A Corrida das Festas da Cidade do Porto tornou-se, desde há algum tempo, numa das referências das corridas de estrada nesta altura do ano. Suportada numa organização profissional e que tem vindo a evoluir na qualidade do seu trabalho com o andar do tempo e com um percurso muito bonito, na zona litotal da cidade do Porto, esta corrida tem todos os ingredientes de que os atletas de pelotão gostam.
Foi pois, com grande satisfação que me inscrevi e que fiz a prova. Mimoseado com um dorsal VIP, acabei por beneficiar de mais alguns "extras" do que aquilo que é normal, o que me permitiu estar mais perto das estrelas da prova: Fernanda Ribeiro, Marisa Barros, Jéssica Augusto, Martin Fiz, Rui Pedro Silva, Alberto Chaiça ou os africanos.
À partida para esta prova sabia não estar em grandes condições. Para além de estar a treinar relativamente pouco e sem grande orientação, estou há uns 10 dias com uma persistente tosse que me tem deixado com menos força do que é normal. Apesar disso, comecei a prova em ritmo elevado, tendo feito o primeiro quilómetro em 4:00. Fui seguindo nestes ritmos, entre os 4:00 e os 4:10 até ao quinto quilómetro, na primeira passagem pela meta, onde registei 21:00. Era um tempo bom, mas já me sentia em perda e sabia claramente que os últimos 10 Km iriam ser difícieis.
Continuei em ritmos que rondavam os 4:30 por quilómetro, mas sempre a baixar. Para além disso sentia-me cansado e sem capacidade de reagir. A passagem aos 10 Km foi feita com 44:30, numa altura em que já andava sempre acima de 4:40 por quilómetro. A partir daqui já só pensava em chegar ao fim e não tinha grandes preocupações com o relógio.
Sempre a ser ultrapassado por atletas mais conscientes do que eu(!), fui-me encaminhando para a meta correndo cada vez mais devagar. O cansaço era tal que os últimos 2 quilómetros foram percorridos em 10:30, o que mostra bem a deficiente condição em que me encontrava. Acabei com um tempo de 1h10m10s para os 15.150 metros (controlados no GPS do meu relógio). Fui o
475º classificado de entre os 1.223 atletas chegados à meta.
Apesar de tudo faço um balanço positivo. Consegui lutar contra as dificuldades e chegar ao final com um tempo inferior ao que fiz no
último ano. Numa fase de recuperação como aquela em que me encontro, o mais importante é ir conseguindo correr sem dores e com prazer e foi isso mesmo que aconteceu.
Antes de terminar quero deixar uma palavra de sincero agradecimento ao Rui Sousa, colega de equipa e que me acompanhou ao longo de toda a prova, ajuda especialmente importante na última fase. Para além disso quero deixar uma palavra amiga a alguns bloggers que encontrei ou que vi, como foi o caso do
Fernando Andrade, do
Mark Velhote, do
João Meixedo, de um dos
Flechinhas e de um dos
Corredores em Sprint (peço desculpa por não ter fixado o nome, mas ele ultrapassou-me naquela fase em que eu já ia em forte perda).