Descobri este fim de semana o Programa Nacional de Marcha e Corrida quando brincava com os meus filhos no Parque de Jogos em Vila do Conde e vi lá colocada uma placa alusivo ao mesmo.
Curioso, fui ao site e obtive mais alguma informação, que, mesmo com alguma desactualização, nos esclarece sobre os objectivos do programa e a sua organização.
Apesar de me parecer uma realidade ainda pouco divulgada, fico muito satisfeito pela existência deste programa e ainda mais por saber que o meu município já a ele aderiu. Enquanto cidadão que gosta de desporto, sempre defendi que o país deveria fazer uma aposta na massificação da prática desportiva, ajudando e incentivando as pessoas a fazer desporto. Naturalmente que aprecio especialmente os esforços desenvolvidos no fomento do meu desporto preferido, mas acho que ideias destas devem alargar-se, pois as portas da prática desportiva devem existir noutras modalidades.
Neste caso concreto, desejo o maior sucesso para o trabalho que está a ser desenvolvido em vários pontos do país e especialmente em Vila do Conde. Já agora, deixo uma sugestão:
- Não será que o horário disponível para acompanhamento técnico às segundas e terças das 11.00h às 12.00h e às sextas das 16.00h às 17h é pouco convidativo, por exemplo, para quem trabalha? Que tal arranjar uma alternativa ao sábado de manhã ou num dia de semana após as 18.00h?
Monday, 29 August 2011
Wednesday, 24 August 2011
Mundiais de Daegu
No próximo fim de semana começam os mundiais de atletismo, este ano na cidade de Daegu, na Coreia do Sul.
A Selecção Nacional estará representada com uma delegação com 24 atletas. Infelizmente, a comitiva nacional não tem nenhum atleta inscrito na maratona masculina e mesmo na feminina apenas a Marisa Barros irá competir. Este é mais um sinal do declínio do meio fundo e fundo português, especialmente do lado masculino, que nos últimos anos, com a honrosa excepção do Rio Silva, não tem produzido atletas de nível internacional.
Em termos gerais as expectativas quanto a resultados são muito baixas. Com o Nelson Évora e a Naide Gomes longe dos seus melhores momentos e a Jéssica num momento menos apurado de forma, são poucas as esperanças de chegarmos às medalhas. Neste panorama pouco animador, espara-se que a Marisa consiga repetir as boas prestações em grandes competições e, quem sabe, surpreender-nos a todos!
Nota curiosa - Na consulta à lista de inscritas para a maratona feminina encontrei esta senhora (Colleen de Reuck), uma americana que já tem 47 anos anos e que ainda se consegue apurar para uma competição destas na equipa americana, que é sempre bastante competitiva. Para quem dizia que a Fernanda Ribeiro, que conseguiu estar nos Europeus do ano passado com mais de 40, já estava a "passar das marcas", este é um exemplo de que os/as grandes atletas não têm idade! No extremo oposto, temos uma teenager coreana (Lee Sook-Jung) que, com apenas 19 anos, já consegue fazer maratonas a menos de 2h35! É claro que se fosse portuguesa ainda era capaz de levar uma multa pesada por excesso de... quilometragem! É que cá nós somos muito zelosos no desgaste da malta jovem e não os deixamos embarcar nestas coisas loucas de correr maratonas com idades tão precoces! Será por causa desta cuidadosa protecção que estamos a conseguir descobrir "tantos" atletas talentosos para o nosso fundo e meio fundo???
A Selecção Nacional estará representada com uma delegação com 24 atletas. Infelizmente, a comitiva nacional não tem nenhum atleta inscrito na maratona masculina e mesmo na feminina apenas a Marisa Barros irá competir. Este é mais um sinal do declínio do meio fundo e fundo português, especialmente do lado masculino, que nos últimos anos, com a honrosa excepção do Rio Silva, não tem produzido atletas de nível internacional.
Em termos gerais as expectativas quanto a resultados são muito baixas. Com o Nelson Évora e a Naide Gomes longe dos seus melhores momentos e a Jéssica num momento menos apurado de forma, são poucas as esperanças de chegarmos às medalhas. Neste panorama pouco animador, espara-se que a Marisa consiga repetir as boas prestações em grandes competições e, quem sabe, surpreender-nos a todos!
Nota curiosa - Na consulta à lista de inscritas para a maratona feminina encontrei esta senhora (Colleen de Reuck), uma americana que já tem 47 anos anos e que ainda se consegue apurar para uma competição destas na equipa americana, que é sempre bastante competitiva. Para quem dizia que a Fernanda Ribeiro, que conseguiu estar nos Europeus do ano passado com mais de 40, já estava a "passar das marcas", este é um exemplo de que os/as grandes atletas não têm idade! No extremo oposto, temos uma teenager coreana (Lee Sook-Jung) que, com apenas 19 anos, já consegue fazer maratonas a menos de 2h35! É claro que se fosse portuguesa ainda era capaz de levar uma multa pesada por excesso de... quilometragem! É que cá nós somos muito zelosos no desgaste da malta jovem e não os deixamos embarcar nestas coisas loucas de correr maratonas com idades tão precoces! Será por causa desta cuidadosa protecção que estamos a conseguir descobrir "tantos" atletas talentosos para o nosso fundo e meio fundo???
Monday, 22 August 2011
Recuperar a forma
A recuperação da forma depois de várias semanas consecutivas em que os treinos foram muito poucos é um processo complicado. Depois dos meses de Junho e Julho em que corri poucas vezes e de um início de Agosto em que as coisas não melhoraram muito, vou sentindo algumas dificuldades em retomar os ritmos que eram habituais.
Espero que a passagem deste período de férias (e outras coisas menos interessantes) me permita voltar aos habituais 4 a 5 treinos semanais, pois a Maratona do Porto já não está muito longe.
Espero que a passagem deste período de férias (e outras coisas menos interessantes) me permita voltar aos habituais 4 a 5 treinos semanais, pois a Maratona do Porto já não está muito longe.
Monday, 11 July 2011
Ausência
Desde que abri este blog nunca estive tanto tempo sem escrever como nesta fase. A razão prende-se com as dificuldades que tenho sentido nos últimos tempos para manter uma actividade atlética tão intensa como vinha sendo normal.
Em primeiro lugar, e logo após a maratona de Blaye, senti algumas dificuldades em correr por via da terapia a que fui submetido, ainda no âmbito do problema de saúde que me impediu de correr em Abril passado. Trata-se de uma situação aparentemente controlada, mas que obriga a alguns tratamentos que em determinada fase são incompatíveis com as corridas e que obrigará a alguma vigilância nos próximos meses.
Em segundo lugar estou a passar por uma fase de trabalho bem mais intensa e que torna mais difícil a compatibilização do trinómio família-trabalho-corrida.
Espero que as coisas se comecem a "encarreirar" e que brevemente consiga por em prática o plano de treinos para a Maratona do Porto, na qual espero estar em boa forma.
Em primeiro lugar, e logo após a maratona de Blaye, senti algumas dificuldades em correr por via da terapia a que fui submetido, ainda no âmbito do problema de saúde que me impediu de correr em Abril passado. Trata-se de uma situação aparentemente controlada, mas que obriga a alguns tratamentos que em determinada fase são incompatíveis com as corridas e que obrigará a alguma vigilância nos próximos meses.
Em segundo lugar estou a passar por uma fase de trabalho bem mais intensa e que torna mais difícil a compatibilização do trinómio família-trabalho-corrida.
Espero que as coisas se comecem a "encarreirar" e que brevemente consiga por em prática o plano de treinos para a Maratona do Porto, na qual espero estar em boa forma.
Wednesday, 25 May 2011
Corrida da marginal - Algumas notas
Quando falo de coisas que respeitam à minha terra acabo por ser sempre bastante parcial nas minhas análises, mas não é isso que me impedirá de deixar aqui alguns considerando sobre esta prova.
Como disse atrás, o percurso é lindíssimo, pois é feito ao longo da estrada costeira, sempre com o mar e as praias ao nosso lado, com passagem pela zona da marina e do Porto da Póvoa, o que traz uma acrescida variedade ao tipo de paisagem. A este facto acresce o facto de se tratar de um percurso plano o que oferece boas condições aos atletas para alcançarem uma boa performance desportiva.
A prova tem ainda fins sociais, sendo parte do lucro gerado entregue à Associação Portuguesa de Paramiloidose, uma doença incurável e altamente incapacitante que tem na zona de Vila do Conde/Póvoa de Varzim uma elevada incidência.
Com todos estes ingredientes, entendo que esta prova tem tudo o que é necessário para se tornar numa referência (pelo menos) regional no panorama das provas de estrada.
A verdade é que isso não está a acontecer. Esta foi a 5ª edição e, creio, a que registou uma menor adesão de atletas. Comparando com a última vez em que estive presente (a 2ª) esta edição teve apenas 305 atletas quando em 2008 haviam terminado 522 atletas. Esta menor adesão à prova também se verifica quanto à participação na caminhada, da qual não há números, mas que são inferiores aos da componente competitiva. Seria bom que se percebessem as razões que levam a estes números e que se consiga fazer a prova crescer.
Outro aspecto a rever é o dos abastecimentos. Havia dois pontos de abastecimento: um localizado ao km 2,5 e outro ao km 5. Sendo o percurso de ida e volta a localização é perfeita, mas obriga a uma boa gestão dos recursos disponíveis, pois é óbvio que o abastecimento do km 2,5 terá de ser provisionado com uma quantidade de água maior, já que, para além de servir os atletas em duas passagens, também tem de abastecer as pessoas da caminhada. Ora, isso não aconteceu, pois quando lá passei no percurso de retorno a água já estava esgotada, o que me deixou algo perturbado, pois sentia os efeitos de imenso calor.
Finalmente, o sistema de apuramento dos tempos merece reparo. Na classificação oficial fui creditado com 46m01s quando o meu tempo real foi de 44m48. Sabendo que parti um pouco atrás, seria normal que me fossem atribuídos mais 10 a 20 segundos, mas nunca uma diferença tão grande.
Apesar destes contratempos, é uma prova que recomendo vivamente e na qual conto participar sempre que me for possível.
Como disse atrás, o percurso é lindíssimo, pois é feito ao longo da estrada costeira, sempre com o mar e as praias ao nosso lado, com passagem pela zona da marina e do Porto da Póvoa, o que traz uma acrescida variedade ao tipo de paisagem. A este facto acresce o facto de se tratar de um percurso plano o que oferece boas condições aos atletas para alcançarem uma boa performance desportiva.
A prova tem ainda fins sociais, sendo parte do lucro gerado entregue à Associação Portuguesa de Paramiloidose, uma doença incurável e altamente incapacitante que tem na zona de Vila do Conde/Póvoa de Varzim uma elevada incidência.
Com todos estes ingredientes, entendo que esta prova tem tudo o que é necessário para se tornar numa referência (pelo menos) regional no panorama das provas de estrada.
A verdade é que isso não está a acontecer. Esta foi a 5ª edição e, creio, a que registou uma menor adesão de atletas. Comparando com a última vez em que estive presente (a 2ª) esta edição teve apenas 305 atletas quando em 2008 haviam terminado 522 atletas. Esta menor adesão à prova também se verifica quanto à participação na caminhada, da qual não há números, mas que são inferiores aos da componente competitiva. Seria bom que se percebessem as razões que levam a estes números e que se consiga fazer a prova crescer.
Outro aspecto a rever é o dos abastecimentos. Havia dois pontos de abastecimento: um localizado ao km 2,5 e outro ao km 5. Sendo o percurso de ida e volta a localização é perfeita, mas obriga a uma boa gestão dos recursos disponíveis, pois é óbvio que o abastecimento do km 2,5 terá de ser provisionado com uma quantidade de água maior, já que, para além de servir os atletas em duas passagens, também tem de abastecer as pessoas da caminhada. Ora, isso não aconteceu, pois quando lá passei no percurso de retorno a água já estava esgotada, o que me deixou algo perturbado, pois sentia os efeitos de imenso calor.
Finalmente, o sistema de apuramento dos tempos merece reparo. Na classificação oficial fui creditado com 46m01s quando o meu tempo real foi de 44m48. Sabendo que parti um pouco atrás, seria normal que me fossem atribuídos mais 10 a 20 segundos, mas nunca uma diferença tão grande.
Apesar destes contratempos, é uma prova que recomendo vivamente e na qual conto participar sempre que me for possível.
Corrida da marginal
Domingo passado participei na 5ª edição da Corrida da Marginal, uma prova que liga Vila do Conde e a Póvoa de Varzim através de um belíssimo percurso junto ao oceano Atlântico.
A prova tem 10 km sendo que metade da distância é percorrida num sentido, invertendo-se depois a marcha para se terminar no mesmo local da partida. Esta prova tem o aliciante de alternar o local de partida entre as duas cidades a cada ano, sendo que este ano começava (e acabava) em Vila do Conde, a escassos metros de minha casa!
A minha participação nesta prova não tinha quaisquer objectivos que não o de participar, pois ainda tinha passado pouco tempo sobre a maratona e, como é sabido, venho de um período de poucos treinos.
Apesar disso, comecei um pouco mais rápido do que deveria, fazendo o primeiro quilómetro em cerca de 4m15s. Como o vento era contrário na primeira metade da prova, acabei por forçar um pouco enquanto estava fresco, pois sabia que na segunda metade teria essa ajuda para compensar a menor capacidade física. Cheguei ao ponto de retorno já bastante cansado num tempo de cerca de 22m15s, o que era razoável.
A segunda metade foi corrida com algum sacrifício, fruto do desgaste que sentia e que era consequência da deficiente preparação para aquele ritmo, da maratona da semana anterior e do imenso calor que se fazia sentir. A ordem era para aguentar a cadência que levava, o que acabei por conseguir com a ajuda do vento pelas costas e algum cuidado na gestão das (poucas) energias que ainda tinha.
Terminei a prova com 44m48s, um tempo fraco para um percurso completamente plano, mas que se compreende em função das circunstâncias.
A prova tem 10 km sendo que metade da distância é percorrida num sentido, invertendo-se depois a marcha para se terminar no mesmo local da partida. Esta prova tem o aliciante de alternar o local de partida entre as duas cidades a cada ano, sendo que este ano começava (e acabava) em Vila do Conde, a escassos metros de minha casa!
A minha participação nesta prova não tinha quaisquer objectivos que não o de participar, pois ainda tinha passado pouco tempo sobre a maratona e, como é sabido, venho de um período de poucos treinos.
Apesar disso, comecei um pouco mais rápido do que deveria, fazendo o primeiro quilómetro em cerca de 4m15s. Como o vento era contrário na primeira metade da prova, acabei por forçar um pouco enquanto estava fresco, pois sabia que na segunda metade teria essa ajuda para compensar a menor capacidade física. Cheguei ao ponto de retorno já bastante cansado num tempo de cerca de 22m15s, o que era razoável.
A segunda metade foi corrida com algum sacrifício, fruto do desgaste que sentia e que era consequência da deficiente preparação para aquele ritmo, da maratona da semana anterior e do imenso calor que se fazia sentir. A ordem era para aguentar a cadência que levava, o que acabei por conseguir com a ajuda do vento pelas costas e algum cuidado na gestão das (poucas) energias que ainda tinha.
Terminei a prova com 44m48s, um tempo fraco para um percurso completamente plano, mas que se compreende em função das circunstâncias.
Wednesday, 18 May 2011
Marathon de Blaye - A minha prova (conclusões)
Como tenho referido várias vezes, o resultado final deixou-me muito satisfeito. Da prova tiro algumas conclusões:
- Na maratona a gestão criteriosa do esforço é realmente fundamental. Dificilmente se consegue fazer uma boa maratona se não se dosear o esforço com inteligência (delinear uma boa estratégia) e paciência (aguentar o impulso de andar a ritmos elevados quando estamos frescos e esperar pela reacção do corpo na hora crítica para decidir o andamento adequando).
- Nesta prova fiz uma boa hidratação e sinto que a alimentação também foi correcta. Creio que terá sido a prova em que bebi mais água (havia abastecimentos a cada 3 km) e nunca senti problemas no estômago com isso, como me aconteceu algumas vezes no passado. Para além disso, as 4 tomas de gel (a cada 9 km) foram eficazes, pois nunca senti perda de energia ou excessiva fadiga muscular.
- Esta prova tem um percurso fabuloso. As paisagem rural vinhateira é lindíssima e o facto de corrermos tanto em estradas rurais de alcatrão, como em estradões de terra ou literalmente no meio das vinhas traz uma mistura que não nos deixa ficar indiferentes a tanta beleza.
- Numa prova destas, em que acabam 446 atletas, acabamos por andar grande parte do tempo sozinhos, o que tem alguns aspectos negativos, mas, em contrapartida, dá-nos tempo para pensar em muita coisa. Talvez porque as coisas estavam a correr bem, mas também pela beleza da paisagem, não me custou mesmo nada esse facto.
Termino com uma curiosidade que merece ser contada. Quando cruzei a meta, o speaker apercebeu-se da minha alegria e chamou-me para falar comigo (de micro ligado!). Quando percebeu que eu era português e que corria com a camisola do Ginásio Clube Vilacondense, falou-me imediatamente de um tal Baltazar Sousa, que ele sabia ter concluido no 36º lugar da geral a Maratona de Paris sendo o 3º Veterano com um excelente tempo na casa das 2h30m! Disse-lhe que era meu colega de equipa e, como devem calcular, fiquei super orgulhoso de saber que a camisola do Ginásio Vilacondense era conhecida por aquelas paragens pelo mérito do Baltazar.
- Na maratona a gestão criteriosa do esforço é realmente fundamental. Dificilmente se consegue fazer uma boa maratona se não se dosear o esforço com inteligência (delinear uma boa estratégia) e paciência (aguentar o impulso de andar a ritmos elevados quando estamos frescos e esperar pela reacção do corpo na hora crítica para decidir o andamento adequando).
- Nesta prova fiz uma boa hidratação e sinto que a alimentação também foi correcta. Creio que terá sido a prova em que bebi mais água (havia abastecimentos a cada 3 km) e nunca senti problemas no estômago com isso, como me aconteceu algumas vezes no passado. Para além disso, as 4 tomas de gel (a cada 9 km) foram eficazes, pois nunca senti perda de energia ou excessiva fadiga muscular.
- Esta prova tem um percurso fabuloso. As paisagem rural vinhateira é lindíssima e o facto de corrermos tanto em estradas rurais de alcatrão, como em estradões de terra ou literalmente no meio das vinhas traz uma mistura que não nos deixa ficar indiferentes a tanta beleza.
- Numa prova destas, em que acabam 446 atletas, acabamos por andar grande parte do tempo sozinhos, o que tem alguns aspectos negativos, mas, em contrapartida, dá-nos tempo para pensar em muita coisa. Talvez porque as coisas estavam a correr bem, mas também pela beleza da paisagem, não me custou mesmo nada esse facto.
Termino com uma curiosidade que merece ser contada. Quando cruzei a meta, o speaker apercebeu-se da minha alegria e chamou-me para falar comigo (de micro ligado!). Quando percebeu que eu era português e que corria com a camisola do Ginásio Clube Vilacondense, falou-me imediatamente de um tal Baltazar Sousa, que ele sabia ter concluido no 36º lugar da geral a Maratona de Paris sendo o 3º Veterano com um excelente tempo na casa das 2h30m! Disse-lhe que era meu colega de equipa e, como devem calcular, fiquei super orgulhoso de saber que a camisola do Ginásio Vilacondense era conhecida por aquelas paragens pelo mérito do Baltazar.
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