Monday, 2 February 2009

Lamentável

De acordo com notícias já confirmadas pelo próprio, Michael Phelps, o atleta que mais medalhas de ouro conquistou nuns únicos Jogos Olímpicos, foi apanhado em cenas que envolviam o consumo de drogas, nomeadamente marijuana. Ao que parece, tudo se passou numa festa com estudantes de uma Universidade na Carolina do Sul na qual Phelps terá participado por ter uma namorada que é lá estudante.

O uso de drogas é uma chaga dos dias de hoje, ao qual ninguém poderá dizer que está imune. Nesse sentido, pessoas como Michael Phelps são também alvos que poderão "cair", pois o facto de se tratar de alguém que conquistou a máxima glória a que um desportista pode almejar não o torna diferente dos outros jovens da sua idade.


No entanto há, neste caso, algo de profundamente lamentável. Por um lado há um lamento quanto à pessoa de Michael Phelps. Conseguir resistir à tentação de entrar por caminhos como os da droga é algo que mostra, de certa forma, a capacidade de discernimento de uma pessoa e a sua capacidade de domínio sobre as situações. Ora, Phelps, ao ceder da forma que vimos mostrou que a grandeza das suas capacidades atléticas não tem paralelo na grandeza da sua personalidade e da força das suas convicções sobre o que é certo e o que é errado. Por outro lado, lamenta-se, e muito, a mensagem que o ídolo Phelps transmite a milhões de fans que vibraram com os seus feitos e viam nele um modelo capaz de incentivar outros jovens na sadia prática do desporto.

Como diz o nosso povo com a sua sabedoria ancestral, este Phelps é um "santo" com pés de barro.


ADITAMENTO - Li hoje, nas notícias, que o atleta do Sporting de salto à Vara, Edi Maia, foi desclassificado em duas provas realizadas em 2008 por ter acusado consumo de cannabis. Mais uma vez estamos perante um jovem de pouco mais de 20 anos a deixar-se levar na onda do consumo de drogas. Há quem diga que sâo leves. Sinceramente não sei quanto "pesam", mas sei que estes comportamentos transmitem péssimos sinais para a sociedade.
Lamentável!

8 comments:

Anonymous said...

Em primeiro lugar... grande abraço ao "colega"! Digo colega... porque também eu ando nesta vida das corridas (e só quem a pratica percebe porquê...)!
Por outro lado, gostaria de relativizar o seu comentário acerca do Michael Phelps... Esta coisa de se achar que os atletas de topo têm que ser um exemplo acima de qualquer suspeita para os mais jovens, parece-me um pouco exagerada. Não nos podemos esquecer que se trata de um jovem, no auge da sua idade, que tenta por todos os meios ter uma vida normal e que num momento menos feliz, cedeu a algumas tentações. Quem nunca pecou... e o rapaz até já pediu desculpas publicamente!!!
Para além disso, os mais novos sabem perfeitamente que não existem exemplos perfeitos... e ouvem mais depressa alguém que assume as suas falhas.
Mas.. é só a minha opinião.

Grande Abraço

Paulo Freitas www.osflechinhas.blogspot.com

Anonymous said...

Ah... e parabéns pelo Blog.

Paulo Freitas

Mark Velhote said...

Olá Miguel,

Qd vi o título do post achei que fosse sobre a Maratona de Badajoz onde o 1º prémio foi retirado de um português para ser dado a outro com....falta-me o adjectivo...
Adiante!
Quanto ao Phelps acima de tudo ele é humano e apesar do mau exemplo acho que isto daqui a uns dias já está esquecido!
A menos que ele nunca mais ganhe nada!
Já com o Thorpe houve aí também uma confusões do género!

Abraço

joaquim adelino said...

Olá amigo MPaiva
Acho que teve a coragem suficiente para expôr a sua opiniâo acerca deste "descuido" do referido atleta.
Devo dizer que concordo com ela, da mesma forma que respeito quem pensa o contrário e gosta de dar segundas oportunidades. Quer se queira ou não é sempre um mau exemplo e pelo seu carisma e reputação, com este gesto, pode inconscientemente provocar danos irreparáveis e perversos na nossa juventude. O pedido de desculpas nunca poderá servir de atenuante para branquear um ou uns momentos de prazer que livremente escolheu.
Esperemos que fique por aqui e que a nossa juventude lhe perdoe.
Um abraço.

MPaiva said...

Tal como disse, "O uso de drogas é uma chaga dos dias de hoje, ao qual ninguém poderá dizer que está imune. Nesse sentido, pessoas como Michael Phelps são também alvos que poderão "cair"(...)".

Uma coisa que para mim é clara é que a capacidade que uma pessoa (seja de que idade for) tem de resistir à entrada por caminhos desviantes, como o da droga, é algo que define muito da sua personalidade e da força interior das suas convicções.

Ao aceitar o caminho desviante, Phelps mostrou fraqueza.

Dir-me-ão: "o rapaz é novo e pode errar" ou mesmo que ele já se mostrou arrependido e até já pediu desculpa. Está bem. Pessoalmente fico com a dúvida sobre a sinceridade das desculpas. Serão genuinas ou serão pressionadas pela receio de perder patrocinadores e alguns dos seus milionários contrato publicitários?

Mais do que os Phelps, os Sjoebergs ou outras glórias desportivas que cairam na armadilha da droga, o que me preocupa são os jovens anónimos da minha terra e de tantas e tantas terras por esse mundo fora que continuam a ver-se enredados neste problema. Ao constatarem um clima de desculpabilização dos comportamentos das "vedetas", que pensarão eles quando forem seduzidos a experimentar drogas? "Bom, se até o Phelps experimenta e depois ainda ganha medalhas, é porque não é muito grave"...

Este é o significado do meu profundo lamento.

João Meixedo said...

Estou com o Paulo Freitas.
Abraço,
JP

MPaiva said...

Como se pode ver pelos comentários, este é um daqueles posts que outras classificariam de "fracturante"!

;-)

runningirl said...

Oi Miguel

Como vai? tudo bem amigo? olha, parabéns pelo seu comentário sobre o Phelps; o que é muito certo. Mais também concordo com os demais comentários sobre este "post". Quem nunca pecou ou cometeu atos que depois se arrenpendeu?

Espero sinceramente que o Phelps se de conte que as drogas é a uma das piores coisas que existe e que se mantenha afastada das mesmas.

Um abraço amigo,

Sandra

 
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