local. Ainda tentei ver se encontrava caras conhecidas, mas nada...

Fiz um curto aquecimento e poucos minutos antes da hora marcada para a partida juntei-me à coluna que já se preparava para começar a correr. Tentei chegar o mais à frente que pude, mas não era fácil. Simbolicamente ao som do tilintar de um sino, é dada a partida à hora marcada. Os primeiro 500 metros são a serpentear, ultrapassando muita gente e sempre em ritmo pouco intenso, pois não havia muito espaço para correr. Acabei o primeiro quilómetro em 4:20, fruto destas dificuldades. Mais ou menos por esta altura, e quando estavamos prestes a passar defronte do Convento de Mafra, ultrapasso o Fernando Andrade que me sauda. Após uma curta troca de palavras, lá sigo a minha marcha em ritmos que rondavam os 4:10/Km. Era esse o rimo que pretendia impor durante tanto tempo quanto conseguisse.

A parte inicial do percurso era bastante favorável, sendo quase sempre a descer. A certa altura um atleta dirige-se a mim aconselhando-me a refrear o andamento. "Conhece o percurso?", perguntava-me ele. Perante a minha negativa, ele bem me dizia para poupar energia na primeira parte, porque depois iria ser necessário subir tudo.

A verdade é que talvez ele tivesse razão. Depois de ter feito uma boa primeira parte da prova (cerca de 31:30 aos 7,5 km), a segunda foi penosa. Com tantas subidas e vento contra passei a correr a ritmos na casa dos 4:50, sem conseguir reagir. Fui passado por bastantes atletas e, já com algum desalento, apenas me preocupava em andar o melhor que pudesse...

Quando estava terminada a parte da subida voltei a conseguir melhorar ligeiramente o ritmo e, lembrando-me do conselho do Nuno Sebastião, fui buscar as últimas energias para aproveitar a entrada na pista de atletismo do estádio e acabar em bom estilo. Já em plena pista, fz um vigoroso sprint e lá terminei com o tempo oficial de 1h07m03 (1h06m45s no meu relógio) para ser o 295º classificado entre os 1137 atletas que terminaram a prova.


Apesar do desempenho menos conseguido, gostei bastante de ter estado em Mafra e só tenho pena de não ter tido mais tempo para desfrutar melhor de todo o ambiente pré e pós corrida.

PS - Alguém sabe onde encontrar algumas fotos on-line da prova?

Thursday, 8 April 2010

III Meeting Blogger

Confirmei esta semana a minha presença no III Meeting Blogger que vai decorrer no próximo dia 16 de Maio na Costa da Caparica. Esta jornada de convívio entre a malta que "produz" e "consome" blogues alusivos à temática das corridas de atletismo vem na sequência das edições de 2008 (em Tomar) e de 2009 (no Porto), mostrando que a partilha de experiências, sensações e conhecimentos que vamos fazendo no mundo virtual cria relações bem fortes e reais. É por isso que gostamos de nos encontrar e estar uns com os outros, convivendo e fazendo o que gostamos que é correr.

A edição deste ano está associada a uma prova especial, já que é relativamente raro haver Meias Maratonas corridas integralmente na praia, como é o caso da Meia Maratona da Areia, prova na qual participaremos e que faz parte da primeira parte do programa do Meeting.

Com a certeza de que esta será uma jornada de inesquecível convívio e franca camaradagem, deixo aqui um apelo à participação de todos os que puderem. Verão que será um tempo muito bem empregue, pois tenho a certeza absoluta que a equipa organizadora, com o incansável Adelino à cabeça, bem coadjuvado pelo Fernando Andrade e pela Ana Pereira tudo farão para que nos sintamos bem!

Para aqueles que, como eu, se deslocarem da zona norte do país deixo a sugestão de um fim de semana em família passado naquela região. Pelo que vi numa curta pesquisa na internet, os hotéis na Costa da Caparica até parecem ter preços acessíveis...

Wednesday, 7 April 2010

Correr de cinto

No passado domingo lancei-me ao desafio de mais um treino longo. O objectivo eram os mesmos 30 Km que tinha feito um mês antes.
Sozinho, e quando já faltava pouco para as 09.00h da manhã, fiz-me à estrada. Quando olhei para a janela, depois de acordar, o tempo parecia bom. Com base nessa ideia, fui de t.shirt e calções, mas a primeira meia hora custou um pouco, pois estava bastante frio. Depois, e já com o sol mais alto, a temperatura subiu um pouco (ou seria por eu já estar bem aquecido!!!) e não voltei mais a sentir frio.
A minha intenção era fazer uma corrida confortável, sem exageros no andamento, de forma a conseguir chegar ao final em boas condições e sem a brutal quebra que tinha experimentado nos últimos 2 Km há um mês.
Acreditando que o principal problema seria o facto de, nessa altura, ter corrido sem fazer qualquer abastecimento, decidi comprar há dias um cinto de maratonista, que estreei. Para além das 3 garrafas com água (deveria ter levado as 4...) levava uma saqueta de gel (que tinha sido oferecida no saco final na Corrida das Lezírias) que estava previsto ser ingerido perto dos 20 Km.
Como era a primeira vez que corrida com este adereço, estava um pouco curioso por saber se o mesmo iria trazer algum desconforto à corrida. Felizmente não senti que a corrida tivesse sido perturbada pelo cinto. Ao invés, foi muito bom ter podido hidratar-me durante o esforço (o que não costumava fazer) o que, reconheço, me prejudicava.
A consequência desta melhor gestão do esforço fez-se sentir de forma evidente no rendimento do treino. Acabei os 30 Km em 2h22m36s (média de 4:45/Km), fazendo a primeira metade (sempre plana) em 1h12m12s e a segunda (com duas e difícieis subidas) em 1h10m24s. Apesar de tudo, voltei a sentir que os dois últimos quilómetros me custaram um pouco, embora tenha conseguido manter um ritmo na casa dos 4:50/Km.
Nos próximos tempos quero continuar a fazer uma ou duas vezes por mês estes treinos longos e insistir bastante na habituação a uma adequada hidratação e alimentação. Para além do gel, já comprei umas barritas energéticas que irei experimentar brevemente. Vamos ver se consigo educar o meu estômago a aceitar "trabalhar" enquanto corro, pois sinto que esse tem sido um dos meus principais pontos fracos e que me tem trazido alguns dissabores.

Monday, 5 April 2010

É grave...

... e não é nada bonito o que está a acontecer entre uma das Federações Desportivas que aparenta trabalhar melhor na promoção do seu desporto e uma das melhores atletas nacionais.

Nós, que gostamos de desporto, agradecemos que se entendam e deixem estes lamentáveis espectáculos para outras modalidades.

Wednesday, 31 March 2010

Corrida dos Sinos

O próximo desafio já está agendado. Trata-se da participação na Corrida dos Sinos, uma prova de 15 Km na vila de Mafra.

Depois da notícia do cancelamento da Maratona Carlos Lopes, na qual já estava inscrito, tive de optar por uma alternativa e, seguindo a sugestão que o Fernando Andrade deixou na caixa de comentários, fiz já a inscrição nesta popular prova. Não conheço o percurso nem o grau de dificuldade, mas o facto de se tratar de uma prova com muita história (já vai na 28ª edição) e da qual tenho recebido boas referências tornou fácil a escolha.

Não farei qualquer preparação especial (o tempo também não o permite), mas vou tentar estar em boas condições para conseguir, pelos menos, um desempenho ao nível do que tive na Corrida das Lezírias.

Monday, 29 March 2010

Duatlo da Póvoa de Varzim - a minha prova

Era com grande expectativa que aguardava esta prova. Não tendo referências quanto à minha valia "duatlista" (que sabia ser pouca), andava bastante curioso para ver como me sairia da aventura de fazer um duatlo e, ainda para mais, de BTT!

O dia começou cedo. Com a mudança de hora havia que roubar 60 preciosos minutos à caminha, pelo que me levantei às 07.00h (06.00h pela hora antiga). Era o momento de tomar o pequeno almoço e preparar tudo com muita calma.

O encontro com o meu irmão (sim, desta vez consegui rebocá-lo a uma prova) estava marcado às 08.30h para rumarmos juntos para a Póvoa de Varzim de bicicleta. Vivemos a cerca de 6 km do local onde se realizava a prova, pelo que optamos por este meio de transporte, o que nos permitiria fazer um bom aquecimento!

Lá chegados encontramos logo alguns amigos da blogosfera. O Miguel Torres (o culpado de eu lá estar), o Rui Pena, o Mark Velhote e o João Fernandes. Depois de tudo colocado nos seus devidos lugares no parque de transição e porque ainda faltava algum tempo para o início da prova fomos conversando mais um pouco e fizemos um ligeiro aquecimento juntos.

Habituados a provas de atletismo com grande participação, e em que todos se apertam para partir na frente, estranhamos um pouco o à-vontade com que todos estão no momento da partida, mas ainda bem que assim foi! Sem que me tivesse apercebido do tiro de partida (não houve), percebi que a prova tinha começado, pois já todos estavam a correr! Avancei então para a corrida atrás do pelotão.

O primeiro segmento, composto por duas voltas a um circuito, tinha 4,9 Km e era integralmente cumprido no Parque da Cidade da Póvoa de Varzim. Abro aqui um parentesis para elogiar a qualidade do espaço. Não o conhecia e é simplesmente fantástico, sendo merecedor de uma visita em família.

Comecei a prova em grande ritmo. Tinha como referência o Mark Velhote (cujo ritmo sabia não estar ao meu alcance) e o João Fernandes (junto a quem tinha pensado andar). A verdade é que o Mark avançou rapidamente para a frente e o João Fernandes seguiu-o. Nesta fase tentei seguir com o Rui Pena, mas cedo percebi que ele estava com uma passada muito rápida para mim, pelo que optei por deixá-lo ir. O primeiro quilómetro foi cumprido em 3:50. Nos seguintes fui mantendo o ritmo ligeiramente abaixo dos 4:00/Km, o que me permitiu ir conseguindo ultrapassar vários atletas, entre as quais o Rui Pena, que me pareceu, neste primeiro segmento, ter pago a entrada algo impetuosa na corrida. Acabei esta parte muito bem fisicamente e a escassos 20 metros do João Fernandes, que consegui ultrapassar no parque de transição.

Depois de ter encontrado a bicicleta (e não foi nada fácil...), colocado o capacete, avanço para o segmento de BTT. Quando estava prestes a sair do parque o relógio marcava 19:30, o que era muito bom. Estavamos agora na parte mais incógnitas me trazia.

O primeiro quilómetro era relativamente fácil, pois era percorrido em estradas de paralelo e alcantrão que nos levavam aos trilhos de terra. A parte inicial não era muito complicada, pois era percorrida nos estradões de terra laterais à A28. Apesar de estar a ser passado por muita gente (o João Fernandes foi dos primeiros que me passou), sentia-me bem e sabia que estava a fazer um bom andamento para as minhas possibilidades. À medida que avançavamos, iamos entrando em terrenos mais complicados. O caminho era quase sempre o dos trilhos dos tratores nos campos agrícolas. Como tinha chovido bastante na passada semana havia imensa lama e poças de água. Aos poucos ia ganhando consciência da dificuldade do percurso, especialmente porque nos colocava uma enorme exigência técnica que, como é óbvio, não domino.

Numa das partes mais enlameadas dou o meu primeiro tombo, pois não vi um tubo de rega. Nada de grave e de imediato me leventei e segui. Pouco mais à frente entravamos numa parte que denomino de "pântano" (não era o do outro!!!!). O terreno era de tal forma encharcado que praticamente não era possível andar de bicicleta. Na primeira volta ainda me esforcei por tentar, mas na segunda peguei logo na bicicleta à mão e corri com ela às costas.

Apesar das dificuldades e de perceber que não tinha ritmo para acompanhar a malta com mais experiência das bicicletas, sentia-me bem e com força. Não dispondo dos dados dos tempos por segmento, julgo ter feito as duas voltas de BTT em ritmo muito equivamente. A meio da segunda volta consegui ver ao longe um atleta que me pareceu ser o Mark Velhote, o que significava que, apesar de ter perdido muito lugares, estava a conseguir recuperar face a ele. Animado com essa ideia, continuei a pedar o melhor que podia e foi assim que o consegui passar a cerca de 2 Km do final do BTT.

A entrada no parque de transição correu bem e sem confusões, pois nesta fase da prova já todos vinhamos algo espaçados. Ao entrar na corrida sinto algumas dificuldades, fazendo os primeiros 500 metros sempre acima dos 5:00/km. Depois consegui soltar-me e fiz todo o restante percurso a um ritmo de cerca de 4:30/Km para acabar a prova em 1h30m15s. Fui o 66º classificado entre os 112 que concluiram a prova.

O balanço final é extremamente positivo. Para além de ter passado uma bela manhã com alguns amigos, consegui experimentar mais um novo desporto (o BTT). Digo já que não tenciono trocar a corrida pelo BTT (nem pelo ciclismo), mas que me agrada a ideia de fazer uma ou duas vezes por ano uma prova deste género, lá isso agrada!

Tuesday, 23 March 2010

Duatlo da Póvoa de Varzim

É já no próximo domingo que vai realizar-se o Duatlo da Póvoa de Varzim, uma prova organizada pela Federação de Triatlo de Portugal e que conta para o Circuito Regional do Norte da modalidade.


Fazendo um parentesis nas corridas puras, decidi inscrever-me na prova. Mais do que tudo, espero momentos de prazer ao experimentar uma modalidade diferente. No caso deste duatlo há algo que será verdadeiramente novo para mim, que é o BTT, pois o segmento de ciclismo será cumprido nesta variante. Ora, para além do facto de raramente andar de bicicleta, no meu caso dá-se a agravante de nunca ter experimentado andar em trilhos de BTT.

Assim sendo, a prova de domingo próximo vai ter grandes novidades:
- Os segmentos de corrida são em corta-mato, uma especialidade da corrida no qual não tenho nenhuma experiência (talvez tenha feito um ou outro corta-mato escolar, já lá vão quase 30 anos...);
- O segmento de ciclismo será em BTT, uma especialidade do ciclismo que nunca experimentei.

Já estava a esquecer-me de um pormenor. Como, ao contrário da corrida, a pratica de BTT obriga a um apetrecho essencial que eu não tenho (a bicicleta), tive de resolver esse problema. Felizmente houve um amigo que me dispensou uma das suas, mas esqueceu-se do livro de instruções. Assim, no domingo passado dei uma voltinha nela de cerca de 10 minutos, dos quais 5 foram gastos a tentar perceber como é que funcionam as velocidades. Ao fim de várias tentativas de rodar os manípulos para cima e para baixo, da direita para a esquerda e vice versa, lá consegui perceber como é que as coisas funcionavam... A "coisa" promete!

No domingo veremos como me saio desta aventura!

Friday, 19 March 2010

Maratona Carlos Lopes OUT

A Lusa acaba de divulgar que a Maratona Carlos Lopes, com data prevista para 11 de Abril de 2010, não se realizará por falta de condições. Não tenho acesso à notícia integralmente, pelo que desconheço ainda quais são as condições em causa.

Apesar de ainda não o ter divulgado aqui, estava a prever correr a Maratona Carlos Lopes e já tinha efectuado a minha inscrição no site da organização há mais de duas semanas. Estranhando o silêncio da parte dos organizadores, escrevi-lhes um e-mail na passada semana perguntando se a inscrição estava confirmada e se precisava de fazer o pagamento de imediato ou se o poderia fazer aquando do levantamento dos dorsais. Até hoje ainda não tinha recebido nenhuma resposta, o que me estava a causar alguma estranheza.

Esta decisão explica tudo. Aliás, esta decisão explica que a prova não conseguiu ultrapassar as debilidades que lhe vinham sendo apontadas, o que muito se lamenta face à grandeza do Carlos Lopes, um homem a quem o país e o atletismo muito devem.

Vanessa Fernandes na selecção Nacional


A Federação Portuguesa de Atletismo informou ontem que a atleta portuguesa que melhor forma tem evidenciado ultimamente, Ana Dulce Félix, não irá representar a selecção nacional nos Campeonatos do Mundo de Cross que irão disputar-se no dia 28 de Março na Polónia. Esta é uma baixa de vulto na nossa representação que já não contava com Inês Monteiro o que irá traduzir-se, certamente, num resultado final não muito risonho.

Para substituir Ana Dulce Félix a Federação Portuguesa de Atletismo chamou Vanessa Fernandes, uma atleta que conhecemos do Triatlo e que costuma participar em algumas provas do calendário do atletismo, essencialmente durante a preparação das suas épocas desportivas.

Não dispondo dos elementos de ordem técnica ou outros que estiveram na base desta decisão, confesso, enquanto observador interessado, a minha surpresa pela decisão. Sem por em causa o valor de Vanessa Fernandes, questiono-me sobre o que ganha a Federação de Atletismo em levar a uma prova desta importância uma atleta cujos objectivos passam por uma modalidade diferente? Não seria mais justo premiar uma atleta com uma carreira que justificasse representar a selecção nacional (desde que estivesse em boa forma actual)? Não seria mais interessante apostar numa atleta jovem com elevado potencial, dando-lhe o incentivo de estar presente num Campeonato do Mundo?

Como é óbvio, isto não tem nada contra a Vanessa, atleta que, como é sabido, muito aprecio.

Wednesday, 17 March 2010

Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - III

Deixei para último lugar, no relato do meu domingo em Vila Franca de Xira, a parte mais importante de todas: o reencontro com muitos dos amigos das corridas. Para além de ter aproveitado esta oportunidade inesperada para me "vingar" da pouca presença em provas, o motivo que mais me levou a fazer o esforço de estar na Corrida das Lezírias era reencontrar muitos dos amigos da zona de Lisboa que já não via desde o II Meeting blogger.

A primeira surpresa foi a presença do António Almeida e da sua esposa Isabel. Apesar de ter deixado um comentário uns dias antes informando que não iria participar na prova, o António decidiu marcar presença e uma das razões era poder conviver um pouco comigo. Fiquei muito sensibilizado e agradado com esse gesto sincero de um amigo que muito admiro e só não lhe agradeço porque os gestos de amizade não precisam de agradecimentos! Só foi pena a Vitória não ter estado presente para cortar mais uma linha de meta pela mão do seu pai.

Para além dos "velhos conhecidos" Luis Mota e família, deste vez reforçada com mais um aspirante a corredor, o Pedro, do Joaquim Adelino e família, com destaque para a Susana que, uma semana depois da odisseia de Almourol, já conseguiu um excelente terceiro lugar da geral e da Ana Pereira, tive oportunidade de conhecer mais alguns corredores.

Um deles foi o meu vizinho Mário Lima, um poveiro "exilado" pelas bandas da capital, mas que mostrou guardar bem vivos na memória os recantos da Póvoa e Vila do Conde! spero vê-lo por cá brevemente!

Conheci ainda o Vitor Veloso e família, a quem agradeço a simpatia com que me acolheram. Apesar de já ter trocado várias mensagens com ele, esta foi, também, a primeira vez que me encontrei com o Carlos Lopes, um atleta cada tem evoluido tremendamente nos últimos tempos! Conheci também o Vitor Medeiros, embora já não tivesse havido muito tempo para conversar.


Como é fácil de imaginar, foi mesmo uma bela manhã que ficará registada na memória por muito tempo!

Tuesday, 16 March 2010

Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - II

A última vez que tinha corrido em provas de 15 Km foi no ano passado na Corrida das Festas da Cidade e o resultado tinha sido miserável. Longos nove meses depois tinha uma oportunidade de corrigir o resultado de então. Para além disso, estava com alguma curiosidade para medir o meu estado de forma e ver até que ponto me conseguiria aproximar do meu melhor desempenho nesta distância.

Depois de um aquecimento acompanhado pelos meus amigos António Almeida e Luis Mota, bem como pelo Vitor Veloso, que encontrei pessoalmente pela primeira vez, coloquei-me na partida um pouco tardiamente, pelo que não consegui arrancar na frente.

De qualquer forma comecei em bom ritmo, tendo cumprido o primeiro quilómetro em 3:50. Era um ritmo forte que consegui manter até aos cinco quilómetros, que foram cumpridos em 20:13.

Nesta fase a pior parte tinha sido, claramente, a subida para a ponte de Vila Franca.

Passada a ponte, estavamos já nas famosas lezírias. Gostei muito de ter logo na entrada um campino trajado a rigor em cima de um cavalo, o que dá um ar pitoresco e de enorme beleza à prova.

O piso de terra batida, sendo bom para amortecer o impacto, obrigava em larga parte do percurso, a uma grande atenção para que evitassemos os sulcos das rodas dos tractores.

O início do sexto quilómetro marcava a parte do percurso em que corriamos em direcção a norte, totalmente desabrigados do vento que se fazia sentir. Não consegui aguentar o ritmo e comecei a correr a cerca de 4:15/4:20 por quilómetro, quebrando assim face aos meus objectivos. A certa altura consegui abrigar-me um pouco, correndo na "sombra" de outro atleta, decisão que me ajudou a poupar algumas energias.

A ânsia de virar era grande, pois tinha esperança de conseguir recuperar o ritmo quando sentisse o vento pelas costas. Infelizmente isso não aconteceu, pois o desgaste já era algum. O melhor que conseguir foi, por isso, manter o mesmo ritmo, tendo atingido os dez quilómetros com 42:05.

Ao longo da prova cruzamo-nos com o grande maratonista Luis Feiteira, que andava por aquelas bandas a treinar. Um pouco depois cruzamo-nos com outro atleta que creio ser o, também maratonista, Fernando Silva. A presença destes atletas naquele local só mostra as fantásticas condições de treino que um terreno tão vasto e num tipo de piso relativamente amigável aos atletas tem.

Depois do décimo quilómetro começavamos a apontar para o regresso à ponte. Acusando bastante desgaste e, talvez por isso, o aparecimento de uma ligeira dor de burro, tive até ao décimo terceiro quilómetro a pior parte da prova, tendo corrido entre os 4:30 e os 4:40. Foi nesta fase que passou por mim a Susana Adelino, num excelente ritmo e mostrando muita força para uma bela ponta final que lhe viria a render um excelente terceiro lugar da geral.

Depois de atingir o topo do tabuleiro da ponte de Vila Franca a prova "estava feita", já que todas as circunstâncias favoráveis se juntavam. A inclinação do terreno era a descer e o vento também estava pelas costas. Com isto consegui regressar aos ritmos na casa dos 4:15/4:20.

Foi assim que terminei a prova com 1h03m47s cronometrados no meu relógio (1h03m55s na classificação oficial).

Fui o 266º classificado entre os 1.388 atletas chegados à meta, tendo ficado em 115º lugar entre os 382 participantes do meu escalão etário. Apesar de ter ficado a 1m49s do meu melhor tempo aos 15 Km fiquei muito satisfeito com o resultado, pois sinto que poderei fazer ainda um pouco melhor.


Nota - Fotos "fornecidas" pela AMMA e pela Isabel Almeida.

Monday, 15 March 2010

Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - I

O domingo amanheceu bonito. Havia sol como já não estavamos habituados e, apesar de ainda se sentir algum frio, a manhã inspirava-nos bem-estar. É óbvio que o facto de haver uma corrida para fazer também ajudava a esta boa disposição!

Não conhecendo a zona onde se iria realizar a prova, tentei lá chegar bem cedo, evitando assim os "apertos" de última hora. Logo que saí da auto-estrada, na saída de Vila Franca de Xira, parei na primeira bomba de gasolina que lá existe e perguntei ao funcionário onde era a partida da Corrida das Lezírias. Ao melhor estilo português o simpático cavalheiro, que, certamente, sabe muito bem o que são lezírias, mas nunca deve ter ouvido essa palavra antecedida de "corrida", diz-me com grande autoridade e convicção: "é do outro lado da ponte. Continue em frente e vire na primeira placa onde tem a indicação de Algarve. Fica logo depois da ponte", dizia-me o abastecedor de gasolina.

Apesar da convicção com que ele me disse aquilo, desconfiei, pois recordo-me de ter falado recentemente com o Luis Mota sobre várias coisas, entre as quais a forma de chegar ao local desta prova, e lembro-me de ele me ter falado da Praça de Toiros de Vila Franca, que eu sabia que não ficava do outro lado do rio. Mal me sentei ao volante tive a sorte de ver um atleta equipado e a fazer um treino. Parei imediatamente a diriji-me para ele, perguntando a mesma coisa. Simpaticamente indicou-me o caminho (obviamente não era do lado de lá da ponte!!!!) e passados uns minutos já lá estava.

Fruto da sua simpatia inata e vontade de bem-fazer ao próximo, os portugueses têm este írritante defeito. Mesmo que não façam a mínima ideia daquilo que lhes é perguntado, a sua boa vontade e predisposição para ajudar leva-os a responder. Mesmo quando não sabem, os portugueses respondem com a convicção de entendidos, deixando o interlocutor satisfeito e seguro. Claro, satisfeito e seguro até ao momento em que descobre o engano... O pior é que sabemos que isto não é feito com maldade, o que nos desarma completamente e nos faz perdoar. Mas que irrita, lá isso irrita!

Voltando ao que interessa, cheguei a "bom porto" ainda faltava cerca de uma hora para a partida e o ambiente já era o das corridas. Muita gente equipada, o reboliço da recolha dos dorsais, as pessoas a falar umas com as outras, saudações aos amigos e conhecidos que se vão encontrando, enfim, uma convivência franca e sadia que muito aprecio.

Continua brevemente...

Wednesday, 10 March 2010

Corrida das Lezírias


Depois de ter falhado a presença na Meia Maratona "Cego do Maio", no passado domingo, preparo-me (de uma forma algo inesperada) para compensar essa falha com a presença na Corrída das Lezírias, que vai realizar-se no próximo domingo, em Vila Franca de Xira.
Trata-se de uma prova completamente fora das minhas rotas habituais mas que, por isso mesmo, me dará um prazer especial participar.
 
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