Monday, 31 December 2012

Um fim de semana de corridas

Que fartote de corridas que aconteceu este fim de semana! É verdade, num ano em que só tinha participado em 4 provas entre o dia 1 de Janeiro e o dia 28 de Dezembro, consegui o feito de aumentar esse número em 50% apenas num único fim de semana!!!!

Tudo isto foi possível pela magia das corridas de S. Silvestre. Este ano o calendário trouxe a S. Silvestre do Porto para meio do mês, o que permitiu que a prova de Santo Tirso tivesse decorrido no passado sábado e que fosse lançada uma nova S. Silvestre, curiosamente na minha terra, em Vila do Conde, que se realizou ontem.

Com este cardápio disponível, não resisti e lá estive nas duas provas em dois dias consecutivos. Curiosamente, acabei por ter desempenhos praticamente idênticos em ambas.

Cheguei a Santo Tirso muito tarde face ao que pretendia, pois, para além de mim, também a minha filha ia correr a prova dos mais jovens. Acabou por não haver grande problema, pois a organização atrasou-se bastante, pelo que tudo se compôs. A Joana correu a sua prova com a habitual determinação, começando muito cautelosamente e acabando em bom ritmo e muito satisfeita, como habitualmente acontece e como deve ser!

Já com um significativo atraso, a prova principal começou de forma atribulada. Não sei se foi a chegada inesperada de uma desagradável chuva a poucos instantes da partida, a verdade é que se instalou uma grande confusão no momento de iniciar a prova. A coluna incluia mais de 1.000 atletas e a organização nãop conseguiu garantir que a partida tivesse sido dada na linha de meta, pois os atletas foram avançando, sem que ninguém impusesse ordem. Creio que o primeiros terão partido mais de 50 metros à frente da linha!!!

Como saí de casa muito atrasado, esqueci-me do relógio, pelo que não tenho referências quanto à minha evolução ao longo da prova. De qualquer forma sinti-me sempre bastante bem e corri num ritmo regular. Na primeira metade da prova havia mais subidas do que descidas e, ao contrário do que costuma acontecer, aguentei-me bem, não perdendo muitas posições. Na segunda parte, já com o percurso mais "amigável", lá consegui um andamento ligeiramente melhor, mas creio que os outros atletas também o conseguiram, pelo que não subi muito na classificação. Acabei a prova com o tempo de 42m41s, em 363º lugar, entre quase 1.200 atletas chegados à meta.

Sem grandes treinos e com algum receio do que seriam as consequências de uma prova na véspera, decidi que iria tentar o melhor possível na prova de ontem, até porque corria em casa! A coluna de atletas era de cerca de metade do dia anterior, o que se notaria a partir de certa altura, em que corriamos já algo espaçados.

Comecei em bom ritmo e fui até metade da prova sempre a correr a ritrmos inferiores a 4:15/km. A minha intenção era "colar" o mais possível aos 4:00/km, mas tinha de o conseguir fazer com algum conforto, pelo que não deu para mais do que isso. Quando chegamos ao ponto de retorno, percebi que as coisas não iriam correr tão bem como desejava, pois fazia-se sentir algum vento contrário que nos haveria de acompanhar praticamente até aos 9 km. Durante esse período o andamento caiu para a casa dos 4:30/km, coisa que afectou praticamente todos os que corriam na mesma parte da coluna que eu, já que fui ultrapassado por alguns, mas também ultrapassei outros. Deve ter mantido a minha posição durante essa fase.

Na parte final, já resguardados do vento, consegui recuperar um pouco e fazer no último o meu quilómetro mais rápido, a um ritmo ligeiramente abaixo dos 4:00/km, o que me permitiu cortar a meta com cerca de 42m30s (não sei o tempo ao certo, pois esqueci-me de parar o relógio ao cortar a meta!!!).

Fiquei muito satisfeito por este dose dupla, que termina o ano em beleza!

Monday, 24 December 2012

S. Silvestre do Porto

Este ano corri a S. Silvestre do Porto. Esta prova era uma prova que gostaria de ter aproveitado para superar o meu record, mas a escassez de treinos feitos depois da Maratona não permitiu que conseguisse alcançar esse objectivo.

Numa fase tão atribulada e com tantos afazeres, o dia da prova foi um bom espelho disto tudo. Saí de casa por volta das 11h da manhã com várias actividades para fazer. Consegui fazer tudo, mas:
. nesse dia participei num almoço daqueles em que se come o equivalente às nossas necessidasdes de uma semana inteira (como é óbvio, poupei-me, bastante...);
. cheguei à linha de meta para a prova 5 minutos antes da partida;
. esqueci-me do relógio, pelo que corri sem qualquer referência, o que já não me lembro de ter feito, seja em provas, seja em treinos.

Perante este cenário, o resultado alcançado (42m55s) pode considerar-se excelente! Fiz a prova sempre salvaguadando uma pequena margem de reserva, pois as copnstantes subidas e descidas aconselham alguma prudência. Não sei os andamentos que fui fazendo, mas o resultado final mostra que terei conseguido manter uma boa cadência, aproveitando as descidas e não perdendo em demasia nas subidas.

No final acabei por ficar classificado entre os 600 melhores num total de mais de 4.600 atletas controlados na meta, o que me deixa muito satisfeito.

Agora, seguem-se as S. Silvestre de Santo Tirso (no sábado) e a S. Silvestre da minha terras (Vila do Conde), no domingo!

A todos os meus amigos, um Santo e Feliz Natal!

Tuesday, 13 November 2012

O pós-maratona

O período pós-maratona é sempre problemático. Depois de muitas semanas de intensa preparação e de empenho no grande objectivo, depois das ansiedades quanto ao desempenho no dia, da preparação de todos os pormenores, do esforço da prova em si, do sofrimento nos momentos difíceis e das emoções vividas, tudo passa logo que conseguimos interiorizar a concretização do objectivo.

E depois?

Depois há sempre um certo "vazio". Enquanto não definimos outro objectivo que nos faça mover com idêntica dedicação, os treinos acabam por ser encarados de outra forma. Que plano seguimos? Como alcançar a motivação que nos permita "arrancar" o tempo disponível para correr com a mesma regularidade?

Este "vazio" é tanto maior quanto menos experientes somos. Depois da primeira maratona o vazio é enorme. Entre a segunda e a terceira é menor e assim sucessivamente. No meu caso, que já completei cinco maratonas, ele continua a existir. Caso tivesse possibilidades, aproveitaria a boa forma que atingi para fazer a maratona de Lisboa tentando aí corrigir algumas coisas que aconteceram nesta Maratona do Porto. Infelizmente não posso. Aliás, nem sequer vou conseguir correr a Volta a Paranhos que se realiza no mesmo fim de semana.

Por isso mesmo, o que me aconteceu depois do dia 28 de Outubro foi mesmo uma redução praticamente para metade da quantidade de treinos e alguma indefinição quanto aos próximos objectivos.

Neste momento há uma coisa é certa: vou correr a S. Silvestre do Porto e, em princípio, também a de Santo Tirso, prova na qual estabeleci o meu record pessoal dos 10 km. Em função da disponibilidade para treinar (que tende a ser muito menor nos próximos meses), irei tentar cumprir algo que tenho feito desde 2008: fazer, pelo menos, uma maratona por ano.

Monday, 5 November 2012

(Ainda) a Maratona do Porto - Algumas conclusões

Pessoais

1.- O resultado alcançado é o segundo melhor das 5 maratonas que conclui. O melhor ainda é aquele que consegui na segunda experiência na distância (em 2009), mas este ficou-lhe bastante perto.
2.- Apesar de não ter batido o meu record pessoal, fiquei muito satisfeito pelo resultado final, pois consegui atingir 3 dos 4 objectivos que tinha: acabei; acabei bem e fiz a segunda metade mais rápida do que a primeira. Para ser perfeito teria de ter baixado das 3h30m!
3.- Gostei muito de preparar esta maratona. Consegui dedicar-me com empenho ao "projecto", senti a minha forma evoluir ao longo dos 3 meses e, no dia, as coisas correram conforme era suposto.
4.- Depois desta experiência bem sucedida, sinto que poderei dar um passo em frente na minha relação com a maratona. Quando voltar a conseguir mobilizar a disponibilidade necesária, tentarei fazer uma preparação ligeiramente mais longa (14 a 16 semanas) e uma gestão da prova de forma mais "normal", ou seja, não me exigindo uma contenção tão grande no início, nem um esforço tão forte na segunda metade.
5.- O apoio do meu irmão durante a prova foi excelente! Para além do conforto de sabermos ter alguém por perto, ajuda muito ter o gel na hora própria e a presença ao nosso lado na fase crítica. Para ele, o meu obrigado!

Sobre a prova em si

6.- A Maratona do Porto é, hoje, mais do que uma mera prova de atletismo. É uma festa com uma vertente desportiva, social e económica fortíssima na cidade do Porto.
7.- Uma das coisas mais notórias neste ano (no ano anterior já se tinha sentido) foi a presença de muitos estrangeiros a correr a prova. É bom para o nosso ego colectivo ver este interesse na "nossa" prova e é bom para a nossa economia.
8.- Tal como tinha previsto no post em que falei do assunto, o novo percurso comprovou ser mais interessante para os atletas. Gostei especialmente de passar pelo "interior" da Ribeira, de não precisar de ir até ao Freixo e de terminar sem o apêndice da ida à Rotunda da Anémona.
9.- Naquilo que me tocou enquanto atleta, a organização esteve excelente. Desde o processo de inscrições, de acompanhamento on-line, da Expo Maratona, da prova em si, tudo me pareceu irrepreensível. Este resultado, num evento desta dimensão merece um forte aplauso, pois só foi conseguido pela existência de uma estrutura competente que o colocou de pé.
10.- Apesar de já começar a haver algum apoio do público concentrado em determinados locais, ainda estamos longe daquilo que seria desejável, que era ter mais gente a aplaudir os atletas. A organização tem feito um grande esforço, com a contratação de bandas, por exemplo, mas há ainda muito caminho a percorrer.

Wednesday, 31 October 2012

A minha Maratona do Porto

A participação numa maratona constitui-se sempre como um projecto que requer uma preparação aturada e uma grande focalização. No meu caso particular, que passo por uma fase em que o tempo disponível é muito escasso, a decisão de fazer a maratona foi devidamente ponderada e, uma vez tomada, levou-me a recomeçar a correr com uma periodicidade muito maior do que estava a fazer. Só para terem uma ideia, no total dos primeiros 6 meses do ano não deverei ter corrido muito mais de 300 km…


Como já aqui referi, a preparação correu muito bem. Consegui a motivação suficiente para treinar o volume suficiente para fazer uma boa prova (à minha dimensão, como é óbvio) e sentia-me, por isso, bastante confiante.

Os meus objectivos para esta prova, por ordem decrescente de importância, eram:
- Acabar;
- Acabar bem;
- Fazer a segunda metade mais rápido do que a primeira;
- Conseguir quebrar a barreira das 3h30m.

Para isso defini o seguinte plano de prova:
- Correr os primeiros 15 km à média de 5:15/km;
- Correr à média de 5:00/km entre o 15º e o 25º km;
- Correr à média de 4.45/km a partir do 25º km.

Se conseguisse cumprir este plano tinha a certeza de conseguir alcançar todos os meus objectivos, embora tivesse a noção de que não seria fácil.

Vamos então à prova propriamente dita. Acordei cedo e fui parra o Porto com o meu irmão, que este ano me deu apoio durante a prova, fazendo todo o percurso de bicicleta. Foi uma excelente ajuda!

Logo ao sair de casa constatei que o dia, apesar de estar bonito, nos traria algo pouco agradável: vento. Na verdade, a combinação do frio matinal que já se sente nesta altura do ano com o vento que soprava era uma combinação nada agradável e que, para quem se estava a preparar para correr uma maratona junto à costa, assustava um pouco.

Fiz os últimos preparativos na zona da meta, altura em que cumprimentei alguns amigos (falarei disso noutro post). Quando soou o tiro de partida comecei a minha prova dentro do que tinha definido. Parti ao lado do Fernando Andrade, que me tinha dito no início que não ficaria triste se acabasse até ao tempo de 3h45m, dizendo-me que contava passar à meia maratona em 1h50m, exactamente o meu plano. Lá arranquei com ele, fazendo ao seu lado a subida da Rua Júlio Dinis. Cedo percebo que o Fernando não iria cumprir os seus desejos, pois começou a imprimir um ritmo bem mais rápido.

Determinado em seguir o meu plano à risca, deixei-o ir. Encontro no meio do pelotão o treinador de futebol Domingos Paciência, que seguia ao mesmo ritmo que eu. Deixei-me ir ao seu lado durante alguns metros, mas logo que chegamos à Avenida da Boavista e a estrada começou a descer, ele aumentou o ritmo e, mais uma vez, deixo-o ir e continuo no meu ritmo.

Mesmo com estes cuidados, o primeiro quilómetro foi cumprido em 5:05 e o segundo em 4:55. Insatisfeito comigo próprio, coloco o “pé no travão” e tento ir um pouco mais lento. Nessa altura passa por mim o meu amigo João Andrade, do Rompe Solas, que há dois anos fora incansável no apoio que me deu quando estava em dificuldades. O João estava confiante e disse-lhe que iria andar “devagar”, pelo que também o deixei seguir o seu caminho. O terceiro quilómetro é percorrido a 5:00, ainda assim um pouco mais rápido do que o desejado.

Ao passar em frente ao Estádio do Bessa passa por mim o João Meixedo, que segue também num ritmo mais rápido do que o meu. Saúdo-o e digo-lhe, em jeito de brincadeira, para seguir, que o apanharia mais tarde. Pouco depois disso passa por mim o balão das 3h30m, que seguia com um grande grupo de atletas atrás. Deixei-os passar e continuei no meu ritmo. O quarto quilómetro foi cumprido em 5:09, o quinto em 5:08 e o sexto em 5:02.

Apesar da forte inclinação da descida da Boavista, estava a conseguir controlar razoavelmente o andamento, cumprindo assim o objectivo predefinido. Depois da chegada ao Castelo do queijo e com o percurso a ficar plano, fica mais “fácil” seguir exactamente ao ritmo pré-definido. O sétimo quilómetro já é feito em 5:11, o oitavo em 5:16 e o nono em 5:15.

Entre o nono e o décimo tomo a primeira dose de gel, que o meu irmão me entrega. Nesta fase estamos a percorrer a novidade do percurso, nas ruas de Matosinhos. É um percurso que se faz com facilidade, com a excepção do regresso ao Porto, em que sentimos pela primeira vez os efeitos do vento.

Tendo partido bem na frente, a sensação mais forte que tive nesta primeira fase foi a de me sentir a ser ultrapassado por muitas centenas de atletas. A maior parte seria da Family Race, mas também muito eram maratonistas e julgo que nesta fase da prova não terei ultrapassado ninguém. Com aquilo que classifico de “pensamento de maratonista”, não me preocupava nada com essa torrente de gente que me passava, pois sabia que, na hora da verdade, os papeis iriam inverter-se. Afinal, também eu já tinha feito o papel de muitos desess…

Ao passar no Castelo do Queijo dá-se a separação das “espécies”: maratonistas para a direita e os outros (a malta da Family Race) para a esquerda. Esse momento é sempre marcante e transmite-nos uma saudável sensação de maioridade no mundo da corrida.

O décimo quilómetro cumpre-se em 5:12 o que dá um total de 51m09s para os primeiros 10. Era um pouco mais rápido do que o planeado, mas sempre havia a descida da Boavista para justificar o “incumprimento”, que não me preocupava nada, pois sentia-se muito bem. Nesta fase o vento ia fazendo os seus estragos. O decimo primeiro quilómetro foi cumprido em 5:18, o decimo segundo em 5:10 e o decimo terceiro em 5:16.

Apesar da longa coluna de maratonistas, nunca tive, ao longo de toda a prova, nenhum grupo ou sequer atleta singular que me acompanhasse por muito tempo. Creio que nunca deverei ter seguido mais do que um quilómetro na companhia de ninguém em especial, o que se fica a dever ao facto de ter um plano bem definido a cumprir. Fruto da forte ventania que se sentia de forma especial entre o Passeio Alegre e a Ponte da Arrábida, o decimo quarto quilómetro foi cumprido em 5:19, o decimo quinto em 5:20 e o decimo sexto em 5:16.

Fruto do vento percebi duas coisas. Por um lado houve alguns quilómetros em que tive de despender um pouco mais de esforço do que o esperado para cumprir o plano e por outro não me foi possível baixar o ritmo depois dos 15 km conforme estava previsto. O décimo sétimo foi cumprido em 5:12 e o decimo oitavo, altura em que ingeri o segundo gel, foi feito em 5:24, acabando por ser o pior de toda a prova. A pequena folga que tinha conquistado na descida da Boavista já estava gasta. O décimo nono quilómetro foi cumprido em 5:21 e o vigésimo em 5:19. Já levava 1h44m04 de corrida, o que dá um segundo parcial de 10 km em 52m55s o que confirma os fortes estragos causados pelo vento.

O vigésimo primeiro quilómetro foi cumprido em 5:12 para uma passagem à meia maratona com cerca de 1h49m30s, totalmente dentro dos meus planos. Sentia-me muito bem e com a certeza de que não havia preocupações a ter com o desgaste da primeira metade da prova.

A segunda novidade do percurso, com a passagem pelo coração da Ribeira e a Praça do Cubo animava-me bastante, pois introduzia ainda mais um pouco do pitoresco do Porto na prova. Recordo-me de fazer a subida da Ribeira para a Ponte D. Luís, uma rampa curta, mas muito inclinada, em plena aceleração, tal era a minha confiança nesta fase. O vigésimo segundo quilómetro foi cumprido em 5:14.

A partir do vigésimo terceiro quilómetro, e já sem o efeito do vento, consigo finalmente fazer o aumento de ritmo que tinha planeado. Fi-lo em 5:02 e o vigésimo quarto já é cumprido em 4:46. Estávamos a caminho da Afurada e nesta altura começo a fazer aquilo que já vislumbrava na fase inicial: a ultrapassar mitos atletas que seguiam à minha frente. Tive essa noção de forma muito real em todo o percurso realizado em solo Gaiense. O vigésimo quinto quilometro e o vigésimo sexto foram feitos em 4:52 e o vigésimo sétimo em 4:53. Estava eu a chegar à Afurada e vejo o João Meixedo já de regresso à Ribeira de Gaia, embora a curta distância. Percebi que ia em quebra rapidamente o comprovei, pois não demorou muito a que o tivesse alcançado. Afinal, a brincadeira tinha-se concretizado, a consegui mesmo apanhá-lo!

O vento que se fazia sentir voltou a incomodar bastante no regresso da Afurada, pelo que o quilómetro vinte e oito e vinte e nove foram cumpridos em 4:58 e o trinta em 5:00. Nesta fase levava 2h33m51s de prova e o terceiro parcial de 10 km tinha sido cumprido em 49m45s, um pouco abaixo do desejado. Já tinha tomado o meu terceiro gel e sentia-me bem. Continuava em bom ritmo, a ultrapassar muita gente e mantinha a confiança de que iria acabar bem, embora já tivesse a noção de que seria praticamente impossível acabar com um tempo sub 3h30m. Era um pequeno revés, mas que não me desanimou nada, pois as sensações de corrida eram muito boas.

Depois da Ponte D. Luís temos de fazer uma pequena incursão em direcção ao Freixo para, finalmente, começarmos a correr em direcção à meta. É com essa a força mental transmitida por essa sensação de já estar perto do fim, que faço o trigésimo primeiro quilómetro em 4:51, o trigésimo segundo em 4:57 e o trigésimo terceiro em 4:53. O trigésimo quarto é feito em 4:40 (talvez haja o efeito do túnel da Ribeira no GPS) e o trigésimo quinto em 4:54. Já sentia algum desgaste, mas estava com força nas pernas e não tinha grandes dúvidas de que as coisas iam correr bem.

De há alguns metros a esta parte tinha no meu horizonte o João Andrade, que ficava cada vez mais perto à medida que a prova avançava. Percebi que também ele ia em quebra e, curiosamente, mais ou menos no mesmo local em que, há dois anos atrás, tive de o deixar ir, passei por ele e continuei no meu ritmo em direcção á meta.
Tinha pedido ao meu irmão que me entregasse o último gel entre os 34 e os 35, mas por alguma razão, ele não estava lá, só mo entregando já depois do trigésimo sexto, que foi cumprido em 4:55. O trigésimo sétimo foi cumprido em 4:56 e senti-me um pouco mal do estômago com a toma do último gel, que nem sequer tomei todo. Não sei se por causa disso, mas comecei a sentir dor de burro, o que me incomodou um pouco. Com esforço continuo a marca, conseguindo fazer o trigésimo oitavo quilómetro em 4:57. A dor não desaparece e comprimo a zona abdominal com a mão para tentar aliviar um pouco. O meu irmão diz-me que já se nota que a passada não vai tão solta e só me lembro de lhe responder que já não comandava a máquina: corria em piloto automático e as pernas eram como autómatos que faziam aquilo para o qual estavam programadas!

Era, finalmente, o sinal de uma pequena quebra. Apesar de continuar a ultrapassar muitos, o trigésimo nono já foi cumprido em 5:11 e o quadragésimo em 5:14. Estava com 3h23m18s de prova, o que dá um quarto parcial de 10 km em 49m27s. Estive quase 2 minutos abaixo de pretendido inicialmente, o que não deixa de ser excelente.

Estávamos a chegar novamente ao Castelo do Queijo e a distância para a glória já só dependia da subida da Avenida da Boavista. Apesar da quebra, sentia-me com força para esse pequeno trajecto. Tinha acabado de passar o Luís Sousa Pires, Porto Runners, um conhecido elemento do pelotão maratonista nacional, que seguia visivelmente perturbado por um problema físico. Durante a subida da Avenida da Boavista acabo por passar ainda o Virgílio, do Rompe Solas, um simpático atleta que, aos 58 anos de vida se estreou na maratona. Cheguei a vê-lo à frente do balão das 3:15 a meio da prova, mas também ele pagou o esforço inicial e acabou alguns metros atrás de mim.

O quadragésimo primeiro quilómetro foi cumprido em 5:16 e o quadragésimo segundo em 5:17. Nesta fase os incentivos de quem está junto á meta eram muitos e parece que ganhamos algumas energias extra para galgar os metros finais. Entro na curva que dá acesso ao tapete vermelho da meta e aumento o ritmo como que esboçando um sprint. A minha frente seguia alguém que estava a terminar com os filhos pela mão e sinto que não se justifica o sprint. Espero pela minha vez de cruzar a linha de meta e com o braços no ar, por ter cumprido mais um objectivo, cruzo a linha final e sagro-me maratonista pela quinta vez. O relógio da organização marca 3h35m53s (tempo líquido de 3h35m49s). É a quarta maratona concluída na cidade do Porto e aquela que acabei melhor.

Depois desta prova sinto que já sei dominar a maratona. Sei o que fazer para a preparar e sei como me comportar para a fazer sem sacrifícios desnecessários e potenciando as minhas capacidades do momento.

Custou um pouco mas valeu. Aliás, não me posso queixar de não ter sido avisado, mas nestas coisas somos como as crianças. Aprender requer experimentar e as “cabaçadas na parede” fazem parte de qualquer curva de aprendizagem.

Sunday, 28 October 2012

Maratona do Porto - O resultado!

Completei hoje a minha 5ª maratona. Foi na Maratona do Porto, onde consegui fazer a prova em 3h35m50s. Darei mais pornemores nos próximos dias, mas deixo-vos já a minha enorme satisfação pelo resultado alcançado e pelo cumprimento rigoroso do plano de prova que tinha definido.
Foi bom! Muito bom!

Friday, 26 October 2012

Maratona do Porto - Preparação concluída!

Concluí hoje a minha preparação para a Maratona do Porto do próximo domingo. A partir deste momento, só voltarei a calçar as sapatilhas quando for para correr a prova!

Em termos de números posso resumir a preparação desta forma:

Primeiro treino: 31/07/2012
Último treino: 26/10/2012

Nº. de treinos: 65
Quilómetros percorridos: 877,9
Nº de treinos com mais de 20 km: 12
Nº de treinos com 30 ou mais km: 4

Peso actual: 81 kg

O balanço global da preparação é muito positivo. O plano de treinos foi delineado de forma a garantir um crescendo gradual de forma e hoje sinto-me muito bem e confiante para a prova. Veremos se consigo gerir bem o esforço e se, no dia, tudo sai conforme os planos.

Thursday, 25 October 2012

Dorsal 65

Nota: A data de nascimento está errada... Não é por muitos dias, mas está!

Wednesday, 24 October 2012

Uma hora de bónus!

Na noite de 27 para 28 de Outubro, ou seja, na noite anterior à Maratona do Porto, haverá alteração da hora legal. Os relógios serão atrasados uma hora para se aplicar a chamada hora de inverno.


Para quem vai fazer a Maratona do Porto na manhã do próximo domingo, isto é uma boa notícia. Significa que teremos a possibilidade de descansar por mais uma hora ou, eventualmente, tomar o pequeno almoço com um pouco mais de calma!

Tuesday, 23 October 2012

Estado do tempo no dia da maratona

Pelos vistos vamos ter bom tempo no dia da Maratona do Porto. Que se cumpram as previsões e que seja mesmo um dia lindo... em todos os sentidos!

Monday, 22 October 2012

Último teste para a maratona

Já falta menos de uma semana para a Maratona do Porto. É tempo de começar a fazer um balanço da preparação e de ultimar a estratégia para a prova.

No meu caso pessoal, creio que fiz uma boa preparação para esta maratona. Tendo começado apenas no dia 30 de Julho, vou chegar ao dia da prova com cerca de 65 treinos e quase 900 km percorridos. Segui um plano delineado por mim próprio, que privilegiou os treinos longos, sem esquecer algumas sessões de séries e farleks. Só não fiz rampas, que é uma coisa que não gosto mesmo nada!

O último treino longo que fiz, no dia 7 de Outubro, deixou-me duas sensações opostas. Por um lado, fiquei satisfeito por ter conseguido cumprir os 35 km previstos num tempo dentro daquilo que gostaria de conseguir fazer na maratona (à média de 5:00/km). No entanto, fiquei preocupado com a quebra que senti nos últimos 3 quilómetros e por ter acabado com a sensação de que, se tivesse de fazer os 7 km que faltavam para completar a maratona, não só não iria aguentar o mesmo andamento, como talvez sofresse bastante.

Desde esse dia que tenho andado com essa preocupação às voltas na minha cabeça e, depois do que me aconteceu nas edições de 2009 e 2010, decidi fazer ontem um último teste para a maratona. Assim, ao contrário do que estava inicialmente previsto, decidi repetir ontem o treino de 35 km, mas com uma estratégia completamente diferente.

Se no treino do início do mês a estratégia foi a de manter um ritmo constante desde o início, ontem a "táctica" era completamente diferente. Decidi que iria fazer a primeira metade do treino (17,5 km) à média de 6:00/km e a segunda metade à média de 5:00/km. No fundo aquilo que pretendia era testar a minha capacidade para chegar à fase crítica da maratona em boas condições e saber das minhas capacidades para manter um andamento forte no final da prova.

O resultado foi excelente! Completei o treino em 3h08m29s, cumprindo a média definida para a primeira metade e superando largamente a média pretendida para a segunda metade. Melhor do que isso, acabei o treino com a sensação de que conseguiria manter o ritmo por mais alguns quilómetros, talvez os suficientes para chegar aos 42 com força e em crescendo.


Já me disseram que foi um erro ter feito um treino tão longo a uma semana da maratona. Não sei se foi ou não, mas para mim este treino foi muito importante, pois permitiu-me ganhar mais confiança e deu-me a certeza de que tenho todas as condições para conseguir um resultado final muito mais interessante se dominar os ímpetos iniciais.

E já só faltam menos de 6 dias para a Maratona do Porto...

Thursday, 18 October 2012

Maratona do Porto - O novo percurso

Só muito recentemente prestei a devida atenção a uma informação importante sobre a Maratona do Porto deste ano: a alteração do percurso.

Partido e chegando no mesmo local das edições anteriores, as mudanças são duas: a supressão quase total da ida à Ponte do Freixo depois do regresso da Afurada e a eliminação da necessidade de ir à rotunda da anémona em Matosinhos já perto do final da prova.

A ida ao Freixo iniciava-se pouco depois do quilómetro 25 e terminava com nova passagem em frente à Ponte D. Luis já com mais de 31 quilómetros de prova. Na nova versão há apenas a necessidade de se percorrerem alguns metros em direcção ao Freixo para logo retornar em direcção à meta. Pessoalmente, considero que esta era a parte mais desagradável do percurso, pelo que fico muito satisfeito que tenha desaparecido. Em termos psicológicos era difícil encarar aquela ida a Freixo, já que nos colocava a correr em direcção oposta à da meta quando as forças começavam a escassear. Por outro lado, esta era a parte menos bonita de todo o percurso e aquela em que havia menos público a assistir e apoiar os atletas. Finalmente, havia ainda, em algumas edições, a presença de vento contrário que acentuava o grau de dificuldade da progressão na fase crítica em que nos surgia.

Quanto à eliminação da ida à rotunda da anémona, depois de passarmos no Castelo do Queijo, ao quilómetro 39, trata-se de uma decisão muito feliz da organização. Numa altura em que as forças são mínimas e que já "cheira a meta", aquela apêndice do percurso, que nos obrigava a fazer um afastamento da linha de chegada era psicologicamente muito martirizante. Eram cerca de 500 a 600 metros para cada lado, mas custavam muito fazer...

Para compensar os troços que são eliminados, a organização decidiu levar a prova até Matosinhos, levando os atletas até à ponta da linha do Metro do Porto nesta cidade, junto à entrada do Porto de Leixões. Esta parte do percurso é praticamente toda plana e efectuada em piso de alcatrão com pequenissimas excepções em paralelo (nas rotundas e pouco mais). Ao substituir a ida ao Freixo, a organização garantiu a troca de um troço desabrigado e com pouco público por outro ligeiramente mais protegido e com maior potencial de presença de público. Veremos se este potencial se concretiza...

Em termos psicológicos para o atleta este percurso parece ser melhor. Com efeito, depois do retorno na Afurada (que deve acontecer por volta dos 26 km), o percurso é sempre feito em direcção à meta, com a excepção do pequeno apêndice em direcção ao Freixo que se mantém. Para quem vê no famoso "muro" dos 32 uma etapa de difícil superação, este percurso tem um símbolo que muitos sentirão: a curta mas desagradável subida do Cais de Gaia para a Ponte D. Luis, que este ano aparece exactamente nessa altura. Vão ver que este ano vai custar mais do que nos anos anteriores. Apesar disso, a grande vantagem psicológica deste percurso será sentida por todos quando estiverem a passar pelo Castelo do Queijo e puderem dirigir-se directamente para a meta, fazendo de imediato a pouco acentuda mas longa (e por isso difícil) subida da Avenida da Boavista.

De um modo geral, e vendo as coisas sob o ponto de vista teórico, acho que a organização mudou bem, porque mudou para melhor.   

Monday, 15 October 2012

Grande Prémio 11 de Outubro

Disputou-se na noite do passado sábado o Grande Prémio de Atletismo 11 de Outubro, na cidade de S. João da Madeira. A prova é organizada pelos Serviços Sociais do Pessoal da Câmara local e contou com a presença de mais de meio milhar de atletas distribuidos pelos vários escalões.

Estando a caminho da Maratona do Porto, decidi participar nesta prova para fazer um pequeno teste. É uma prova muito curta (apenas 8 km), mas permitia-me ganhar mais algum ritmo competitivo, o que é uma das minhas grandes falhas este ano.

Quando lá cheguei rapidamente percebi que se tratava de uma prova com um perfil muito acidentado, bem do género que eu... não gosto! Para além de ser uma espécie de capital-não-oficial-das-rotundas, S. João da Madeira também tem bastantes subidas e descidas, conforme pude concluir!

Depois de um bom aquecimento, enquanto ia assistindo ao esforço dos mais jovens, posicionei-me na meta para a partida, resguardando-me no fim do pelotão. Ao tiro de partida lá avancei, precisando de alguns metros para poder correr com espaço suficiente.

Os primeiros metros eram sempre a descer. Ao fim de cerca de 400 metros invertiamos o sentido da marcha e começavamos uma longa subida de cerca de 1.000 metros. Logo que inverto reparo que o cordão da minha sapatilha esquerda estava a soltar-se. Ando mais uns metros e ele solta-se pelo que não me resta outra alternativa senão parar para o apertar. Que azelha!

Como estavamos no início, fui ultrapassado por imensa gente. Com o percurso sempre a empinar, vou tentando aguentar o melhor que posso, mas quando chego ao topo da subida o ritmo já era superior a 5:00/km. Depois desta fase o percurso fica plano por alguns metros antes de começar novamente a descer. Na parte plana consigo rolar na casa dos 4:10/km e quando se começa a descer, subo um pouco o andamento. No final da grande descida, e ainda antes de alcançar o terceiro quilómetro, começo a sentir novamente o cordão da mesma sapatilha a soltar-se. Nem acredito na minha idiotice, mas é mesmo verdade. Poucos metros depois ele solta-se mesmo e não há solução: nova paragem para o apertar e mais uma quebra de ritmo e perda de preciosos segundos.

Nessa fase o percurso é plano e consigo andar entre os 4:10 e os 4:20/km. Pouco depois fazemos novamente a grande subida. Vou aguentando razoavelmente e, ao contrário do que me costuma acontecer, não perco muitas posições. Sentia força nas pernas e por isso consegui que o ritmo não caísse tanto como seria de prever.

Depois de vencida essa subida o que faltava já era mais acessível, já que a maior parte era a descer ou plano, havendo apenas uma subida perto da chegada à meta. Recuperando na descida, consegui manter um bom ritmo na parte plana e ter força para, na subida final, perder poucas posições, que consegui despois recuperar no sprint final.

Acabei os 8,06km (medido no Garmin) em 34m47s, o que me deixou bastante satisfeito. Mais do que o tempo, gostei da sensação de força nas pernas que tive desde o início até ao fim.

Para além da moral incutida pelas boas sensações do corpo, esta prova teve uma coisa muito boa. Ajudou-me a estar muito alerta para apertar bem os cordões das sapatilhas antes da partida para a Maratona do Porto. Só por isso, creio que já teria valido a pena!

Friday, 12 October 2012

A corrida está na moda

Num dos últimos fins de semana dois dos principais jornais escolheram para a capa das suas revistas de fim de semana o mesmo tema: a corrida. Um deles foi o semanário Expresso, que escolheu para a capa da sua conhecida revista o título "A febre da corrida", escrevendo como antetítulo a curiosa palavra "Tendência". A outra revista semanal foi a Notícias Magazine, que acompanha as edições dominicais dos diários Jornal de Notícias e Diário de Notícias, do grupo Global Notícias. Nesta revista o título era "A moda da corrida". 
Terá sido certamente uma coincidência, embora acredito que ambos soubessem que o tema estava a ser trabalhado pela concorrência, bastando para isso verificar que algumas das pessoas que deram testemunho sobre o tema o fizeram em ambas as revistas.
Este destaque que foi dado à corrida não acontece por acaso. Em primeiro lugar resulta da constatação de uma evidência: há cada vez mais pessoas a incluir a corrida nos seus hábitos de vida. Isso é bem visível nas nossas ruas, parques, florestas, ginásios, etc. Organizados em grupos de amigos ou clubes ou de forma singular, há hoje muitas mais pessoas a correr do que aquilo que viamos há uns anos atrás.
Em segundo lugar, a sociedade contemporânea está sempre à espera de novas "tendências". A elite que constroi essas tendências alimenta-se em parte da realidade mas também da vontade em definir aquilo que entendem útil à projecção de determinada imagem social perante os outros. Pelos vistos, neste momento eles acharam que a corrida é a nova "tendência" e por isso ditaram que a corrida está na moda. Vai daí, colocaram todos os seus meios em campo para promover adequadamente a corrida e, naturalmente, dar o devido relevo ao facto de eles próprios serem os vanguardistas que dão este belo exemplo à sociedade.
Em terceiro lugar, está naturalmente a componente económica associada ao tema. É muito curioso que ambas as reportagens façam destaque ao aparecimento da primeira loja dedicada exclusivamente à corrida que parece terá aberto na capital do país. Pessoalmente não tenho nada contra isso e até acho positivo que se estimulem as actividades económicas ligadas à corrida, sejam os serviços de quem organiza provas, o comércio de quem vende produtos aos atletas ou mesmo a produção desses produtos em fábricas (infelizmente muito poucos são produzidos no país...).
Para quem gosta da corrida e fica contente que haja mais gente a gostar da corrida, este destaque é positivo. Se houver mais gente a chegar à corrida porque gosta de acompanhar as "tendências" da sociedade, da moda e porque, neste momento "o que está a dar é correr", que assim seja.
Por isso mesmo, caros amigos, quando quisermos convencer alguém a deixar a vida sedentária, para além dos argumentos que tínhamos, já podemos acrescentar mais um: está na moda!


Nota final - Com tanta gente que se dedica à corrida, é (no mínimo) curioso que ambas as revistas - que, relembro, saíram para a rua no mesmo fim de semana - tenham escolhido fotografias da mesma pessoa para ilustrar o tema. No Expresso Andreia Vale aparecia sozinha a correr, enquanto que na Notícias Magazine a mesma Andreia Vale aparecia na companhia de Rita Ferro Rodrigues. De forma subliminar ficamos todos a saber que, no que à (moda da) corrida diz respeito, Andreia Vale é o farol que nos ilumina!

Nota finalíssima - Caro amigo Capela, vê lá se reclamas os direitos de autor à Notícias Magazine, já que plagiaram descaradamente o nome do teu blog para o título da reportagem!

Monday, 8 October 2012

A caminho da Maratona do Porto

Depois do treino de ontem, sinto que terei praticamente "concluído" a minha preparação para a Maratona do Porto. Daqui até ao dia da prova irei reduzir paulatinamente a carga de treinos para chegar ao grande dia nas melhores condições possíveis.

Como referi aqui há algumas semanas, as últimas três semanas foram bastante importantes. Para além de ter elevado a carga de treinos, seja em número de quilómetros, seja em "treinos de qualidade", era importante avaliar a reacção do corpo ao esforço para poder definir a estratégia mais adequada para a prova.

O volume de treinos efectuado foi o seguinte:
3ª semana de Setembro: 73,6 km
4ª semana de Setembro: 98,1 km
1ª semana de Outubro: 83,6 km

Para que tivesse alcançado este volume treino, foram decisivos os treinos longos realizados:

- 30 km, no dia 23 de Setembro, à média de 5:13/km. Este treino decorreu num dia com bastante vento. Correndo eu num percurso do tipo "circuito", apanhei com ele em cerca de metade do percurso, sendo que os últimos quilómetros foram corridos com o vento de frente. Geri bem o esforço, fazendo a segunda metade mais rápida e acabei muito bem.

- 33,75 km, no dia 30 de Setembro, à média de 5:16/km. Foi um treino muito bem conseguido, tendo corrido a segunda metade mais rápida do que a primeira. Acabei sem sentir um grande desgaste físico.

- 35 km, no dia 7 de Outubro (ontem), à média de 5:03/km. Foi um treino corrido em bom ritmo, em que tinha a intenção de conseguir fazer uma média de 5:00/km. À parte os primeiros e os últimos 5 km, estive sempre dentro da média desejada. Apesar de ter sido um treino que dá boas indicações globais, fiquei algo preocupado com a quebra que senti nos últimos três quilómetros (5:25; 5:27 e 5:26) e com a sensação de cansaço muscular que senti nessa parte.

Depois disto o que fazer para a prova? Neste momento ainda não decidi, mas começo a ter a sensação de que talvez seja arriscado começar a prova a pensar no resultado final de 3h30m. Esse era o meu objectivo, mas depois da forma como me senti ontem na parte final, tenho receio do que possa acontecer se forçar demais no início...

Thursday, 4 October 2012

Maickel Melamed

Li hoje no Diário de Notícias uma daquelas notícias que nos arrepia de emoção. A história gira à volta de um cidadão Venezuelano, de nome Maickel Melamed, cuja história de vida e um permanente desafio aos limites da capacidade humana.


Começando desde o momento do seu nascimento a contrariar todas as leis das probabilidades, este latinoamericano lançou a si próprio o desafio de concluir as 5 mais famosas maratonas do mundo, mesmo que seja portador de uma deficiência motora profunda. Em 2010 concluiu a de Nova Iorque e há dias a de Berlim.

Aconselho a visita ao seu site pessoal e deixo aqui um dos textos que lá encontrei:




¡Resulta que buscaba, buscaba y buscaba para nunca encontrar!

Los seres humanos siempre tenemos posibilidades de mejora, de llegar más allá de nuestro estado actual, logrando ser y alcanzar cualquier cosa que queramos ser y alcanzar, desde la armonía cotidiana, hasta nuestros sueños mas osados.
Siempre hay un nivel más alto posible en cualquier ámbito de desarrollo: profesional, familiar, en relaciones de pareja, en tus condiciones físicas, mentales y espirituales; siempre existe un nivel mas alto posible.
Adicionalmente, suele pasar que la respuesta o la llave que abre la puerta a tal estado de excelencia, se encuentra en lo más simple y cercano a nosotros mismos, tan cerca que no lo vemos.
He allí la inmensa oportunidad de con un sencillo cambio de percepción, ampliar el campo y encontrar La Visión donde tus deseos y objetivos se casan con tus pasiones de forma armónica, elevando tu condición de vivir y desempeñarte de forma plena en todo lo que implique tu existir.
No llegas a conocer tus verdaderos límites hasta que los pruebas y si llegas al límite de tu desempeño, descubrirás con alegría que será simplemente, tu nuevo punto de partida.

Monday, 1 October 2012

Treinos em Setembro

O mês de Setembro foi um bom mês no que diz respeito à preparação para a Maratona do Porto. Mantendo uma boa cadência de treinos, consegui introduzir algumas sesões de séries (que praticamente não tinha feito em Agosto) e fazer treinos longos que me deram bastante confiança para enfrentar o desafio da maratona.

Aqui fica um breve resumo:

Nº de dias de treino: 22 (num dos dias treinei 2 vezes e ainda incluo a Meia Maratona Sport Zone)
Nº. de dias de descanso: 8
Nº. de quilómetros: 320,868 Km
Tempo de corrida: 25h 54m 22s
Ritmo médio de treino: 4:51/km
Nº. de treinos com mais de 20 km: 5
Treino mais longo: 33,75 Km

O corpo aguentou bem esta carga de treinos e sinto que a capacidade de recuperação de um treino para o seguinte está a melhorar. Hoje, por exemplo, sinto-me bastante bem, mesmo depois de um fim de semana em que, em dois treinos, corri 54 km. Julgo que isso está a acontecer porque, apesar de não seguir um plano de treinos tecnicamente muito elaborado, fui seguindo as indicações que o corpo me dava e, aos poucos, fui subindo de forma e absorvendo as várias etapas da preparação.   Estas últimas semanas antes da maratona servirão para fazer o "ajuste" final à minha preparação. Vamos ver como correm as coisas...

Thursday, 27 September 2012

Um bom treino!

Depois de um treino durinho na terça-feira, em que fiz 5 repetições de 5 minutos ao ritmo de 3:45/km, com 2 minutos e meio de recuperação a 6:40/km, ontem era dia de treino recuperativo. Por razões de força maior, acabei por não conseguir correr, pelo que me "vinguei" no treino de hoje.

Depois de 5 minutos de aquecimento, "calibrei" a máquina para o ritmo de 4:00/km e fiz 45 minutos seguidos a esse ritmo sem qualquer interrupção! Acabei a sentir uma pequena dor de burro nos últimos 6 minutos, mas nada que não se aguentasse.

Este foi um excelente treino, no qual terei conseguido superar o meu melhor tempo aos 10 km, que actualmente é de 41 minutos!

E já só falta um mês para a Maratona do Porto...

Tuesday, 25 September 2012

Opções

No meu plano de treinos para a Maratona do Porto há um conjunto de 3 semanas que são muito muito importantes, dependendo da forma como me sentir nesta fase, a estratégia que irei adoptar na prova. Essas semanas são a semana que passou, esta e a próxima.

Para além dos treinos da semana, em que intercalo séries e fartlek's com treinos recuperativos, os longos dos fins de semana são especialmente importantes, pois sinto que me ajudam muito, seja na solidificação da minha capacidade de resistência, seja também na confiança, o que nestas coisas conta bastante.

No passado fim de semana tinha previsto fazer o treino longo de 30 km no sábado, e depois participar no domingo numa prova que se realizou na vizinha cidade da Póvoa de Varzim, e que liga esta a Vila do Conde, onde vivo. Sem objectivos de tempo para esta prova de 10 quilómetros, a ideia era ter um pequeno teste competitivo que me permitisse avaliar a minha capacidade de recuperação.

Infelizmente, as coisas não aconteceram como eu tinha planeado. Um jantar com os colegas da escola primária na sexta-feira à noite (comemorando os 35 anos de entrada para a 1ª classe), um momento particularmente emocionante e que, como seria de prever, terminou muito tardiamente, não me deixou em condições para levantar cedo e fazer o treino previsto para a manhã de sábado.

Ora, não tendo treinado no sábado, havia que decidir o que fazer no domingo. Vou à prova de 10 km fresco e testo assim a minha forma mais a sério? Faço um semi-longo antes da prova e depois corro os 10 km? Desisto da prova e aposto no treino longo com mais calma?

A minha decisão foi por esta última hipótese. Entre um treino longo, feito com a calma que ele justifica e um teste competitivo de 10 km, preferi o treino longo. Comecei antes das 8:00h e acabei os 30 quilómetros 2h36m depois, tendo enfrentado muito vento contrário na parte final do treino, mas acabando em boas condições e muito animado com as sensações que tive.

Por mais que queiramos tudo, há momentos em que temos de escolher, e neste caso falou mais alto o grande objectivo que é a Maratona do Porto.

Wednesday, 19 September 2012

500 km

Com o treino de hoje cumpri 500 quilómetros do caminho de preparação para a Maratona do Porto deste ano. O início aconteceu no dia 31 de Julho e só irá terminar no dia da prova.

Este número não vale muito, mas se constatarmos que no total do primeiro semestre de 2012 tinha corrido pouco mais de 300 quilómetros, talvez se perceba a minha satisfação!

Sunday, 16 September 2012

Já está!

Depois da Maratona do Porto, de Novembro do ano passado, não tinha voltado a competir até hoje. O regresso aconteceu na Meia Maratona Sport Zone, que esta manhã animou as ruas da ribeira do Porto e de Gaia.

Os meus objectivos para a prova eram modestos. Apenas com um mês de meio de treinos a valer, não seria de esperar um grande desempenho. Apesar disso, decidi testar a minha forma, desistindo de fazer, tal como nos dois anos anteriores, um treino de 10 km antes da prova para dessa forma realizar um treino longo.

Interiormente tinha definido que iria tentar andar num ritmo confortável e, se possível, o mais "encostado" possível aos 4:30/km. Pouco depois de começar percebo que esse objectivo seria um pouco ambicioso, pelo que me deixei seguir a rolar entre os 4:35 e os 4:40/km. Passei aos 10 km em pouco mais de 46 minutos e isso animava-me bastante.

Esse ritmo constante manteve-se até aos 15 km de prova, o que coincidiu mais ou menos com o retorno na ponte do Freixo. Depois disso, já ligeiramente cansado, com o sol mais forte e algum vento contrário no caminho para a meta, o ritmo caiu cerca de 10 segundos por quilómetro, mas de qualquer forma sempre muito estável, com excepção do quilómetro em que tive de parar para apertar a sapatilha!

Acabei a prova com o tempo de 1h38m50s, um resultado que me deixa bastante satisfeito, até porque acabei em boas condições físicas e sem sentir demasiado desgaste. Estive a ver a  classificação e o meu nome não aparece! Sei que tinha o chip bem colocado, mas alguma coisa deve ter funcionado mal...

Bom, depois de superado este teste, vamos continuar a preparar a Maratona do Porto, pois estamos ainda a meio do caminho traçado!

Thursday, 13 September 2012

Jovens atletas

No passado domingo o Rompe Solas, simpático clube que promove a corrida popular em Vila do Conde, organizou mais uma prova convívio, que assinalou o seu aniversário.

A prova consiste numa corrida de 5 Km sem fins competitivos, à qual costumam aderir bastantes pessoas (eu fui um deles). A par da prova principal há ainda uma caminhada de 3,5 km e uma prova para crianças num percurso que deverá ter cerca de 1 km.

Este ano a prova infantil contou com dois participantes que fizeram a sua estreia em provas do Rompe Solas: o António e a Joana. Se o primeiro teve sérias dificuldades em fazer toda a prova (talvez demasiado longa para as suas pequenas pernas de 3 anos), já a segunda teve um bom desempenho, alcançando a meta satisfeita e perfeitamente integrada no pelotão de jovens atletas.

Como se pode ver, no final ambos estavam muito orgulhosos das medalhas alcançadas, que premiaram o seu esforço e divertimento!

Wednesday, 12 September 2012

A melhor hora para treinar

- Esta hora não é boa para treinar, Miguel - dizia um bom amigo quando me viu a correr à uma da tarde de um dia quente de verão.

Acho que esse bom amigo se referia a algumas sensações que tive durante o treino. A garganta estava super seca, certamente por ter de respirar aquele ar quente, e o calor provocava um cansaço maior do que o normal. Bem vistas as coisas, acho que o meu amigo tem toda a razão e que treinar à uma da tarde de um dia quente de verão não é bom.

Ou será que ele está enganado? Será que treinar à uma hora da tarde num dia quente de verão não é mesmo uma altura do dia fantástica para uma pessoa treinar... quando não tem outra alternativa disponível?

Monday, 10 September 2012

Meia Maratona de S. João das Lampas

Hoje estava a ler o jornal e chamou-me a atenção uma pequena notícia sobre a Meia Maratona de S. João as Lampas. Para além de gostar sempre de ler as notícias de atletismo, obviamente que esta, por se relacionar com a prova organizada pelo amigo Fernando Andrade, era de leitura obrigatória.

Dizia a notícia que a edição deste ano, a 36ª., em que a organização da prova havia decidido não atribuir prémios monetários aos melhores classificados, foi precisamente aquela em que foi batido o record de participantes a concluir a prova.

Esta é uma notícia feliz. Desde logo porque, certamente, recompensou o Fernando e a sua equipa pelo trabalho que desenvolvem empenhadamente para proporcionar uma prova que agrade aos atletas. Depois, é uma notícia feliz porque mostra que, mesmo nos tempos difíceis e agrestes em que vivemos, rodeados de crise por todos os lados e constantemente atiçados por sinais de desesperança, é possível contornar os problemas e obter sucesso.

Ainda não foi desta vez que fui a Sintra, mas quero deixar um forte abraço ao Fernando pela forma como conseguiu dar a volta à diminuição de apoios de que dispôs.

Wednesday, 5 September 2012

Meia Maratona Sport Zone

É já no dia 16 deste mês que vai realizar-se mais uma edição da Meia Maratona Sport Zone. Esta é uma prova que começou a correr-se no ano 2007 e eu sou um daqueles que participaram em todas as edições desde a primeira.
No ano 2007 a prova contou com a participação do "lendário" Paul Tergat que, numa prova pouco conseguida, foi apenas 10º classificado. Venceu essa corrida o queniano Jonathan Kipkorir em 1h01m37s, tendo o melhor português sido o já então veterano António Salvador, com 1h06m05s, no 12º lugar da geral.
No total completaram a prova, nesse ano de estreia, 824 atletas. A Meia Maratona da Sport Zone desse ano foi apenas a segunda prova da distância que completei, tendo demorado 1h51m01s a cumprir os 21 km e sido o 581º classificado a cortar a linha de meta. 
Não só por essa carga simbólica, mas também por isso, tenho já inscrição confirmada para este ano. Aliás, esta será mesmo a primeira prova que irei participar em 2012, o que mostra bem a forma pouco aplicada como me tenho dedicado à corrida.

Monday, 3 September 2012

Treinos em Agosto

O mês de Agosto foi um excelente mês no caminho que me levará até à Maratona do Porto. Depois de 7 meses de grande inércia, o oitavo foi a antítese completa, com uma carga de treinos bastante intensa que, acredito, me vá ajudar a chegar ao dia 28 de Outubro em boas condições físicas para enfrentar os 42 km com optimismo.
Vejamos alguns números:
Nº de dias de treino: 24 (num dos dias treinei 2 vezes)
Nº. de dias de descanso: 7
Nº. de quilómetros: 326,65 Km
Tempo de corrida: 27h 34m 03s
Ritmo médio de treino: 5:04/km
Nº. de treinos com mais de 20 km: 5
Treino mais longo: 26,6 Km
Em termos físicos senti-me muito bem, sem dores nem problemas a registar. Houve um ou outro treino em que me senti um pouco cansado, mas nada muito significativo, o que me surpreendeu um pouco.

Wednesday, 29 August 2012

Séries

Já há mais de um ano que não fazia séries. Hoje fiz 10 repetições de 1 minuto a 3:30/km com um intervalo de 1 minuto a 7:30/km e custou-me bastante. Acho que a partir da terceira repetição já só pensava no final do treino, mas apesar do sacrifício, lá consegui cumprir com o objectivo que tinha para hoje.
Estes treinos de séries são muito importantes para elevar a nossa capacidade, mas custam muito.

Monday, 27 August 2012

Isostar - Lactic Acid Stopper

Nos dois últimos treinos longos tenho-me hidratado com este produto da Isostar: Lactic Acid Stopper. Em ambos os treinos (ambos de mais de duas horas), a estratégia foi de encher as 4 botijas do cinto de abastecimento (125 ml cada) com este produto dissolvido em água e beber ao longo do percurso. Para além do produto, ingeri duas embalagens de gel.

Não sei se é do produto, mas a verdade é que, em ambos os treinos, consegui terminar muito bem, sem a habitual quebra nos últimos quilómetros. Vou continuar a experimentar nos próximos treinos, mas a minha impressão é que o produto é bom e ajuda bastante a "aguentar melhor" o treino.

O único senão é o sabor. Não sendo muito intenso, é bastante desagradável.

Sunday, 26 August 2012

A dois meses da Maratona do Porto

Estamos a quase dois meses da Maratona do Porto e a minha preparação está a correr bem. Este mês tenho conseguido cumprir um programa de treinos bastante intenso e as sensações têm sido boas.
Hoje cumpri o treino longo da semana, fazendo 26,6 km em piso de paralelo com algumas inclinações ligeiras (de Vila do Conde a Labruge e regresso) e acabei muito bem. Foram 2h22m, sendo que corri mais rápido na segunda metade o que, para mim, é sempre um bom indicador do estado de forma e da boa gestão do esforço.

No final do treino, aproveitando o fantástico dia, lá me atirei a uns bons mergulhos na Praia da Sra. da Guia, conforme podem ver.

Nota: Agradeço ao meu amigo Paulo Gonçalves, fotógrafo (acidental) que registou o momento!

Wednesday, 22 August 2012

Um novo maratonista

A edição do passado sábado da revista do semanário Expresso publica uma crónica escrita na primeira pessoa pelo conhecido Gato Fedorento Zé Diogo Quintela, na qual este relata a sua experiência de correr uma maratona, no caso a Maratona de Copenhague, no reino da Dinamarca.
O texto (que não encontrei on-line) está escrito num tom leve e divertido, valendo a pena ser lido. Acredito que este contributo, vindo do elemento mais pesado (em sentido literal) do trio fedorento é um bom contributo para a causa da divulgação da corrida, ajudando a desmistificar a maratona.
No fundo, e depois de ler aquilo, qualquer pessoa tem total legitimidade para pensar:
"Se até o Zé Diogo conseguiu correr uma maratona, porque é que eu não hei-de conseguir?"

NOTA - Toda a informação sobre a prova do Zé Diogo Quintela está aqui. Como se pode constatar, o nosso compatriota geriu razoavelmente o esforço, quebrando um pouco na fase final, o que é perfeitamente normal num estreante.

Friday, 17 August 2012

Treinar é isto...

No tempo em que crónicas do Miguel Esteves Cardoso faziam sensação, lembro-me de uma em que ele discorria sobre uma das expressões mais batidas do futebolês: "... o futebol é isto". Basicamente, MEC chamava a atenção que no mundo do futebol, os treinadores e jogadores explicavam tudo da mesma forma, com expressões do género:
- Jogamos mais que o adversário e perdemos, mas o futebol é isto...
- Estava isolado com a baliza aberta e falhei o golo, mas o futebol é isto...
- O árbitro não marcou o penalty e perdemos, mas o futebol é isto...

Pois bem, ontem fui treinar e sentia-me tão cansado, tão cansado, que fiz pouco mais de metade do que previa e acabei bastante desanimado. Hoje voltei ao treino e, não só consegui fazer o que tinha planeado, como o fiz a ritmos mais elevados e praticamente sem sentir cansaço nenhum. Soube-me mesmo bem o treino!

Qual a razão para isto acontecer? Não sei, mas (tal como dizia alguém) acho que treinar é isto: sofrer quando é de sofrer e disfrutar quando é de disfrutar. Desanimar ou desistir é que nunca!

Monday, 13 August 2012

Jogos Olimpicos - Atletismo

Os Jogos Olimpicos já acabaram e, no que diz respeito ao atletismo, foram dominados pela equipa dos Estados Unidos da América, que arrecadou 29 medalhas, 9 das quais de ouro.
Com mais do que 5 medalhas houve apenas 8 países (EUA, Rússia, Jamaica, Reino Unido, Etiópia, Kénia, Alemanha e China), num total de 41 países que conseguiram conquistar medalhas neste desporto.
Portugal, curiosamente, tal como a Espanha, não alcançou nenhuma medalha tendo na atleta Jéssica Augusto a melhor representante, com um excelente 7º lugar na Maratona feminina.
Para se perceber um pouquinho melhor o estado do atletismo dos Estados Unidos da América, aconselho a consulta aos resultados dos famosos "trials" onde é definida a composição da equipa americana. Os interessados podem aceder AQUI.

Treinos

Depois de tanto tempo sem escrever aqui, volto apenas para dar conta da minha preparação para a Maratona do Porto. Num ano em que tenho treinado muito pouco, estou a esforçar-me para conseguir fazer uma preparação minimamente "decente" que me permita concluir a prova sem sacrifícios demasiados. Comecei no início do mês, e para já as coisas seguem em bom ritmo. Espero ter condições para manter este ritmo de treinos. Se o conseguir, acredito que poderei fazer uma prova com menos sofrimento do que no ano anterior e com melhores resultados.
Entretanto, e só para verem que as coisas estão a evoluir, já me inscrevi na Meia Maratona Sport Zone, a primeira prova que irei correr no ano 2012!

Tuesday, 22 May 2012

Brincadeiras

Na semana passada a minha filha teve o seu primeiro corta-mato escolar. Entusiasmada com a ideia, e dando sequência ao programa de treinos que o professor lhes preparou nas aulas (nas semanas anteriores à prova a sexta-feira era dia de treinar!!!), a Joana pediu para treinar comigo ao fim de semana.

Foi assim que nos últimos domingos temos feito as nossas corridinhas ao final da tarde. Corremos um quilómetro (que ela consegue fazer sem parar) e depois vamos brincando com uns sprints de 80 metros e uns exercícios de alongamento entre as habituais brincadeiras. Ela empenha-se bastante e gosta muito, ao ponto de ter querido manter o treino no passado domingo, mesmo depois de já ter passado a grande prova!

Nos dois últimos domingos, tal como a Joana, também fiz os meus sprints de 80 metros. Ao contrário do que seria de esperar, quem está a "sofrer" com estes treinos sou eu. É que os sprints de 80 metros que tenho feito deixam-me extremamente desgastado e com dores musculares que duram, no mínimo, dois dias a passar!

Como é que um tipo habituado a correr no mínimo 10 quilómetros e ficar "novo" meia hora depois consegue aceitar que os seus musculos fiquem doridos com umas pequenas corridinhas de 80 metros???

Ahhh, quanto ao corta-mato da Joana, o resultado foi muito positivo. Foi quarta classificada entre as cerca de 40 meninas do conjunto das turmas do primeiro ano. Ela estava toda contente e orgulhosa!

Tuesday, 8 May 2012

Como é possível...

... estar a andar tão bem quando faz apenas um mês que regressei aos treinos com regularidade? Sinceramente, estava à espera de sentir mais dificuldades em voltar a estar em condições de correr a ritmos razoáveis, o que não está a acontecer. O treino de hoje foi:
5 minutos de aquecimento
15 minutos ao ritmo de 4:30/km
25 minutos ao ritmo de 4:00/km
Nos últimos dias tenho feito alguns treinos assim e a recção tem sido boa. Hoje, não só acabei bem o treino como me senti com força a correr, o que me acontecia nos momentos de melhor forma.
Apesar da surpresa (agradável) convém não exagerar e continuar a treinar com alguma moderação para não haver retrocessos.

Monday, 23 April 2012

Treino longo

Neste meu regresso aos treinos regulares com vista a subida de forma que me permita fazer a maratona do Porto em boas condições, consegui fazer aquilo que posso considerar como o primeiro treino longo do ano! Foram 22,5 km corridos em terreno plano na manhã de ontem, que renderam 1h53m de boas sensações.
O ritmo foi muito regular, nunca tendo rolado abaixo dos 4:50/km nem acima dos 5:10/km (com excepção do primeiro, que foi a 5:20/km).
No próximo domingo há mais um longo. Até lá continuarei com treinos em ritmos pouco intensos para me ir habituando a ter uma carga razoável de quilómetros na pernas.
Se tudo continuar a correr bem, a partir de Maio começarei a fazer uns trenos de séries para tornar a coisa mais interessante...

Monday, 16 April 2012

Os meus treinos

Parece que, finalmente, estou a conseguir regressar aos treinos com uma intensidade razoável para um maratonista que pretende, este ano, renovar os seus "votos" na distância sagrada. Na última semana já consegui uma cadência de treinos interessante e acredito que irei seguir nesta senda.
Vejamos as provas que conseguirei fazer, mas pelo menos a Maratona do Porto terá de constar no meu calendário!

Rui Pedro Silva

O Rui Pedro Silva conseguiu ontem ser o primeiro atleta português a fazer o mínimo A para participar nos Jogos Olímpicos de Londres. Para quem gosta de atletismo esta é uma excelente notícia, esperando-se que outros lhe sigam para que consigamos garantir as três vagas possíveis. Para que isso aconteça é necessário que haja mais dois atletas com mínimos A. Há alguns candidatos a esse feito, com destaque para o Rui Silva, cuja participação nesta especialidade é, ao mesmo tempo, uma esperança e uma incógnita, pois fará a estreia na distância.

A propósito do Rui Pedro Silva, não resisto a um impulso bairrista ao associar o feito alcançado ao local no qual o Rui Pedro fez alguns dos seus treinos longos nas últimas semanas: a zona costeira de Vila do Conde! Nas últimas semanas tenho passado muitas vezes por ele e pela Jéssica Augusto e, ao que parece, os ares vilacondenses estão a fazer-lhes bem!

Monday, 19 March 2012

António Leitão

A notícia da morte de António Leitão deixou-me muito triste. Leitão foi um atleta que correu numa altura em que eu era ainda muito jovem, mas já nessa altura prestava atenção ao atletismo e via nele um grande campeão. Num tempo em que havia Carlos Lopes, Fernando Mamede, Rosa Mota, Aurora Cunha e tantos e tantas outras, o Leitão não era apenas mais um, mas era um atleta especial.
As suas marcas nas distâncias de meio fundo eram ( e ainda são) fantásticas e as suas performances na pista, mas também no corta mato, encheram os portugueses de alegria muitas vezes.
A sua careira foi marcada pelo infortúnio das lesões e da doença que acabou por levá-lo precocemente. Portugal perdeu um fantástico atleta e um ser humano exemplar.
Tive a felicidade de privar com ele num jantar na cidade do Porto há poucos anos atrás em que ficamos na mesma mesa. Fiquei com a impressão de ser uma pessoa simples, afável, que falava do atletismo com entusiasmo e que assumia a sua doença com naturalidade e sem complexos.
Deixo a minha homenagem ao António Leitão e os pêsames à famílias.

Monday, 12 March 2012

Ponto de situação

Apesar das boas intenções aqui deixadas no início de Fevereiro, a verdade é que não consegui organizar-me de molde a encaixar mais treinos na minha agenda. Espero que este mês as coisas melhorem.

Entretanto, e como é óbvio, ainda não vai ser para já que vou correr uma maratona em Espanha...

Wednesday, 1 February 2012

Ausência

Para quem passa por aqui à espera de encontrar alguma novidade os últimos meses têm sido de permanente desilusão. A esses quero pedir desculpa por não actualizar o blog e por não ir contando as minhas "histórias"...

Esta ausência tem várias explicações. Não quero trazê-las para aqui, mas, pelo menos, quero descansar os meus amigos dizendo-lhes que não houve nada de grave a justificar tão prolongado silêncio.

Mas como o que interessa é o futuro, gostaria de dizer que vou tentar recomeçar a correr com mais regularidade para ver se consigo corresponder a um desafio lançado por um bom amigo: correr a Maratona da Corunha em Abril.

Vamos lá ver se consigo...
 
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