Esta decisão explica tudo. Aliás, esta decisão explica que a prova não conseguiu ultrapassar as debilidades que lhe vinham sendo apontadas, o que muito se lamenta face à grandeza do Carlos Lopes, um homem a quem o país e o atletismo muito devem.
Friday, 19 March 2010
Maratona Carlos Lopes OUT
A Lusa acaba de divulgar que a Maratona Carlos Lopes, com data prevista para 11 de Abril de 2010, não se realizará por falta de condições. Não tenho acesso à notícia integralmente, pelo que desconheço ainda quais são as condições em causa.
Apesar de ainda não o ter divulgado aqui, estava a prever correr a Maratona Carlos Lopes e já tinha efectuado a minha inscrição no site da organização há mais de duas semanas. Estranhando o silêncio da parte dos organizadores, escrevi-lhes um e-mail na passada semana perguntando se a inscrição estava confirmada e se precisava de fazer o pagamento de imediato ou se o poderia fazer aquando do levantamento dos dorsais. Até hoje ainda não tinha recebido nenhuma resposta, o que me estava a causar alguma estranheza.
Esta decisão explica tudo. Aliás, esta decisão explica que a prova não conseguiu ultrapassar as debilidades que lhe vinham sendo apontadas, o que muito se lamenta face à grandeza do Carlos Lopes, um homem a quem o país e o atletismo muito devem.
Esta decisão explica tudo. Aliás, esta decisão explica que a prova não conseguiu ultrapassar as debilidades que lhe vinham sendo apontadas, o que muito se lamenta face à grandeza do Carlos Lopes, um homem a quem o país e o atletismo muito devem.
Vanessa Fernandes na selecção Nacional
A Federação Portuguesa de Atletismo informou ontem que a atleta portuguesa que melhor forma tem evidenciado ultimamente, Ana Dulce Félix, não irá representar a selecção nacional nos Campeonatos do Mundo de Cross que irão disputar-se no dia 28 de Março na Polónia. Esta é uma baixa de vulto na nossa representação que já não contava com Inês Monteiro o que irá traduzir-se, certamente, num resultado final não muito risonho.
Para substituir Ana Dulce Félix a Federação Portuguesa de Atletismo chamou Vanessa Fernandes, uma atleta que conhecemos do Triatlo e que costuma participar em algumas provas do calendário do atletismo, essencialmente durante a preparação das suas épocas desportivas.
Não dispondo dos elementos de ordem técnica ou outros que estiveram na base desta decisão, confesso, enquanto observador interessado, a minha surpresa pela decisão. Sem por em causa o valor de Vanessa Fernandes, questiono-me sobre o que ganha a Federação de Atletismo em levar a uma prova desta importância uma atleta cujos objectivos passam por uma modalidade diferente? Não seria mais justo premiar uma atleta com uma carreira que justificasse representar a selecção nacional (desde que estivesse em boa forma actual)? Não seria mais interessante apostar numa atleta jovem com elevado potencial, dando-lhe o incentivo de estar presente num Campeonato do Mundo?
Como é óbvio, isto não tem nada contra a Vanessa, atleta que, como é sabido, muito aprecio.
Wednesday, 17 March 2010
Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - III
Como é fácil de imaginar, foi mesmo uma bela manhã que ficará registada na memória por muito tempo!
Tuesday, 16 March 2010
Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - II
A última vez que tinha corrido em provas de 15 Km foi no ano passado na Corrida das Festas da Cidade e o resultado tinha sido miserável. Longos nove meses depois tinha uma oportunidade de corrigir o resultado de então. Para além disso, estava com alguma curiosidade para medir o meu estado de forma e ver até que ponto me conseguiria aproximar do meu melhor desempenho nesta distância.
Depois de um aquecimento acompanhado pelos meus amigos António Almeida e Luis Mota, bem como pelo Vitor Veloso, que encontrei pessoalmente pela primeira vez, coloquei-me na partida um pouco tardiamente, pelo que não consegui arrancar na frente.
De qualquer forma comecei em bom ritmo, tendo cumprido o primeiro quilómetro em 3:50. Era um ritmo forte que consegui manter até aos cinco quilómetros, que foram cumpridos em 20:13.
Nesta fase a pior parte tinha sido, claramente, a subida para a ponte de Vila Franca.
Passada a ponte, estavamos já nas famosas lezírias. Gostei muito de ter logo na entrada um campino trajado a rigor em cima de um cavalo, o que dá um ar pitoresco e de enorme beleza à prova.
O piso de terra batida, sendo bom para amortecer o impacto, obrigava em larga parte do percurso, a uma grande atenção para que evitassemos os sulcos das rodas dos tractores.
O início do sexto quilómetro marcava a parte do percurso em que corriamos em direcção a norte, totalmente desabrigados do vento que se fazia sentir. Não consegui aguentar o ritmo e comecei a correr a cerca de 4:15/4:20 por quilómetro, quebrando assim face aos meus objectivos. A certa altura consegui abrigar-me um pouco, correndo na "sombra" de outro atleta, decisão que me ajudou a poupar algumas energias.
A ânsia de virar era grande, pois tinha esperança de conseguir recuperar o ritmo quando sentisse o vento pelas costas. Infelizmente isso não aconteceu, pois o desgaste já era algum. O melhor que conseguir foi, por isso, manter o mesmo ritmo, tendo atingido os dez quilómetros com 42:05.
Ao longo da prova cruzamo-nos com o grande maratonista Luis Feiteira, que andava por aquelas bandas a treinar. Um pouco depois cruzamo-nos com outro atleta que creio ser o, também maratonista, Fernando Silva. A presença destes atletas naquele local só mostra as fantásticas condições de treino que um terreno tão vasto e num tipo de piso relativamente amigável aos atletas tem.
Depois do décimo quilómetro começavamos a apontar para o regresso à ponte. Acusando bastante desgaste e, talvez por isso, o aparecimento de uma ligeira dor de burro, tive até ao décimo terceiro quilómetro a pior parte da prova, tendo corrido entre os 4:30 e os 4:40. Foi nesta fase que passou por mim a Susana Adelino, num excelente ritmo e mostrando muita força para uma bela ponta final que lhe viria a render um excelente terceiro lugar da geral.
Depois de atingir o topo do tabuleiro da ponte de Vila Franca a prova "estava feita", já que todas as circunstâncias favoráveis se juntavam. A inclinação do terreno era a descer e o vento também estava pelas costas. Com isto consegui regressar aos ritmos na casa dos 4:15/4:20.
Foi assim que terminei a prova com 1h03m47s cronometrados no meu relógio (1h03m55s na classificação oficial).
Fui o 266º classificado entre os 1.388 atletas chegados à meta, tendo ficado em 115º lugar entre os 382 participantes do meu escalão etário. Apesar de ter ficado a 1m49s do meu melhor tempo aos 15 Km fiquei muito satisfeito com o resultado, pois sinto que poderei fazer ainda um pouco melhor.
Nota - Fotos "fornecidas" pela AMMA e pela Isabel Almeida.
Depois de um aquecimento acompanhado pelos meus amigos António Almeida e Luis Mota, bem como pelo Vitor Veloso, que encontrei pessoalmente pela primeira vez, coloquei-me na partida um pouco tardiamente, pelo que não consegui arrancar na frente.
Passada a ponte, estavamos já nas famosas lezírias. Gostei muito de ter logo na entrada um campino trajado a rigor em cima de um cavalo, o que dá um ar pitoresco e de enorme beleza à prova.
A ânsia de virar era grande, pois tinha esperança de conseguir recuperar o ritmo quando sentisse o vento pelas costas. Infelizmente isso não aconteceu, pois o desgaste já era algum. O melhor que conseguir foi, por isso, manter o mesmo ritmo, tendo atingido os dez quilómetros com 42:05.
Depois do décimo quilómetro começavamos a apontar para o regresso à ponte. Acusando bastante desgaste e, talvez por isso, o aparecimento de uma ligeira dor de burro, tive até ao décimo terceiro quilómetro a pior parte da prova, tendo corrido entre os 4:30 e os 4:40. Foi nesta fase que passou por mim a Susana Adelino, num excelente ritmo e mostrando muita força para uma bela ponta final que lhe viria a render um excelente terceiro lugar da geral.
Depois de atingir o topo do tabuleiro da ponte de Vila Franca a prova "estava feita", já que todas as circunstâncias favoráveis se juntavam. A inclinação do terreno era a descer e o vento também estava pelas costas. Com isto consegui regressar aos ritmos na casa dos 4:15/4:20.
Fui o 266º classificado entre os 1.388 atletas chegados à meta, tendo ficado em 115º lugar entre os 382 participantes do meu escalão etário. Apesar de ter ficado a 1m49s do meu melhor tempo aos 15 Km fiquei muito satisfeito com o resultado, pois sinto que poderei fazer ainda um pouco melhor.
Nota - Fotos "fornecidas" pela AMMA e pela Isabel Almeida.
Monday, 15 March 2010
Corrida das Lezírias - Crónica de uma bela manhã - I
O domingo amanheceu bonito. Havia sol como já não estavamos habituados e, apesar de ainda se sentir algum frio, a manhã inspirava-nos bem-estar. É óbvio que o facto de haver uma corrida para fazer também ajudava a esta boa disposição!
Não conhecendo a zona onde se iria realizar a prova, tentei lá chegar bem cedo, evitando assim os "apertos" de última hora. Logo que saí da auto-estrada, na saída de Vila Franca de Xira, parei na primeira bomba de gasolina que lá existe e perguntei ao funcionário onde era a partida da Corrida das Lezírias. Ao melhor estilo português o simpático cavalheiro, que, certamente, sabe muito bem o que são lezírias, mas nunca deve ter ouvido essa palavra antecedida de "corrida", diz-me com grande autoridade e convicção: "é do outro lado da ponte. Continue em frente e vire na primeira placa onde tem a indicação de Algarve. Fica logo depois da ponte", dizia-me o abastecedor de gasolina.
Apesar da convicção com que ele me disse aquilo, desconfiei, pois recordo-me de ter falado recentemente com o Luis Mota sobre várias coisas, entre as quais a forma de chegar ao local desta prova, e lembro-me de ele me ter falado da Praça de Toiros de Vila Franca, que eu sabia que não ficava do outro lado do rio. Mal me sentei ao volante tive a sorte de ver um atleta equipado e a fazer um treino. Parei imediatamente a diriji-me para ele, perguntando a mesma coisa. Simpaticamente indicou-me o caminho (obviamente não era do lado de lá da ponte!!!!) e passados uns minutos já lá estava.
Fruto da sua simpatia inata e vontade de bem-fazer ao próximo, os portugueses têm este írritante defeito. Mesmo que não façam a mínima ideia daquilo que lhes é perguntado, a sua boa vontade e predisposição para ajudar leva-os a responder. Mesmo quando não sabem, os portugueses respondem com a convicção de entendidos, deixando o interlocutor satisfeito e seguro. Claro, satisfeito e seguro até ao momento em que descobre o engano... O pior é que sabemos que isto não é feito com maldade, o que nos desarma completamente e nos faz perdoar. Mas que irrita, lá isso irrita!
Voltando ao que interessa, cheguei a "bom porto" ainda faltava cerca de uma hora para a partida e o ambiente já era o das corridas. Muita gente equipada, o reboliço da recolha dos dorsais, as pessoas a falar umas com as outras, saudações aos amigos e conhecidos que se vão encontrando, enfim, uma convivência franca e sadia que muito aprecio.
Continua brevemente...
Não conhecendo a zona onde se iria realizar a prova, tentei lá chegar bem cedo, evitando assim os "apertos" de última hora. Logo que saí da auto-estrada, na saída de Vila Franca de Xira, parei na primeira bomba de gasolina que lá existe e perguntei ao funcionário onde era a partida da Corrida das Lezírias. Ao melhor estilo português o simpático cavalheiro, que, certamente, sabe muito bem o que são lezírias, mas nunca deve ter ouvido essa palavra antecedida de "corrida", diz-me com grande autoridade e convicção: "é do outro lado da ponte. Continue em frente e vire na primeira placa onde tem a indicação de Algarve. Fica logo depois da ponte", dizia-me o abastecedor de gasolina.
Apesar da convicção com que ele me disse aquilo, desconfiei, pois recordo-me de ter falado recentemente com o Luis Mota sobre várias coisas, entre as quais a forma de chegar ao local desta prova, e lembro-me de ele me ter falado da Praça de Toiros de Vila Franca, que eu sabia que não ficava do outro lado do rio. Mal me sentei ao volante tive a sorte de ver um atleta equipado e a fazer um treino. Parei imediatamente a diriji-me para ele, perguntando a mesma coisa. Simpaticamente indicou-me o caminho (obviamente não era do lado de lá da ponte!!!!) e passados uns minutos já lá estava.
Fruto da sua simpatia inata e vontade de bem-fazer ao próximo, os portugueses têm este írritante defeito. Mesmo que não façam a mínima ideia daquilo que lhes é perguntado, a sua boa vontade e predisposição para ajudar leva-os a responder. Mesmo quando não sabem, os portugueses respondem com a convicção de entendidos, deixando o interlocutor satisfeito e seguro. Claro, satisfeito e seguro até ao momento em que descobre o engano... O pior é que sabemos que isto não é feito com maldade, o que nos desarma completamente e nos faz perdoar. Mas que irrita, lá isso irrita!
Continua brevemente...
Wednesday, 10 March 2010
Corrida das Lezírias
Depois de ter falhado a presença na Meia Maratona "Cego do Maio", no passado domingo, preparo-me (de uma forma algo inesperada) para compensar essa falha com a presença na Corrída das Lezírias, que vai realizar-se no próximo domingo, em Vila Franca de Xira.
Trata-se de uma prova completamente fora das minhas rotas habituais mas que, por isso mesmo, me dará um prazer especial participar.
Friday, 5 March 2010
Uma variante nos treinos
Aproveitando a participação no Duatlo da Póvoa de Varzim, no último domingo de Março, decidi introduzir uma variante nos treinos com o objectivo de me preparar minimamente para a prova. Não é que esteja grandemente interessado em alcançar quaisquer resultados de relevo, mas gostaria de me sentir bem na prova.
A extravagante experiência de fazer um triatlo sem saber nadar e com pouco treino de bicicleta mostrou-me que uma das maiores dificuldades destas modalidades, que combinam desportos diferentes, é a transição de um tipo de esforço para outro. Pessoalmente senti isso de forma muito evidente quando terminei o segmento de ciclismo e comecei a (tentar) correr.
Ora, é exactamente para tentar evitar esse choque muscular que decidi fazer esta inflexão nos meus treinos e incluir também as transições entre corrida e bicicleta. Aconselhado pelo professor do ginásio, estou a fazer duas vezes por semana um treino que replica o duatlo, embora em menor dose do que a que terei de fazer na prova:
15 minutos de corrida
25 minutos de bicicleta
7,5 minutos de corrida
Hoje foi a primeira vez que experimentei. Fiquei bastante satisfeito com o resultado, pois contava sentir mais dificuldades. Os primeiros 15 minutos foram corridos num ritmo calmo, pouco mais rápido do que num aquecimento. Os 25 minutos de bicicleta foram a tentar andar rápido. Como treinei numa bicicleta estática não tenho referências quanto ao desempenho, mas senti-me bem e julgo que pedalei num ritmo razoável. A incógnita estava na transição para a corrida final. Comecei logo num ritmo próximo de 4:30/Km e, surpreendentemente, aguentei de tal forma bem que ainda consegui fazer um último quilómetro a 4:20! Cheguei ao final sem ter ultrapassado as 155 bpm e, um pouco cansado, é certo, mas muito longe dos limites. Foi um bom treino!
Como já referi, o Duatlo não é objectivo, mas já que me meti nisto, vamos tentar fazer uma "coisa" razoável!
A extravagante experiência de fazer um triatlo sem saber nadar e com pouco treino de bicicleta mostrou-me que uma das maiores dificuldades destas modalidades, que combinam desportos diferentes, é a transição de um tipo de esforço para outro. Pessoalmente senti isso de forma muito evidente quando terminei o segmento de ciclismo e comecei a (tentar) correr.
Ora, é exactamente para tentar evitar esse choque muscular que decidi fazer esta inflexão nos meus treinos e incluir também as transições entre corrida e bicicleta. Aconselhado pelo professor do ginásio, estou a fazer duas vezes por semana um treino que replica o duatlo, embora em menor dose do que a que terei de fazer na prova:
15 minutos de corrida
25 minutos de bicicleta
7,5 minutos de corrida
Hoje foi a primeira vez que experimentei. Fiquei bastante satisfeito com o resultado, pois contava sentir mais dificuldades. Os primeiros 15 minutos foram corridos num ritmo calmo, pouco mais rápido do que num aquecimento. Os 25 minutos de bicicleta foram a tentar andar rápido. Como treinei numa bicicleta estática não tenho referências quanto ao desempenho, mas senti-me bem e julgo que pedalei num ritmo razoável. A incógnita estava na transição para a corrida final. Comecei logo num ritmo próximo de 4:30/Km e, surpreendentemente, aguentei de tal forma bem que ainda consegui fazer um último quilómetro a 4:20! Cheguei ao final sem ter ultrapassado as 155 bpm e, um pouco cansado, é certo, mas muito longe dos limites. Foi um bom treino!
Como já referi, o Duatlo não é objectivo, mas já que me meti nisto, vamos tentar fazer uma "coisa" razoável!
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