Monday, 16 April 2012

Os meus treinos

Parece que, finalmente, estou a conseguir regressar aos treinos com uma intensidade razoável para um maratonista que pretende, este ano, renovar os seus "votos" na distância sagrada. Na última semana já consegui uma cadência de treinos interessante e acredito que irei seguir nesta senda.
Vejamos as provas que conseguirei fazer, mas pelo menos a Maratona do Porto terá de constar no meu calendário!

Rui Pedro Silva

O Rui Pedro Silva conseguiu ontem ser o primeiro atleta português a fazer o mínimo A para participar nos Jogos Olímpicos de Londres. Para quem gosta de atletismo esta é uma excelente notícia, esperando-se que outros lhe sigam para que consigamos garantir as três vagas possíveis. Para que isso aconteça é necessário que haja mais dois atletas com mínimos A. Há alguns candidatos a esse feito, com destaque para o Rui Silva, cuja participação nesta especialidade é, ao mesmo tempo, uma esperança e uma incógnita, pois fará a estreia na distância.

A propósito do Rui Pedro Silva, não resisto a um impulso bairrista ao associar o feito alcançado ao local no qual o Rui Pedro fez alguns dos seus treinos longos nas últimas semanas: a zona costeira de Vila do Conde! Nas últimas semanas tenho passado muitas vezes por ele e pela Jéssica Augusto e, ao que parece, os ares vilacondenses estão a fazer-lhes bem!

Monday, 19 March 2012

António Leitão

A notícia da morte de António Leitão deixou-me muito triste. Leitão foi um atleta que correu numa altura em que eu era ainda muito jovem, mas já nessa altura prestava atenção ao atletismo e via nele um grande campeão. Num tempo em que havia Carlos Lopes, Fernando Mamede, Rosa Mota, Aurora Cunha e tantos e tantas outras, o Leitão não era apenas mais um, mas era um atleta especial.
As suas marcas nas distâncias de meio fundo eram ( e ainda são) fantásticas e as suas performances na pista, mas também no corta mato, encheram os portugueses de alegria muitas vezes.
A sua careira foi marcada pelo infortúnio das lesões e da doença que acabou por levá-lo precocemente. Portugal perdeu um fantástico atleta e um ser humano exemplar.
Tive a felicidade de privar com ele num jantar na cidade do Porto há poucos anos atrás em que ficamos na mesma mesa. Fiquei com a impressão de ser uma pessoa simples, afável, que falava do atletismo com entusiasmo e que assumia a sua doença com naturalidade e sem complexos.
Deixo a minha homenagem ao António Leitão e os pêsames à famílias.

Monday, 12 March 2012

Ponto de situação

Apesar das boas intenções aqui deixadas no início de Fevereiro, a verdade é que não consegui organizar-me de molde a encaixar mais treinos na minha agenda. Espero que este mês as coisas melhorem.

Entretanto, e como é óbvio, ainda não vai ser para já que vou correr uma maratona em Espanha...

Wednesday, 1 February 2012

Ausência

Para quem passa por aqui à espera de encontrar alguma novidade os últimos meses têm sido de permanente desilusão. A esses quero pedir desculpa por não actualizar o blog e por não ir contando as minhas "histórias"...

Esta ausência tem várias explicações. Não quero trazê-las para aqui, mas, pelo menos, quero descansar os meus amigos dizendo-lhes que não houve nada de grave a justificar tão prolongado silêncio.

Mas como o que interessa é o futuro, gostaria de dizer que vou tentar recomeçar a correr com mais regularidade para ver se consigo corresponder a um desafio lançado por um bom amigo: correr a Maratona da Corunha em Abril.

Vamos lá ver se consigo...

Tuesday, 8 November 2011

Antes da Maratona do Porto

A minha participação da Maratona do Porto deste ano teve contornos completamente diferentes das antesriores 3 edições em que alinhei à partida da prova.
No primeiro ano que fui (em 2008), vivia a emoção da estreia. Tinha feito uma preparação razoável, embora a falta de experiência fosse evidente. Acabei em perda, mas muito feliz pela sensação de cortar a meta, uma das mais intensas da minha existência.
No segundo ano tinha feito uma preparação melhor e as expectativas eram altas. Apesar de ter feito aí o meu melhor tempo na distância, acabei bastante debilitado (creio que por falta de alimentação durante a prova), tendo passado longos minutos na tenda da Cruz Vermelha. No fundo, foi bom pelo record, mas algo traumático.
No ano passado as coisas correram ainda pior. Também entusiasmado por uma boa preparação, geri mal os andamentos e paguei uma pesadíssima factura, não conseguindo chegar à meta e tendo, novamente, de recorrer aos eficazes serviços da equipa da Cruz Vermelha quando faltavam escassos três quilómetros para a chegada. Depois do que tinha sucedido no ano anterior, esta situação levou-me a mudar algumas coisa na minha preparação para as maratonas. Confiante na nova estratégia de preparação, apostei em mudar de ares e fazer uma maratona na Primavera. Talvez o Porto me estivesse a dar azar! Foi em Maio, mas em circunstâncias muito condicionadas por um inesperado problema de saúde que me impediu de correr durante quatro das últimas seis semanas antes da prova. Apesar disso, e porque tinha feito uma preparação muito boa entre Janeiro e Março, o resultado foi muito satisfatório, não tanto pelo tempo final, mas pelas sensações que vivi e pelo sentimento de superação que se apoderou de mim.
Depois disso, a minha participação na Maratona do Porto era um dado adquirido. Ja refeito do problema de saúde, sentia-me em condições de fazer uma boa preparação e conseguir, também no Porto, correr uma maratona que me deixasse plenamente realizado: um bom tempo e boas sensações físicas durante e após a corrida.
Infelizmente, tudo correu mal. Não interessando aprofundar aqui as razões que levaram a que tenha corrido tão pouco nos últimos meses, a verdade é que a minha preparação me aconselhava a tudo, menos correr uma maratona. Vejam lá:
Julho - 5 treinos - 52 Km
Agosto - 10 treinos - 114 km
Setembro - 10 treinos - 122 km
Outubro - 0 treinos - 0 km
Novembro - 0 treinos - 0 km
Em resumo, fiz 25 treinos e 288 km nas 18 semanas antes da prova, sendo que corri zero vezes e zero quilómetros nas seis semanas imediatamente anteriores à prova.
Estando a inscrição feita desde Agosto, passei as últimas semanas a pensar no que haveria de fazer. Uma hipótese era pedir à organização a transferência da minha inscrição para a Family Race. A outras alternativa era não ir, como fiz na Corrida de S. João, uma prova à qual não falava há bastante tempo.
Andei nisto até à semana da prova. Não sei bem o que me fez decidir, mas, confrontado com estas dúvidas existênciais, acabei por escolher a maratona.
Nestas circunstâncias havia muito receio. Como é que irei reagir? Será que o corpo vai aguentar um esforço tão grande depois de perder a rotina da corrida? Será que, mesmo reduzindo o ritmo, irei conseguir? Enfim, as dúvidas eram imensas.
Talvez por isso, tenho escrito pouco neste blog. Quem o segue certamente reparou no silêncio dos últimos meses e agora percebe que não é só de palavras, mas também de quilómetros. De qualquer forma, quem gosta de correr pode ter fases melhores e fases menos boas, mas uma coisa é certa:
- Uma vez maratonista, maratonista para a vida!

Monday, 7 November 2011

Maratona do Porto

Fui um dos que correram ontem a Maratona do Porto. Tal como seria de esperar, a prova não me correu nada bem. Acabei com o tempo de 4h43m56s com os musculos completamente "derretidos" e com grande sacrifício.
Este resultado é a consequência de uma fase em que não tenho treinado rigorosamente nada (a última vez que tinha corrido antes da maratona tinha sido no dia 26 de Setembro), pelo que o tempo alcançado e os sacrifícios por que passei não surpreendem.
Apesar disso, fiquei muito satisfeito por ter participado da grande festa que foi a Maratona do Porto e por ter conseguido terminar a minha 4ª maratona. Mais do que isso, gostei de ter terminado a Maratona do Porto sem ter experimentado a tenda da Cruz Vermelha, conforme tinha sucedido nos últimos 2 anos!

Nos próximos dias desenvolverei o assunto.
 
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