Monday, 25 January 2010

Como se chega às corridas?

Cada um de nós sabe a razão pela qual chegou às corridas. Uns porque apanharam o "vício" desde cedo e nunca mais o deixaram. Outros porque o médico os obrigou a mudar de vida a e introduzir o desporto nas suas rotinas. Outros ainda porque simplesmente pretendiam emagrecer e optaram por esta estratégia. Há ainda aqueles que começaram por inflência de um amigo e se fizeram corredores. Alguns andavam noutras práticas e, querendo fugir de recorrentes lesões tipicas dessas modalidades, refugiaram-se no atletismo. Enfim, cada um tem a sua história.

Hoje é notícia a chegada às corridas de alguém que cuja motivação resulta do facto de se ter inscrito para uma viagem ao espaço. Ora, como não aceitam candidatos de duvidosa capacidade física, o nossa compatriota lá teve de se converter às corridas e assumir o objectivo de correr uma maratona. Ontem deu o primeiro passo e conseguiu terminar a Meia Maratona "Manuela Machado", em Viana do Castelo.


Parabéns e bem vindo às corridas Sr. Ferreira!

Tuesday, 19 January 2010

Um longo

Tal como previa os tempos não estão fáceis para conciliar a corrida com os afazeres profissionais e extra-profissionais. De qualquer forma tenho feito aquilo que é possível e sinto-me em boa forma.
A atestar o que digo fica o treino do passado domingo: um longo de 27 Km (ao todo foram quase 29, se acrescentado o período inicial de aquecimento em que o Garmin estava à procura de satélite...). Desde a Maratona do Porto que não corria uma distância tão grande.

Bom, o treino foi efectuado nas estradas de Vila Nova de Gaia (EN1, estradas municipais que não sei nomear e EN222), num percurso pejado de subidas e descidas e sob uma persistente chuva muidinha. Foram 2h11m num ritmo controlado e sem grande desgaste que souberam muito bem!

Uma das coisas mais curiosas foi ter-me cruzado, perto de Grijó, com o "velho" Venceslau Fernandes, que equipado a rigor e a pedalar a sua inseparável bicicleta também estava a fazer o seu treino mostrando um empenho notável.

Monday, 11 January 2010

Perspectivas para 2010

Depois de um ano algo atribulado sob o ponto de vista atlético, 2010 está a começar bem. Desde o início deste mês já corri tantos quilómetros como em todo o mês de Dezembro, o que está ao nível dos meses em que treinei com mais intensidade. Veremos se o ritmo se mantém...

Para este ano os meus objectivos são mais modestos do que aqueles que tinha traçado para 2009. Nos últimos tempos a minha vida deu algumas voltas e, muito provavelmente, o tempo para dedicar a corrida será um dos afectados. Apesar disso, deixo aqui algumas metas que gostaria de atingir:

- Correr, pelo menos, uma maratona;
- Correr a Ultra Maratona Atlântica (Melides/Tróia);
- Baixar dos 40 minutos aos 10 Km;
- Baixar dos 60 minutos aos 15 Km;
- Baixar dos 90 minutos à Meia Maratona.

Para além disso espero correr sem ter lesões nem outro tipo de preocupações de saúde!

Monday, 4 January 2010

Ano novo... sapatilhas novas

Para começar o ano em beleza não há nada como... comprar uma sapatilhas novas. Já há muito tempo que necessitava de renovar o meu stock de calçado de corrida, tal o estado do material que tenho a uso.
A vontade de poupar aliada a (reconheço) alguma "forretice" fez com que tenha usado uma sapatilhas Adidas (não sei dizer qual o modelo) por mais de 3.000 Km, contrariando assim todas e quaisquer regras. Para além dessas tenho ainda umas Reebok de fraca qualidade (e também muito gastas) que uso apenas em momentos de emergência (quando todas as outras estão molhadas, por exemplo). O único par razoavelmente bom é o que comprei nas saldos do inverno passado, umas Reebok Verona que costumo utilizar em competição e nos treinos longos.

Agora as coisas melhoraram um bocadinho. Desde a passada quinta-feira o meu "arsenal" passou a contar com mais umas Reebok. O modelo é este e vai passar a acompanhar-me em competição e nos treinos longos, passando as Verona para os treinos aos dias de semana.

Thursday, 31 December 2009

Bom Ano 2010

A vida é uma corrida de fundo.

Como nas maratonas, temos a obrigação de nos preparar para os desafios que nos esperam, sabendo que ninguém vence sem trabalho. Como nas maratonas, temos momentos em que nos sentimos fortes e em que temos a sensação de nada nos irá parar. Como nas maratonas, temos momentos em que estamos tão débeis que descremos da nossa capacidade para alcançar os objectivos definidos. Como nas maratonas, devemos perceber que apesar de sermos nós a determinar a nossa sorte, é importante a partilha com os outros, pois há momentos que eles precisam da nossa ajuda, mas haverá, certamente, outros em que seremos nós a precisar de quem nos apoie. Como nas maratonas, o sabor de alcançar um objectivo importante é algo que supera todos os sacrifícios que tenhamos feito em seu nome!

A todos os leitores deste blog, uma boa etapa 2010 para a maratona das vossas vidas!

Monday, 28 December 2009

S. Silvestre do Porto

O almoço estava delicioso. O bacalhau com broa fora cozinhado com todos os cuidados e tinha um sabor fantástico. As lascas branquinhas soltavam-se com facilidade e o paladar mostrava que a matéria-prima tinha sido primorosamente demolhada: salgadinha q.b.!
Para acompanhar esta iguaria havia um espumante bruto Terras do Demo. A combinação dos dois era excelente e fez daquele almoço um momento de exultação dos prazeres da boa mesa, mostrando que não há nenhuma cozinha no mundo que se compare à nossa gastronomia tradicional.
Para rematar o repasto, que foi servido em casa de bons amigos e, portanto, em excelente companhia, nada melhor que uma bela tábua de queijos, com o da serra bem amanteigado e degustado com pão regional fresco a marcar a diferença.

Esta tarde bem passada foi interrompida por volta das 16.30h, pois era hora de regressar a casa para me preparar para algo que iria rematar o dia: a corrida de S. Silvestre da cidade do Porto! Assim foi. Despedimo-nos dos anfitriões e regressamos.

Pelo caminho dei comigo a pensar que talvez não tivesse sido muito boa ideia ter um almoço daqueles num dia do prova. Ainda se fosse massa... Mas não, não tinha sido massa. Talvez tivesse exagerado no bacalhau, no espumante, no queijo, enfim, talvez tivesse... exagerado! A verdade - pensava eu - é que o belo almoço já lá morava e só isso já chegava para ter o dia ganho!

Depois de mudar de roupa, lá me dirigi até à cidade do Porto, conseguindo chegar ao local da prova com cerca de 45 minutos de antecedência. Era tempo de recolher o dorsal e de começar o aquecimento. Estava tudo pronto para a grande festa!

Tive a sorte de partir na frente, conseguindo arrancar sem os habituais atrasos de quem começa atrás numa coluna de quase 2.000 atletas. O primeiro quilómetro foi super rápido, em menos de quatro minutos. Logo depois da descida inicial começamos o calvário da subida até ao Marquês. Eram quase dois quilómetros a empinar que serviram para me me mostrar que aquele não seria um dia de grandes feitos atléticos. Ainda não tinha atingido o segundo quilómetro e já sentia a estúpida da dor de burro a massacrar-me. Percebi que a prova teria de ser gerida com calma sem nunca atingir os limites. Foi o que fiz.
A passagem pelos cinco quilómetros foi feita com cerca de 21:30 numa altura em que começa a pior parte da prova. São exactamente dois quilómetros a subir com elevada inclinação. O primeiro deles foi percorrido em 4:55 e o segundo em 5:25, mostrando bem as dificuldades que senti. Apesar disso deixei-me ir num ritmo razoavelmente confortável para que não tivesse de fazer paragens ou abrandamentos demasiados fortes. Talvez por isso consegui, logo depois desta subida, recuperar algum fôlego e terminar em crescendo, aproveitando os dois últimos quilómetros, sempre a descer, para recuperar algum tempo.
Acabei a prova com o tempo oficial 44:32, ficando no 407º lugar da classificação geral entre 1.869 atletas que terminaram a prova.

Fiquei muito satisfeito com a prova que fiz que, acima de tudo, rematou da melhor forma um dia muito bem passado!

Wednesday, 16 December 2009

100 Anos de Olimpismo


Chegou-me ontem às mãos o meu exemplar do livro de Carlos Paula Cardoso que evoca a passagem do 100º aniversário do Comité Olímpico de Portugal. De excelente qualidade gráfica este documento apresenta de forma exaustiva o desenvolvimento do olimpismo no nosso país desde que o movimento iniciado pelo Barão de Cubertin cá entrou.

Considero que os Jogos Olímpicos são a manifestação desportiva mais importante e mais marcante que se faz no mundo. Nenhuma outra tem tantas histórias de glória e de superação de alguns atletas ou de frustração de outros. Nenhuma outra manifestação desportiva junta pessoas de todo o mundo num mesmo local e a orientar-se debaixo das mesmas regras. Nada se compara ao ambiente que se vive nos dias de competição, à expectativa de milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. Enfim, os Jogos Olímpicos são algo de absolutamente único!

É por isso que nos próximos dias irei "devorar" esta autêntica preciosidade!
 
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