Thursday, 31 December 2009

Bom Ano 2010

A vida é uma corrida de fundo.

Como nas maratonas, temos a obrigação de nos preparar para os desafios que nos esperam, sabendo que ninguém vence sem trabalho. Como nas maratonas, temos momentos em que nos sentimos fortes e em que temos a sensação de nada nos irá parar. Como nas maratonas, temos momentos em que estamos tão débeis que descremos da nossa capacidade para alcançar os objectivos definidos. Como nas maratonas, devemos perceber que apesar de sermos nós a determinar a nossa sorte, é importante a partilha com os outros, pois há momentos que eles precisam da nossa ajuda, mas haverá, certamente, outros em que seremos nós a precisar de quem nos apoie. Como nas maratonas, o sabor de alcançar um objectivo importante é algo que supera todos os sacrifícios que tenhamos feito em seu nome!

A todos os leitores deste blog, uma boa etapa 2010 para a maratona das vossas vidas!

Monday, 28 December 2009

S. Silvestre do Porto

O almoço estava delicioso. O bacalhau com broa fora cozinhado com todos os cuidados e tinha um sabor fantástico. As lascas branquinhas soltavam-se com facilidade e o paladar mostrava que a matéria-prima tinha sido primorosamente demolhada: salgadinha q.b.!
Para acompanhar esta iguaria havia um espumante bruto Terras do Demo. A combinação dos dois era excelente e fez daquele almoço um momento de exultação dos prazeres da boa mesa, mostrando que não há nenhuma cozinha no mundo que se compare à nossa gastronomia tradicional.
Para rematar o repasto, que foi servido em casa de bons amigos e, portanto, em excelente companhia, nada melhor que uma bela tábua de queijos, com o da serra bem amanteigado e degustado com pão regional fresco a marcar a diferença.

Esta tarde bem passada foi interrompida por volta das 16.30h, pois era hora de regressar a casa para me preparar para algo que iria rematar o dia: a corrida de S. Silvestre da cidade do Porto! Assim foi. Despedimo-nos dos anfitriões e regressamos.

Pelo caminho dei comigo a pensar que talvez não tivesse sido muito boa ideia ter um almoço daqueles num dia do prova. Ainda se fosse massa... Mas não, não tinha sido massa. Talvez tivesse exagerado no bacalhau, no espumante, no queijo, enfim, talvez tivesse... exagerado! A verdade - pensava eu - é que o belo almoço já lá morava e só isso já chegava para ter o dia ganho!

Depois de mudar de roupa, lá me dirigi até à cidade do Porto, conseguindo chegar ao local da prova com cerca de 45 minutos de antecedência. Era tempo de recolher o dorsal e de começar o aquecimento. Estava tudo pronto para a grande festa!

Tive a sorte de partir na frente, conseguindo arrancar sem os habituais atrasos de quem começa atrás numa coluna de quase 2.000 atletas. O primeiro quilómetro foi super rápido, em menos de quatro minutos. Logo depois da descida inicial começamos o calvário da subida até ao Marquês. Eram quase dois quilómetros a empinar que serviram para me me mostrar que aquele não seria um dia de grandes feitos atléticos. Ainda não tinha atingido o segundo quilómetro e já sentia a estúpida da dor de burro a massacrar-me. Percebi que a prova teria de ser gerida com calma sem nunca atingir os limites. Foi o que fiz.
A passagem pelos cinco quilómetros foi feita com cerca de 21:30 numa altura em que começa a pior parte da prova. São exactamente dois quilómetros a subir com elevada inclinação. O primeiro deles foi percorrido em 4:55 e o segundo em 5:25, mostrando bem as dificuldades que senti. Apesar disso deixei-me ir num ritmo razoavelmente confortável para que não tivesse de fazer paragens ou abrandamentos demasiados fortes. Talvez por isso consegui, logo depois desta subida, recuperar algum fôlego e terminar em crescendo, aproveitando os dois últimos quilómetros, sempre a descer, para recuperar algum tempo.
Acabei a prova com o tempo oficial 44:32, ficando no 407º lugar da classificação geral entre 1.869 atletas que terminaram a prova.

Fiquei muito satisfeito com a prova que fiz que, acima de tudo, rematou da melhor forma um dia muito bem passado!

Wednesday, 16 December 2009

100 Anos de Olimpismo


Chegou-me ontem às mãos o meu exemplar do livro de Carlos Paula Cardoso que evoca a passagem do 100º aniversário do Comité Olímpico de Portugal. De excelente qualidade gráfica este documento apresenta de forma exaustiva o desenvolvimento do olimpismo no nosso país desde que o movimento iniciado pelo Barão de Cubertin cá entrou.

Considero que os Jogos Olímpicos são a manifestação desportiva mais importante e mais marcante que se faz no mundo. Nenhuma outra tem tantas histórias de glória e de superação de alguns atletas ou de frustração de outros. Nenhuma outra manifestação desportiva junta pessoas de todo o mundo num mesmo local e a orientar-se debaixo das mesmas regras. Nada se compara ao ambiente que se vive nos dias de competição, à expectativa de milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. Enfim, os Jogos Olímpicos são algo de absolutamente único!

É por isso que nos próximos dias irei "devorar" esta autêntica preciosidade!

Wednesday, 9 December 2009

52ª Volta a Paranhos - A minha prova

Cheguei a Paranhos com pouco mais de uma hora de antecedência sobre o início da prova. O ambiente que se vivia nas redondezas do local de partida era já o das corridas. Não faltava gente em fato de treino deambulando pelas ruas, o odor aos cremes que os atletas utilizam para os seus musculos sentia-se a cada esquina, as ruas já se apresentavam com as barreiras de protecção e outros objectos de condicionamento do trânsito e o povo, ainda em escasso número, olhava para esse reboliço sem deixar de reparar nas diferenças face aos dias comuns.

Pouco depois de estacionar o carro parto ao encontro dos meus colegas de clube para levantar o meu dorsal. Pelo caminho vou encontrando alguns amigos, com foi o caso da dupla Meixedo/Velhote, entre muitos outros.

Já com o dorsal e o chip colocado (já nem estava habituado a colocar o chip!!!) faço um ligeiro aquecimento. Uns 20 minutos em passo bem lento na rua Manuel Laranjeira e no parque de estacionamento da Faculdade de Economia, momentos em que revivi alguns dos bons anos que lá passei!

Já eram quase 10.45h pelo que estava na hora de partir. Consegui colocar-me razoavelmente na grande coluna de quase 1.200 atletas, começando a prova em bom ritmo. O primeiro quilómetro foi percorrido em cerca de 3:50. Ainda com as baterias em alta fazemos a primeira subida em direcção à Rua Costa Cabral.
Nesta fase o ritmo baixa e o segundo quilómetro já é feito num ritmo superior a 4:00. Chegados a Costa Cabral começa a parte mais fácil da prova, sempre em percurso plano ou a descer (Constituição e Serpa Pinto). Nesta fase amealhei alguns segundos face à média de 4:00/Km. Sentia-me bem e a controlar as coisas sem forçar muito, pois sabia que a segunda parte da prova seria bem mais difícil.
Depois de descer Serpa Pinto começamos a subir, altura em que voltei a ritmos acima dos 4:00/Km. Com o tempo amealhado na parte mais fácil consegui passar aos cinco quilómetros com 20 minutos certos, o que era bem positivo.
Fui resistindo o melhor que pude até chegar a Vale Formoso, altura em que o terreno volta a ser mais fácil (desce e depois fica plano por um bom pedaço). Nesta fase voltei a andar abaixo dos 4:00/Km, tendo conseguido chegar aos oito quilómetros de prova com 32:15. Se conseguisse fazer os dois últimos quilómetros em bom ritmo, ainda poderia dar para baixar dos ambicinados quarenta minutos, pensava eu para me animar.

A verdade é que a cerca de 1,5 Km da meta comecei a sentir uma ligeira dor de burro que foi aumentando de intensidade à medida que ia avançando. O nono quilómetro já foi corrido em 4:08 e o décimo, que incluia a cruel subida da Rua Manuel Laranjeira, foi feito nuns miseráveis 4:38, o que me levou a perder algumas posições.
No final o meu relógio indicava o tempo de 41:33 para 10.130 metros de corrida. A organização creditou-me com 41:42, o que me coloca em 294º lugar da classificação geral e em 111º do meu escalão etário.

O meu balanço final é bastante positivo. Sinto que fiz uma boa prova e o resultado alcançado mostra que estou bem próximo da melhor forma que atingi antes de ter parado. Acredito que, com mais alguns treinos, poderei vir a conseguir baixar dos quarenta minutos!

Friday, 4 December 2009

A estreia na maratona de Maria Buinen


Via jornal i tomei conhecimento da estreia de Maria Buinen em corridas de maratona. Irá acontecer no próximo domingo na Maratona de Lisboa. Para os curiosos, aqui fica esta bela história:


No Norte da Guiné-Bissau, encostada à fronteira com o Senegal, fica a povoação de Maria Buinen. A aldeia Suzana, na região de São Domingos, fica longe de tudo. Fica longe da água e longe da lenha que ela carrega à cabeça para cozinhar, dar de beber aos animais e toda a família tomar banho. Maria faz três viagens por dia e demora cinco horas para percorrer 40 quilómetros. E ontem a sua caminhada foi ainda maior - deixou os seis filhos, o marido e os três netos, apanhou o avião e aterrou em Lisboa.

A guineense saiu de Suzana pela primeira vez para participar na Maratona de Lisboa. A prova acontece no domingo e tem a mesma distância que ela faz todos os dias. Leva portanto alguns pontos de vantagem, mas ganhar não é o objectivo. Maria quer mostrar o que fazem as mulheres da sua aldeia para terem água potável e fogão aceso (ver caixa).

Do nascer ao pôr do Sol, cada tarefa tem o seu tempo e todos os trabalhos estão entregues às mulheres de Suzana. "Umas procuram lenha, outras guardam os campos e outras estão nas colheitas", conta a guineense de 45 anos. Até ao fim de Dezembro, Maria vai vigiar os arrozais. Acorda às cinco da manhã para afugentar os pássaros que comem as sementeiras e é só ao início da tarde vai buscar a água para preparar o almoço da família. São nove quilómetros para encontrar o poço de água potável mais próximo. O caminho de ida e volta repete-se outras duas vezes até conseguir juntar um alguidar cheio de lenha e ainda mais 40 litros de água que ela usa nas outras tarefas domésticas.

As crianças de Suzana também trabalham. Quase tanto como as mulheres. Alcénia é a neta mais velha de Maria, tem oito anos e vai buscar água e lenha quando a avó está no campo: "No tempo das nossas mães não era preciso pôr as crianças a trabalhar tão cedo." Só que antes havia muita chuva e muito arroz: "Antigamente, a colheita durava três meses e agora é só um."

O arroz é a base da alimentação de toda a comunidade e a chuva assegura a sobrevivência da aldeia: "Este ano tudo correu mal", queixa-se a guineense. Caiu pouca chuva, os bichos atacaram o arrozal, a sementeira teve de ser transplantada três vezes e a colheita é feita com muito cuidado para evitar desperdícios: "Um pé de cada vez, cortado à faca, para os bagos não fugirem." Mesmo assim, o arroz só vai chegar para alimentar os habitantes de Suzana durante quatro meses: "E depois acabou."

Quando faltar o arroz, Maria e outras mulheres da povoação de São Domingos vão passar a viver das palmeiras. O fruto é usado para fazer vinho e o óleo de palma que mais tarde será vendido nos mercados da fronteira senegalesa: "É o dinheiro da venda que nos vai sustentar o resto do tempo." Serve para comprar o arroz, para "tratar das doenças" e, se sobrar, para os filhos e os netos continuarem na escola.

A maratona de Maria Buinen não tem meta para cortar. Ela corre todos os dias e, nas últimas semanas, corre ainda mais porque está a treinar para a prova de domingo. Tem ténis novos e quer estar preparada para competir ao lado dos atletas: "É que eu nunca fiz isso."



Boa sorte Maria!

Kaká com pubalgia


Kaká, um dos jogadores de futebol mais bem pagos do mundo e já eleito por mais do que uma vez como o melhor de entre os melhores, sofre de uma pubalgia.

Que uma-espécie-de-atleta como eu apanhe uma pubalgia por treinar mal, ainda se compreende. Agora, que um jogador profissional do calibre de Kaká, inserido em equipas de topo, com preparadores físicos permanentemente a acompanhá-lo e orientá-lo, que custa muitos milhões de euros por mês aos seus patrões, parece-me, no mínimo, estranho.

Neste caso será que devemos falar de uma lesão ou de um caso de negligência?

Thursday, 3 December 2009

52ª Volta a Paranhos


No próximo dia 8 de Dezembro vai realizar-se a 52ª edição da Volta a Paranhos, uma prova que decorre sob a égide da Secção de Atletismo do Sport Comércio e Salgueiros e organizada pelo Spiridon Clube de Vila Nova de Gaia.

Se nada de anormal acontecer até lá, conto apresentar-me à partida desta prova, fazendo assim a minha estreia na mais antiga corrida de estrada que se disputa na cidade do Porto. No ano passado, apesar de inscrito, acabei por não poder correr devido a questões de saúde.

Tendo estudado a dois passos do velho Estádio Vidal Pinheiro, na Faculdade de Economia do Porto, tenho um especial afecto por aquela zona da cidade, razão pela qual será um enorme prazer correr esta prova!

Wednesday, 2 December 2009

Jorge Lopes


Soube-se ontem do desaparecimento de Jorge Lopes, jornalista da RTP especializado em atletismo. Como admirador do seu trabalho, lamento esta perda do jornalismo português e, de alguma forma, do atletismo nacional.

Desde há muitos anos que um dos meus passatempos preferidos é assistir às transmissões televisivas de atletismo, nomeadamente Jogos Olímpicos, Campeonatos da Europa e do Mundo. Desde sempre que a voz de Jorge Lopes, com o seu conhecimento profundo da modalidade, seja dos protagonistas seja em termos técnicos, era um fantástico complemento às imagens que nos iam chegando, enriquecendo-as imensamente.

Enquanto telespectador quero deixar-lhe aqui o meu tributo, desejando paz à sua alma.

Thursday, 19 November 2009

Campeonato Nacional de Estrada - 2010

A Federação Portuguesa de Atletismo já decidiu onde se realizará a próxima edição do Campeonato Nacional de Estrada. Depois de duas edições consecutivas no norte do país (Viana do Castelo em 2008 e Mirandela em 2009), eis que a escolha recaiu sobre a Ilha do Pico, nos Açores, premiando assim a tradicional Corrida dos Reis que habitualmente se realizada em Janeiro de cada ano.

Antes de saber o local da prova tinha a intenção de nela participar. Agora penso que será muito difícil conseguir participar, dada a distância a que a mesma se vai realizar e a logistica que implicaria a deslocação. De qualquer forma tenho excelentes referências à Corrida dos Reis, especialmente as que me chegam dos meus amigos d'Os Rompe Solas de Vila do Conde, os quais costumam fazer a prova e são grandes admiradores da forma calorosa como a organização recebe todos os participantes.

Quem deve estar contente com esta notícia é o Ricardo!

Monday, 16 November 2009

Treino pós-maratona

Depois de correr uma maratona cria-se em muitos de nós uma espécie de vazio. A dedicação a um grande objectivo, como é a preparação para a mítica prova, obriga-nos a um tal empenho físico e mental que pois de cumprida a prova essa "adrenalina" cai a pique. No ano passado senti coisas parecidas, que aqui partilhei com os leitores do blog.

A luta contra este estado de espírito é conseguida com o delinear de novos objectivos. É assim que comecei na passada semana uma nova fase nos meus treinos, na qual estou a dar uma especial atenção ao reforço muscular, complementando assim o treino de corrida. Para este efeito estou a ser orientado por um dos técnicos do ginásio que frequento, que se tem mostrado muito pró-activo em ajudar-me nesse sentido. Estou com alguma curiosidade para analisar os resultados deste trabalho.

Quanto a corridas, conto fazer ainda mais duas ou três provas até final do ano, sendo que duas estão perfeitamente definidas:
- 52ª. Volta a Paranhos, na qual vou tentar melhorar o meu record pessoal nos 10 Km.
- 16ª. S. Silvestre do Porto, na qual espero melhorar o resultado de 2008.

Bons treinos para todos!

Friday, 13 November 2009

A minha Maratona do Porto - Depois da prova

A sensação de atravessar a linha de meta de uma maratona é única. Aquele momento fugaz condensa imensa coisa. É o momento em que as privações da família, os sacrifícios de fazer alguns treinos para os quais não tínhamos vontade ou o sofrimento da própria prova fazem sentido. É difícil explicar o profundo significado daquele lapso de tempo a quem não está por dentro deste fenómeno, mas trata-se de algo intenso e único e que nos inunda de prazer e satisfação.
No meu caso, aquele instante significava ainda que tinha conseguido ultrapassar definitivamente e com sucesso a lesão do primeiro trimestre do ano e que tinha conseguido reconfirmar, ainda este ano, a minha condição de maratonista. Lembro-me bem das palavras que ouvi do fisioterapeuta durante os tratamentos que fiz sobre os erros cometidos por muita gente que se dedica tardiamente, com alguma intensidade, à corrida (como é o meu caso) e da sua afirmação de que, se eu fosse sensato, não deveria voltar a correr maratonas.
Provavelmente ele tem razão, mas o ser humano não se satisfaz com uma vivência permanentemente sensata. Quantas e quantas vezes é na insensatez que encontramos caminhos que nos completam.

Apesar de não ter alcançado o objectivo de correr abaixo de 3h30m por uma margem relativamente pequena, estava muito satisfeito pela prova. Depois de cortar a meta e de receber a minha medalha vejo o Fernando Andrade e o João Meixedo, sendo saudado por ambos com um fraterno abraço. Afinal eles tinham acabado de fazer excelentes provas e estavam satisfeitos com isso. Abraço também o João Fernandes (que grande prova que ele fez!!!) e sinto vontade de descansar.
Era o tempo de saciar a sensação de sede que tive muitas vezes durante a prova e que o medo de cometer excessos me tinha impedido de satisfazer. Bebi rapidamente duas garrafas de água e apanhei uma maça que comecei a comer. O meu cansaço era muito grande e sem pensar em mais nada cedo à tentação de me sentar nos bancos que estavam à nossa disposição. O espaço disponível era exíguo, pelo que não havia muitas alternativas: ou me sentava ou então entrava na fila de espera para as massagens ou então saia daquela área, ficando privado de ter acesso a água, por exemplo.

À medida que o tempo passava (comigo sentado), a sensação de mal estar aumentava. Recordo-me que saudar o Ricardo e o António pouco depois deles terem chegado, mas a verdade é que eu me estava a começar a sentir bastante mal. Já não conseguindo estar sentado, aproveito então os bancos corridos para me deitar esperando, com isso, que as coisas melhorassem. Infelizmente acontecia o contrário: à medida que o tempo passava eu ficava pior. As mãos pareciam estar ligadas a uma tomada eléctrica e a certa altura já tinha dificuldade em levantar-me. O meu estado chamou a atenção dos amigos que estavam por perto e em pouco tempo um atleta que se apresentou como médico abeirou-se de mim para me tentar ajudar. Apalpou-me o pulso para tentar saber se haveria algum probema cardiaco e pergunta-me se tinha feito alguns exames antes da prova. Respondo-lhe que sim (fiz prova de esforço há poucos meses) e tento manter o diálogo. Vendo que eu tinha o monitor cardiaco pergunta-me se andei muito tempo a correr à volta dos 180 bpm. Respondo-lhe que poucas vezes devo ter passado dos 150, mas a verdade é que o meu estado piorava e nesta fase já nem me conseguia aguentar de pé. Os musculos das pernas estavam em péssimo estado, com cãimbras dolorosas.

Perante este cenário, esse atleta pede para me levarem à tenda da Cruz Vermelha, para onde sou transportado de maca. Para além do mal estar geral, as dores dos musculos das pernas são cada vez mais fortes. Quem me tratou rapidamente chegou à conclusão de que seria necessário medicar-me. Ministram-me um injectável intramuscular para relaxar os musculos e algum tempo depois começo, efectivamente, a sentir algumas melhorias. Durante todo este tempo estou deitado numa maca e coberto para evitar o frio. Os meus amigos vão passando por mim para ver o meu estado e para me dar ânimo, embora tenha persentido neles algum choque pelo mau estado a que cheguei. Acreditem que eu próprio estava algo desapontado com esta reacção, mas não era possível controlar aquilo.

O meu estado não me permitia ter uma noção muito precisa do tempo. De qualquer forma devo ter estado na tenda da Cruz Vermelha durante uns 30 minutos. Foi o tempo suficiente para recuperar minimamente e para conseguir abandonar o local pelo meu próprio pé e regressar até casa. Fui advertido de que não deveria conduzir, pelo que foi um dos amigos que levou o meu carro até casa.

Esta reacção negativa superou largamente aquilo que me tinha acontecido em 2008. Nessa altura também tive um período pós-corrida em que me senti mal, mas não foi nada que se parecesse com aquilo que sucedeu agora. O que ditou, então, a diferença?
Não tenho conhecimentos suficientes para saber o que terá acontecido, mas admito que o problema tenha estado na deficiente alimentação ao longo de toda a prova. Fiz apenas uma toma de gel aos 30 Km e fui bebendo apenas pequenos tragos de água. No ano passado, em contrapartida, fiz três tomas de gel. Talvez esse facto me tenha levado a chegar a limites de esforço mais fortes do que seria desejável.
Para além disso, acredito que o facto de ter cedido à tentação de me sentar logo após a prova tenha causado o problema das cãimbras. Se tivesse caminhado por mais 5 ou 10 minutos talvez as coisas tivessem levado outro caminho. De qualquer forma a exiguidade do espaço não facilitava nada que se fizessem grandes caminhadas.

Enfim, foi um episódio desagradável, mas que, felizmente, não teve quaisquer consequências. Esta semana já treinei e as sensações que tive foram coincidentes com o estado de forma que sentia antes de correr a maratona. Até ao final do ano conto fazer a Volta a Paranhos e a S. Silvestre do Porto. Não sei se participarei ainda em mais provas, mas pelo menos estas estão garantidas. E claro, para o ano haverá, pelo menos, mais uma maratona!

Wednesday, 11 November 2009

A minha Maratona do Porto - A prova

Tal como escrevi nos últimos posts antes da prova, sabia-me em boa forma para atacar os 42 quilómetros. Apesar de ter feito uma preparação menos inensiva do que no ano anterior (ou talvez por isso mesmo), senti claramente o crescendo de forma e a melhoria do rendimento nas últimas semanas. Na verdade, se nos primeiros meses da preparação dei comigo, em muitos treinos, a sentir a corrida sair-me "pesada", no último mês, e muito especialmente depois da Meia Maratona de Ovar, as coisas mudaram completamente e senti-me a correr com uma naturalidade da qual, tenho de confessar, já sentia saudades.

Por outro lado, esta maratona, por já não ser a primeira, foi vivida com muito menos ansiedade. Sem perder nunca o respeito pela distância, consegui viver os últimos dias com bastante naturalidade e não me condicionar em praticamente nada pelo facto de ir correr uma maratona no dia 8 de Novembro. Talvez por isso mesmo, não estudei a prova com o mesmo cuidado com que o fiz no ano transacto, seja em termos de andamentos a impor, política de abastecimentos, etc. Deixei que essa parte acabasse por ser definida em cima do momento e um pouco em função das circunstâncias da própria prova. Vistas as coisas a esta distância, creio que o meu instinto funcionou bem no que respeita à gestão dos ritmos, mas falhou na parte respeitante aos abastecimentos, o que terá estado na origem do elevado preço que paguei no final.

Feito este intróito, que explica o meu estado de espírito tranquilo e relaxado à partida, vamos à prova propriamente dita. Entrei para a zona de partida já quando faltavam menos de cinco minutos para a largada, momento em que liguei o meu relógio (Garmin Forerunner 305). A primeira preocupação que tive foi precisamente com o relógio, pois, ao contrário do que é normal, este demorou uns bons 3 ou 4 minutos para encontrar o satélite, o que me fez chegar a temer iniciar a prova sem ter o GPS a funcionar. Imagino que a concentração de pedidos de acesso ao satélite naquele local tenha causado este atraso... Felizmente o GPS conseguiu ser activado poucos instantes antes da partida. Rodeado de amigos da blogosfera, ouvi o tiro e comecei a correr.

A corrida começa com a mais ingreme subida de todo o percurso, na Rua Júlio Dinis, um pequeno trecho que se faz bem, pois as forças ainda estão no máximo. Ao fim do primeiro quilómetro, em plena Rotunda da Boavista, controlo 4:57 e encontro o meu companheiro de 3/4 do percurso: o João Meixedo. Tínhamos objectivos idênticos e lá nos juntamos em amena cavaqueira. O objectivo era rolar a uma média por volta dos 4:45/km com o objectivo de não nos desgastarmos em demasia na primeira parte da prova.

Rapidamente percebemos que não ia ser fácil cumprir esse objectivo, pelo menos enquanto estivessemos a descer a Avenida da Boavista. Os quilómetros sucediam-se e os ritmos que variavam entre os 4:30 e os 4:40. Foi assim que completamos os primeiros 5 Km em 23:17, um ritmo bem agradável. Apesar de preocupados com as consequências futuras que esses ritmos nos poderiam causar, lá continuamos, tal era a facilidade com que a prova estava a decorrer. Com a chegada ao Castelo do Queijo e a corrida a instalar-se em piso plano e não inclinado, os ritmos baixaram naturalmente para aquilo que tinhamos previsto. Entre o 7º e o 10º quilómetro andamos sempre entre os 4:44 e os 4:54, para passar aos 10 Km em 47:04.

A partir daí, e já sem a malta da Family Race a confundir-nos os andamentos, seguimos, sempre a conversar sobre tudo e mais alguma coisa, a ritmos confortáveis que variavam entre os 4:40 e os 4:50. A certa altura, e já com mais de uma hora de prova até nos sentimos desconfiados com a facilidade com que tudo estava a acontecer. O tempo passava sem que dessemos por ele e a prova estava a ser muito fácil! Claro que dissemos isto em voz baixa, mas esse era o sentimento dessa fase. Os 15 Km foram atingidos com 1.11:07.

A légua seguinte incluia a passagem pelo túnel da Ribeira e o atravessamento da Ponte D. Luis, um momento particularmente agradável pela presença de público e, este ano, pela música da uma das bandas espalhadas pelo percurso. Curiosamente o público que nos apoiava era constituído na sua maioria por familiares de maratonistas espanhóis que, apesar disso, não regateavam apoio a todos, dando assim uma bela lição de desportivismo. O nosso ritmo mantinha-se, embora agora já com alguns quilómetros a serem corridos por volta dos 4:55. Já na zona da Afurada atingimos os 20Km com 1.35:15 e os 21Km com 1.40:15, o que apontará para a passagem à Meia Maratona com um tempo na ordem dos 1.40:45. Para os nossos objectivos era uma excelente passagem, pois dava uma boa margem para chegar à meta abaixo das 3h30m, um objectivo comum que cada um tentaria superar com a maior margem possível.

O regresso da Afurada fez-se em ritmos que oscilaram entre os 4:47 (25º Km) e os 5:02 (21º Km) numa fase em que nos mantínhamos confiantes e a correr com facilidade. Com isto alcançamos os 25 km de prova com 1.59:49. Ao longo de todo este tempo, o João Meixedo tinha já aproveitado as várias ofertas de bebidas isotónicas e de fruta que a organização disponibilizada aos atletas. Eu, com medo de reacções adversas, apenas ia bebendo alguma água e mesmo assim muito pouco. Este meu receio tinha duas razões de ser bem fortes. Por um lado, o medo de uma perturbação intestinal como a que me aconteceu no ano passado em que tive de parar para satisfazer uma necessidade em pleno jardim público. Nessa altura atribui isso ao facto de ter feito três tomas de gel ao longo da prova. Por outro lado, também não me esqueci do que me aconteceu no final da Meia Maratona Sport Zone, em que tive de parar para vomitar a escassos metros da meta, o que atribuo ao facto de ter bebido demasiada água na parte final da prova. Ora, com medo da repetição de ambas as situações, e porque não treinei devidamente os abastecimentos, acabei por beber pouca água e apenas fazer uma toma de gel aos 30 Km.

O percurso mais desagradável de toda a prova é aquele que nos leva desde a Ponte D. Luis ao Freixo. Não só pela menor exuberância da paisagem, mas principalmente pelo facto de nos afastarmos da meta numa fase em que o que mais queremos é começar a ver o fim da prova. Apesar disso, lá seguimos na mesma toada, sempre com ritmos que oscilaram entre os 4:49 e os 5:05 (26º Km). Nesta fase da corrida a conversa é muito menos frequente. O cansaço começa a aparecer e a disponibilidade para falar é menor. De qualquer forma, o moral ainda era bastante elevado. Os 30 Km foram alcançados com 2.24:20 e já estavamos virados para a meta, pensamento que nos deixa sempre mais animados.

A partir daqui e até ao final, só consegui fazer um quilómetro abaixo de 5:00 - o Km 33 - rodando sempre acima desse ritmo. Entre o 31º e o 34º o ritmo esteve abaixo de 5:10, mas o quilómetro 35 já foi corrido em 5:19. Foi nesta fase que perdi a companhia do João Meixedo que, percebendo que eu estava a entrar em dificuldades e sentindo-se forte, avançou com a sua própria prova. Estavamos por volta do Km 32. Nesse preciso momento percebi que um outro atleta que nos seguia se deixou ficar junto a mim e acabaria por ser a minha companhia permanente quase até ao final. Não sei o nome dele nem sequer trocamos nenhuma palavra. Por várias vezes que nos olhamos e creio que sentiamos bastante a companhia um do outro, tal a comunhão de corrida que se instalou entre nós. Os 35 Km foram alcançados com 2.49:50. Nessa fase, para além de sentir as pernas pesadas, sentia o peso e algum incómodo por ter as sapatilhas molhadas.

Juntamente com o meu novo parceiro seguimos sempre a um ritmo estável que oscilou entre os 5:17 e os 5:28 entre os 36 e os 39 quilómetros. Ao chegar aí fase sinto nova quebra e já nem a esse ritmo consigo seguir. O Castelo do Queijo estava perto e a certeza de que a prova iria acabar dentro de instantes era evidente, mas não dava mesmo. Foi aí que ele que perdi a minha segunda companhia da prova com grande pena. Eu bem gostava de conseguir segui-lo, mas não tinha condições para tal. O 40º km que atingi com 3.16:57 de corrida foi percorrido em 5:34. Nesta altura sabia que o GPS andava desfazado com as placas da organização em cerca de 400 metros, pelo que já dificilmente terminaria abaixo de 3h30m. A diferença não seria muita, mas já não seria possível.

Depois de virar em Matosinhos, e sempre com grande sacrifício dirijo-me à Avenida da Boavista para fazer a subida até ao local onde está instalada a fonte da glória dos maratonistas. O ritmo era o possível. O 41º Km foi feito em 5:46 e os 42º foi em 6:05! Apesar das dificuldades por que passava tinha a noção de dever cumprido, pois estava prestes a completar a segunda maratona da minha vida e iria melhorar o meu record pessoal na distância. Dobro a curva que dá acesso à meta e vejo o relógio da organização na casa das 3h32m. Seria esse o meu tempo final.


Finalizo com um agradecimento especial ao João Meixedo pela excelente companhia durante 3/4 da prova. Tive muita pena de não o ter conseguido acompanhar, mas ficará para uma outra ocasião. Agradeço também a todos os amigos que antes, durante e depois da prova me apoiaram e incentivaram para ter conseguido alcançar este objectivo.


Números finais do Garmin:
Tempo: 3h32m28s
Distância: 42,60 Km
Ritmo médio: 4:59/Km
Calorias: 3.587
Pulsação média: 145 bpm

Tuesday, 10 November 2009

A minha Maratona do Porto - Antes da prova

A maratona é uma prova especial. A Maratona do Porto, sendo a que mais se tem desenvolvido em Portugal e que mostra mais ambição, faz-nos sentir, em muitos pormenores, personagens principais desse filme de eleição.
A Expomaratona deste ano foi um espaço que evoluiu em relação ao ano anterior, com mais alguns stands, ajudando assim a criar um espaço de convívio onde os atletas, para além de levantar os seus dorsais, aproveitam para encontrar amigos e conviver um pouco.

Sendo dos que levantaram o dorsal à hora do almoço de sábado, acabei ainda por ser surpreendido pela presença de uma banda filarmónica que animou o espaço com uma sonoridade que ajudou ainda mais ao espírito festivo que todos respirávamos.

Já com o dorsal na mão (este ano calhou-me o 657) fui almoçar com os amigos Meixedo e Velhote. Nestas coisas o convívio é sempre o mais importante e, no fundo, aquilo que fica. De qualquer forma, reconheço que a RunPorto poderá conseguir que a equipa de catering melhore alguns pormenores quanto ao almoço propriamente dito.

Este ano dispensei a visita ao stand dos psicólogos que, segundo me pareceu, estava com pouca "clientela", ao contrário das massagens, que praticamente não tinham descanso. Quem também estava animado era o Vitor Dias que aproveitou o evento para fazer a apresentação do seu livro, uma extensão do blog Correr por Prazer, iniciativa de grande mérito e que merece ser devidamente saudada.
Depois da visita à Expo, onde ainda encontrei o Joaquim Adelino, o Fernando Andrade e o António Almeida, aproveitei para desfrutar um pouco dos belos jardins dos Palácio de Cristal e para uma visita à Biblioteca Almeida Gerrett com a minha filha. Foram momentos bem agradáveis.

O dia da prova começou cedo, tendo-me levantado às 5.30h para o pequeno almoço. Como estava a sentir-me atacado por um princípio de constipação, tomei um chá bem quente regado com imenso mel, acompanhado por torradas com geleia de morango. Este não é o meu pequeno almoço habitual, mas penso que talvez não seja uma má ideia para os dias de prova, em que os alimentos ricos em hidratos e calorias são necessários.
Depois do pequeno almoço, fiz um ligeiro compasso de espera antes de sair de casa para o ponto de encontro no qual estava previsto juntar-me à comitiva de vilacondenses presente na prova: o João Fernandes, as campeãs Ester Alves (ciclista) e o seu companheiro, a Janine Coelho (remadora) e o estreante Sousa. Eram quase 7.30h quando saimos em direcção ao Porto, estacionando bem perto da meta. Feitos os preparativos, lá apanhamos o autocarro em direcção à zona de meta.

O movimento já era bastante e foi altura de encontrar mais amigos. O Baltazar Sousa foi um dos primeiros que encontramos. Sabia-o menos confiante do que em anos anteriores, mas só a posteriori vim a saber dos problemas que passou na noite da prova por uma questão de dentes, aspecto que, certamente, nada o ajudou.

Conheci pessoalmente o José Bastos, que andava por lá juntamente com o Joaquim Adelino.

Mais uma volta pela multidão e eis que dou com o Rui Pena, devidamente equipado com a singlet da edição da Maratona de 2008, mostrando orgulhosamente o seu "troféu" de Maratonista feito há um ano neste mesmo cenário.

Um pouco mais adiante encontro grande parte dos Cyberunners (António Almeida, Luis Mota, Ana Pereira).

Com alegria vejo o Ricardo, que vindo dos Açores, repetiu a prova em que se tornara Maratonista em 2007. Mais umas fotos e as 09.00h estavam a aproximar-se.

Era tempo de entregar o saco com o fato de treino e preparar-me para começar a prova. Aquecimento? Com 42 Km pela frente convenci-me de que teria muito tempo para aquecer. Aliás, demais até, como adiante se verá!

Sunday, 8 November 2009

6ª Maratona do Porto


Conclui esta tarde a segunda maratona da minha vida. Foi um objectivo alcançado com grande sofrimento mas que valeu a pena. Fui o 413º atleta a cortar a meta e fiz o tempo de 3h32m50s (tempo líquido de 3h32m24s).

Nos próximos dias, com mais tempo, darei todos os pormenores da minha participação.

Friday, 6 November 2009

Maratona do Porto - Balanço da preparação e expectativas


Fiz hoje o último treino incluído no plano de preparação para a 6ª. Maratona do Porto que irá realizar-se no próximo domingo. Foram 30 minutos corridos a um ritmo muito baixo e que mais não visaram senão manter uma certa actividade numa semana que já foi de "descompressão".

Desde o início de Julho, quando "decretei" oficialmente aberta a preparação para a Maratona do Porto fiz quase 70 treinos (incluíndo duas provas) num total de 890 Km de corrida. Pelo meio houve duas semanas em que praticamente não corri (primeira quinzena de Agosto). Este facto demonstra que fiz uma preparação relativamente cautelosa, não tendo abusado em cargas demasiado elevadas como tinha feito, por exemplo, no ano passado.

Neste momento sinto-me razoavelmente bem preparado face às minhas capacidades potenciais e às circunstâncias em que estive envolvido este ano, nomeadamente em termos físicos. Os treinos longos que fiz e que me correram bem e as boas sensações que tive na Meia Maratona SportZone deixam-me com algum optimismo para a prova.

Por isso mesmo, irei lançar a corrida em ritmos que me permitam conseguir um tempo abaixo das 3h30m (correndo a uma média de 4:50/5:00 por Km), gerindo a energia conforme me for sentido. Creio que, neste aspecto, a experiência do ano anterior poderá ajudar alguma coisa, pois o pós-30 Km já não será totalmente desconhecido como era quando corri a minha primeira maratona.

Neste momento a maior preocupação que tenho é com o tempo, pois a perspectiva de existência de vento é algo perturbadora, já que o percurso na zona marginal e ribeirinha exponencia os efeitos negativos para os atletas. Quanto ao resto nada há a temer, pois o que deveria ter sido feito já o foi, restando apenas esperar pelos resultados.

Para finalizar deixo uma palavra de incentivo aos meus amigos que também alinharão na prova, sem me esquecer que lhes devo um agradecimento pelo apoio que me têm dado, especialmente na fase mais complicada por que passei.

Thursday, 5 November 2009

Previsão do tempo

De acordo com as previsões do tempo divulgadas, a Maratona do Porto de 2009 será corrida à chuva e com algum vento à mistura.

Quanto à chuva, e uma vez que se prevê apenas "chuva fraca", não me parece que seja grande problema. Já quanto ao vento não posso dizer a mesma coisa, pois o facto de a corrida ser realizada num percurso muito desabrigado poderá criar-nos grandes dificuldades. Pior ainda é o facto de se prever vento de noroeste, o que significa que todo o percurso de regresso do Freixo até à Rotunda da Anémona em Matosinhos (Km 30 até ao Km 40) será corrido a enfrentar o vento de frente o que, digamos assim, não acontece na melhor altura...

Digamos que estas não são as melhores notícias que poderíamos ter, mas como são apenas previsões, o melhor é aguardar pelo dia para ver o que acontece na realidade.

Monday, 2 November 2009

Balanço do 4º mês


No fim de semana que passou terminou mais um mês da preparação para a Maratona do Porto e, para além disso, estamos a escassos 5 dias e umas horas da prova. É, pois, uma boa altura para mais um balanço mensal, desta vez deixando algumas ideias sobre toda a preparação.

O mês de Outubro correu bem. Em termos de carga de treino andei na média daquilo que tenho feito nesta "campanha", com quase de 230 Km. Este foi, ainda, o mês em que regressei à competição e a correr Meias Maratonas, precisamente um ano depois da última que tinha feito. Foram duas e os resultados foram agradáveis, tendo inclusivé conseguido estabelecer um novo máximo pessoal na distância, na prova da SportZone.

Em termos físicos sinto-me bastente bem, sensação que se vem tornando mais evidente nas últimas semanas, seja na forma como consegui correr na Meia Maratona SportZone, seja na reacção a alguns treinos mais "puxados" que fiz depois disso. Não sei o que isso quererá dizer quando estiver a correr na prova e, principalmente, quando já tiver 30 Km nas pernas, mas acho que mau não deve ser!

Vejamos, então, os habituais números que resumem o mês de Outubro:

- Nº. de treinos (incluindo provas): 17
- Nº. de dias de descanso: 14
- Nº. de Km percorridos: 228,5 Km
- Nº. de treinos longos (acima de 20 Km): 3 (inclui 2 meias maratonas)
- Tempo de corrida: 18h 11m 10s
- Tempo médio por Km: 4m 47s
- Treino mais longo: 25,25 Km
- Treino mais curto: 8,1 Km

Olhando para o tempo decorrido desde 1 de Julho, quando dei início à "campanha" Maratona do Porto, a primeira constatação é de que esta preparação foi bastante mais suave do que aquela que fiz há um ano atrás. Em mais tempo acabei por correr menos quilómetros, seja pelas duas semanas em que estive parado em Agosto, seja pela menor cadência semanal de treinos.
Por outro lado, constato que não fiz um treino tão aturado de séries. Nas curtas não consegui andar tão rápido quanto no ano passado e as longas foram bem menos do que então. Ao invés, acabei por fazer mais treinos longos e que me sairam melhor do que no ano anterior.

No ano que ficará marcado pela pubalgia creio que não daria para muito mais do que isto. Veremos agora o que se vai conseguir fazer no domingo!

Friday, 23 October 2009

A 15 dias da Maratona

Estamos hoje a 15 dias da Maratona do Porto. Apesar de já não ser a primeira vez que irei enfrentar a distância, não nego a existência de alguma ansiedade com o aproximar do grande dia.

Olhando para a forma como me sinto e para os resultados alcançados nas Meias Maratonas de Ovar e SportZone, sinto algumas razões para acreditar que conseguirei um resultado em linha com o de 2008 ou, talvez, ligeiramente melhor. De qualquer forma numa prova com as características da Maratona nada se pode prometer...

Hoje fiz uma sessão de séries: 10 vezes 1 minuto à média de 3:15/Km com um intervalo de um minuto a 7:30/Km. Senti-me bastante bem, embora tivesse feito as últimas repetições com algum esforço.

Na próxima semana estarei ausente, em férias, mas conto treinar todos os dias. Será uma semana em que começarei a desacelerar no ritmo dos treinos para depois entrar na última semana e fazer o chamado "Descanso activo"!

Tuesday, 20 October 2009

II Meeting Blogger

Embora ainda não tenha fotos para mostrar, importa fazer um primeiro balanço do II Meeting Blogger que decorreu no passado domingo associado à Meia Maratona SportZone. Tendo estado com o meu amigo João Meixedo na equipa que o organizou, a sensação que ficamos é a de dever cumprido!

Uma das coisas que não correu como tínhamos previsto foi a falta de um stand na Expomaratona. Apesar de prometido, a verdade é que a exiguidade do espaço levou a que não fosse possível arranjar uma "banca" para nós. Mesmo assim, lá estivemos para receber os nossos convidados (este majestático "estivemos" refere-se apenas ao João, pois eu praticamente não puz lá os pés fruto de circunstâncias várias e que já estavam previstas há muito tempo). Tanto quanto sei, não houve problemas e todos os dorsais foram levantados sem incidentes a registar.

No grande dia tudo correu como tínhamos planeado, com a excepção da travessia do Douro de barco, que acabou por ser substituída pela viagem de automóvel fruto do atraso que fomos acumulando.

Antes da prova juntamo-nos para uma breve foto em frente a casa do João, na qual exibimos com orgulho as nossas T. Shirts!

Depois da prova, e logo que conseguimos juntar toda a comitiva, fomos ao retemperador banho, tendo para o efeito utilizado as magníficas instalações do WellDomus, um dos mais selectos ginásios da cidade do Porto. Que bem que soube aquele banho!

A parte melhor do evento veio logo a seguir, com o almoço que juntou os seguintes blogues (num total de cerca de 40 pessoas):
- Maratonista
- Leões de Kantaoui
- Maria sem frio nem casa
- Para que não para
- Espraiar
- Cidadão de corrida
- Palavras de corredor
- Tomar a corrida
- Borboletas e malmequeres
- 42195
- Doces desportivos
- Pernas para que te quero
- Correr por prazer
- Entroncamento runners
- Maratonazinha
- Treinos Vadios
- Vou de bicla
- Correr em Sprint *

* Presença apenas na prova, tendo faltado ao almoço

Num restaurante que tinha uma excelente vista sobre a zona da foz do Douro, no Porto, o almoço foi muito agradável, tendo permitido algum convívio entre todos os participantes. Muitos de nós mantemos grandes "conversas" nas caixas de comentários ou encontramo-nos algumas vezes em provas. No entanto, trata-se quase sempre de um contacto muito fugaz e que não dá tempo para o convívio e a troca de ideias sobre a nossa paixão comum pelas corridas e pelo atletismo. Foi isso que aconteceu e que sentimos ter agradado a todos.

Antes de terminar houve ainda tempo para o nosso amigo Vitor Dias, do Correr por prazer dar a conhecer a edição do seu livro com o mesmo título, que terá lançamento mundial no dia 7 de Novembro, durante a ExpoMaratona.

A todos os que estiveram presentes deixo um sincero obrigado, pois deram-nos a possibilidade de termos um dia especial e que ficará na nossa memória por muito tempo. Mais, tratou-se de um momento que deixou em todos a vontade de repetir, pelo que já todos esperamos pela III Meeting Blogger.

Eu e a Meia Maratona SportZone

Na terceira edição da Meia Maratona SporZone completei a minha terceira participação na prova, sendo, portanto, totalista. Os resultados que consegui foram os seguintes:

Edição de 2007 - 1h51:01 - 581º classificado entre 824 atletas
Edição de 2008 - 1h40:05 - 393º classificado entre 1.151 atletas
Edição de 2009 - 1h34:43 - 438º classificado entre 1.448 atletas

Em 2010, se não houver precalços de maior, conto estar novamente na linha de partida desta bela prova!

Monday, 19 October 2009

3ª Meia Maratona SportZone

Decorreu ontem a terceira edição da Meia Maratona SportZone. Como previsto no plano de preparaçao para a Maratona do Porto, alinhei à partida com um objectivo bem claro: dar o máximo possível!

A prova, com o melhor cabeça de cartaz que se poderia pedir, o Grande Haile Gebrselasie, o recordista mundial da maratona e o verdadeiro Senhor das estradas, contou com a habitual eficiência organizativa da equipa da RunPorto e juntou um elevado número de participantes, batendo o record de atletas chegados à meta.

Nesta edição da prova, e porque a ela estava associado o II Meeting Blogger, corri pela equipa dos Cyber Runners acompanhado por um excelente grupo de amigos. Talvez por isso, deixei-me estar junto deles e não tive a menor preocupação em conseguir partir à frente. Quase no final do pelotão que alinhou para correr os 21 Km, acabei por correr o primeiro quilómetro em ritmo baixo. Mesmo assim fiz 4:40 o que foi muito bom tendo em conta as curvas que tive de fazer para ultrapassar muitos atletas.

Depois do primeiro quilómetro o percurso já começava a estar mais "transitável", o que me permitiu ir colocando em marcha o meu ritmo. De acordo com os meus planos, o objectivo era ir rolando de forma estabilizada à volta dos 4:20/km. Foi assim que atingi a primeira légua com o tempo de 22:03 com bastante conforto. Animado e sempre a ultrapassar vários atletas segui sem problemas até à viragem na Afurada, empolgado pelo apoio popular e copm a sensação de estar a fazer uma boa prova. O regresso da Afurada e a longa "caminhada" até ao Freixo não foram nada agradáveis, pois corria um vento não muito intenso, mas que limitava a corrida. Ainda assim consegui manter o ritmo, passando aos 10 Km em 43:45 (segundos 5 Km em 21:42). O ritmo estava estabilizado e as sensações eram boas. Sentia-me com força e a corrida saia fácil.

Animado e com a campanhia de mais dois atletas seguimos até ao Freixo em ambiente de entreajuda no ataque ao vento. Ora avançava um deles para a frente e eu na rectaguarda, aproveitando para me resguardar do vento, ora trocavamos de posições. Foi uma excelente ajuda a destes companheiros que, infelizmente, acabei por perder por volta dos 18/19 km (eles tiveram mais força do que eu na parte final).

Com a viragem no Freixo e a sensação de estar a correr em direcção à meta, ainda para mais com o vento pelas costas, o ânimo ainda aumentou mais. A passagem aos 15 Km foi efectuada com 1h06:10 (terceiros 5 Km em 22:35) o que, aliado às boas sensações, me dava a certeza de que iria bater o meu record pessoal à Meia Maratona. Para isso bastava aguentar sem grandes oscilações de ritmo.

Com o pensamento na meta as coisas corriam bem e lá fui continuando na mesma toada. Nesta fase já praticamente não há ultrapassagens, pelo que vamos seguindo um ou outro atleta como referência da estabilidade do nosso andamento. Era assim com um atleta do Porto Runners, que segui uns bons quilómetros que acabei por alcançar a cerca de 3 Km da meta, vindo a constatar tratar-se do Pedro Couto Viana, um bom amigo que aderiu recentemente ao melhor clube de maratonistas de Portugal.

Andei assim até aos 20 Km, que alcancei com 1h28:23 (quartos 5 Km em 22:13), uma marca que me mantinha claramente dentro do tempo de record. Nesta fase não havia forças para disparar, mas havia reservas suficientes para manter o ritmo. Foi isso que fiz, correndo o 21º quilómetro em 4:27, atingindo os 21 Km de prova com 1h32:50. Nesse momento estava a passar debaixo do primeiro pórtico da zona de meta, com a visão aberta para os 230 metros que ainda faltavam para cortar a linha de chegada.

Neste momento, que poderia pensar-se ser o mais fácil, tudo se desmoronou. Sentindo o forte desarranjo estomacal, sinto um profundo mal estar e sou forçado a parar para vomitar. A meta estava à frente dos meus olhos, mas a única coisa que eu conseguia fazer era dobrar-me e ajoelhar-me no chão para vomitar. Horrível!

Vistas as coisas a esta distância, julgo que o erro terá sido a ingestão de alguma água na fase final da prova, pois foi mesmo isso que vomitei. Com isto, arrastei-me literalmente nos últimos 230 metros de prova, os quais foram cumpridos em 2 minutos!

Apesar deste precalço na fase final, acabei com o tempo líquido 1h34:43, marca que passa a constituir o meu record pessoal à Meia Maratona. Sinto-me bastante satisfeito pela prova, pois tive muito boas sensações ao longo de todo o percurso, o que me anima bastante para a Maratona do Porto que vai correr-se dentro de 3 semanas.

Tuesday, 6 October 2009

Meia Maratona de Ovar - Os amigos


Ir a Ovar é ter a certeza de encontrar muitos amigos. Os primeiros que encontrei foram aqueles que levei de Vila do Conde, o Baltazar Sousa, que ultima a sua preparação para a Maratona do Porto e teve um bom desempenho, bem como a Aurora Cunha e o João Fernandes. A simpatia e o conhecimento profundo do atletismo da Aurora é garantia de uma viagem bem passada e o João Fernandes, que no dia anterior tinha participado numa dura prova de BTT também foi uma excelente companhia (de viagem e de prova).
Os primeiros a cruzar-se comigo foram a dupla Meixedo/Velhote, com quem acabamos por tirar uma fotografia.

Para além das estrelas que por lá andavam, acabei por ver o Brito e a Otília no aperto da partida (infelizmente não tivemos oportunidade de conversar) e já no final conviver um pouco com a família Mota e o Rui Pena.

Meia Maratona de Ovar - A minha prova

A última Meia Maratona que corri antes da presença em Ovar tinha sido precisamente a Meia Maratona de Ovar de 2008, pelo que passou exactamente um ano sem que tenha tido qualquer experiência nesta distância.
Depois de ter corrido 5 meias maratonas em 2008 a escassez de provas desta distância no presente ano é um bom indicador do ano atribulado por que estou a passar em termos de corridas!
Apesar de tudo isso, estava razoavelmente optimista à partida, embora tivesse tido um período de grande ocupação nos dias anteriores, não tendo corrido desde quarta-feira (4 dias sem correr nesta fase da preparação não é nada positivo, mas teve de ser).
Cheguei a Ovar com cerca de uma hora de antecedência, tempo que serviu para recolher os dorsais e preparar-me para a prova. A intenção de partir o mais à frente possível estava na minha mente, pois recordo-me bem das dificuldades que senti na ano passado em fazer os primeiros 2 Km.
Consegui sair razoavelmente bem e lancei a prova num ritmo ligeiramente abaixo dos 4:30/Km. Os primeiro foi corrido em 4:31 e o segundo em 4:21. Foi assim que percorri as ruas do centro de Ovar para concluir a primeira légua em 21:46. Senti-me bem, pelo que fui continuando numa toada semelhante. A saída em direcção ao pinhal que nos leva ao Furadouro é algo difícil, pois tem uma recta longa e que sobe um pouco. Esse Km foi percorrido em 4:47, pelo que passei aos 10 Km em 44:29. Ainda levava algum tempo abaixo da média de 4:30, pelo que estava razoavelmente animado. Sensivelmente por essa altura vejo chegar-se até mim o meu amigo João Fernandes, que tinha feito a primeira fase de prova numa passada mais cautelosa, mas que me acompanhou sensivelmente até aos 15 Km (passagem em 1,07:29). Nesta fase o ritmo estava a baixar um pouco, ficando-se entre os 4:30 e os 4:40/Km, o que apesar de tudo não era nada mau. Estavamos na passagem pelo Furadouro, momento que sendo galvanizador face ao apoio do público, custou um pouco face a algum vento que se fazia sentir.
A partir daqui o João Fernandes deixou-me e lá segui com a intenção de manter o ritmo. Infelizmente não consegui e acabei por rolar já na casa dos 4:45 até aos 19 Km. Nessa altura já me sentia muito desgastado, não da parte respiratória, que estava bem, mas sim da parte muscular. Sem conseguir reagir, deixei-me levar até à meta no ritmo possível, tendo feitos os dois últimos Km em 5:02 e 5:14, o que mostra bem o meu cansaço.
Acabei a prova com o registo oficial de 1,37:36, tempo que me coloca em 768º da geral (1.665 classificados) e em 109º do escalão Veteranos I (212 classificados).

Ainda não foi desta que consegui bater o meu record pessoal, o que não me deixa particularmente desagradado. Pior do que isso foi a sensação de falta de força no final, que mostra que ainda terei de tentar melhorar para conseguir fazer a Maratona do Porto, pelo menos, ao nível do que fiz em 2008.

Meia Maratona de Ovar - O ambiente


Ir correr a Ovar é diferente de ir correr a outros locais. Logo que se chega à cidade e se percorrem as ruas centrais do burgo percebe-se um ambiente diferente. O corropio de gente desde as primeiras horas da manhã pelas ruas estreitas a levantar os dorsais, a saudar colegas e amigos, e conversar, todos equipados é algo que nos motiva logo. Depois sente-se alguma simbiose com a população local, que nos recebe muito bem e não com a indiferença que tantas vezes sentimos noutros locais.
Creio que o facto de se tratar de uma organização amadora, que mais do que envolver grande patrocinadores consegue o apoio da indústria e comercio local ajuda a que assim seja. Neste caso fico com a sensação de que, uma vez que todos ajudam a pagar um bocadinho da prova, lá acabam por se envolver nela a ajudar a que tudo corra pelo melhor.

Por outro lado, o percurso consegue ter alguns locais onde se aglomeram muitas pessoas que incentivam a apoiam os atletas. Isso acontece especialmente no centro da cidade, nos primeiros 5 Km e no final, mas também na passagem pela praia do Furadouro, numa altura em que os 15 Km de prova já pesam e em que este apoio sabe muito bem.

Esta noção que me parece partilhada pela genaralidade do pelotão faz com que, num fim de semana em que havia a Meia Maratona de Portugal (que até teve transmissão televisiva em directo!), a prova não se tenha ressentido a conseguiu atrair um número idêntico de participantes face ao ano transacto, quando não havia tão forte concorrência.

Friday, 2 October 2009

Meia Maratona de Ovar


No ano passado fui correr, pela primeira vez, a Meia Maratona de Ovar. Lembro-me perfeitamente da prova, já que a fiz com imenso prazer, acompanhado em metade do percurso por uma pessoa amiga e que muito admiro (O prof. Fernando Marinho, um homem recto e, acima de tudo, um grande amante do desporto) e em que senti uma grande mística e comunhão entre atletas e público, coisa que é relativamente raro acontecer na maior parte das provas.

Este ano irei participar em circunstâncias idênticas, já que a prova integra o meu plano de preparação para a Maratona do Porto. Atendendo ao que a organização divulgou, é de esperar uma prova muito interessante, pois já estão inscritos cerca de 1.800 atletas, um número excelente face à coincidência de datas com a Meia Maratona de Portugal, que se corre no dia anterior em Lisboa.

Para além de fazer mais um treino longo para a Maratona do Porto, espero, ao correr a primeira meia maratona do ano, conseguir melhorar o meu record pessoal na distância. Em princípio trata-se de um objectivo perfeitamente alcançável, embora talvez ainda não seja possível baixar da barreira dos 90 minutos.

A consulta à lista de inscritos já serviu para ver que irei, certamente, encontrar muitos amigos da blogosfera e não só. Também isso será motivo para que me sinta ainda mais satisfeito por lá estar!

Haile Gebreselassie no Porto


Foi hoje apresentada publicamente a edição de 2009 da Meia Maratona Sport Zone. Esta será a 3ª edição da prova organizada pela RunPorto e prevê-se que venha a ser uma das melhores jamais disputadas em Portugal, face à valia dos inscritos.

Sem necessidade de referir mais ninguém, para mim já seria suficiente a presença do recordista mundial da maratona, o "grande" Haile Gebrselassie. A presença deste etíope, que para além das fantásticas performances desportivas se afirma como um verdadeiro "Senhor" do atletismo, torna esta prova em algo imperdível para quem aprecia este desporto.

Será que o Haile lê os nossos blogs e também estará interessado em participar no II Meeting Blogger? Por nós está desde já convidado!

Wednesday, 30 September 2009

Balanço do 3º mês


Acaba hoje o terceiro mês da minha preparação para a Maratona do Porto.
Este foi um mês em que, de um modo geral, me senti bem e em que consegui treinar sem grandes limitações físicas (a excepção foi a constipação). O meu principal receio, que é a possibilidade de sentir alguma "recaída" da pubalgia, não se concretizou. Com isso tenho vindo a ganhar alguma confiança, embora tenha de reconhecer que ainda não me sinto completamente liberto desse "fantasma".

Face à preparação que tenho conseguido fazer, diria que estou numa forma próxima daquela em que me sentia há um ano atrás. A minha reacção nos treinos, nomeadamente nos longos, faz-me acreditar que, se a prova fosse hoje, talvez fosse capaz de conseguir um tempo idêntico ao de 2008, mas não acredito que conseguisse melhorar. De qualquer forma ainda faltam mais de 5 semanas, pelo que as coisas ainda podem evoluir. Por isso mesmo o importante é continuar a treinar e só mais em cima do dia da prova serei capaz de formular um prognóstico mais concreto.

Como habitualmente, aqui ficam alguns números que resumem este mês de treinos:

- Nº. de treinos: 18
- Nº. de dias de descanso: 12
- Nº. de Km percorridos: 239,1 Km
- Nº. de treinos longos: 3
- Tempo de corrida: 19h 07m 50s
- Tempo médio por Km: 4m 48s
- Treino mais longo: 30 Km (duas vezes)
- Treino mais curto: 8,2 Km

Entretanto aguardo com alguma curiosidade pela participação na Meia Maratona de Ovar, no dia 5 de Outubro. Será a primeira Meia Maratona que irei correr no ano 2009 e um bom teste para testar a minha reacção em competição.

Friday, 25 September 2009

A força de vontade


Não sei se por culpa da constipação e do congestionamento das vias aéreas que esta origina ou se por qualquer outra razão, a verdade é que os treinos desta semana têm sido feitos com muito esforço. Quando tinha planeado fazer 10 repetições de 1 minuto senti-me de tal forma cansado que me fiquei pelas 5 (metade). Quando tinha decidido fazer um fartleck com um período de 30 minutos rápidos (à média de 4:15/Km), não conseguir ir além dos 20 minutos após os quais tive de reduzir um pouco o ritmo.

A tudo isto há que acrescentar a enorme "ginástica" que, nesta fase, tenho de fazer para conseguir tempo para treinar. As solicitações e os compromissos são inúmeros e tudo são boas razões para não correr. Apesar disso, tenho conseguido resistir e manter a média de 5 treinos por semana.

A minha curta experiência de maratonista tem-me mostrado que a nossa focalização no grande objectivo é fundamental e, uma vez existindo, permite que consigamos ultrapassar as dificuldades e os momentos em que nos parece não estarmos a alcançar o rendimento desejado.

É por isso que ser Maratonista tende menos a ser uma condição atlética e mais a ser uma forma de estar na vida.

Monday, 21 September 2009

Constipação

Ontem era dia de treino longo. O plano dizia-me que deveria correr 30 Km. Para cumprir esse objectivo tinha desenhado um percurso entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim de acordo com o qual faria os primeiros 2/3 em estrada bastante plana e deixaria para os últimos 10 Km a parte pior, com muito paralelo e rampas longas e ingremes.

Quando me deitei na noite de sábado já sentia uma ardência na garganta, sintoma de uma arreliadora constipação que parece estar a atacar todos lá em casa. Infelizmente quando acordei confirmei isso mesmo, pois a garganta estava ligeiramente pior.

"Animado" por este estado de coisas lá me equipei e às 08.30h fiz-me à estrada. O dia estava muito bonito, com um sol radioso a iluminar o céu. Com o João Ferreira lesionado, fiz o treino sozinho.

O andamento de corrida foi sempre muito estável até aos 22 Km. Rolei sem dificuldades a um ritmo entre os 4:45/Km e os 4:55/Km, com a pulsação sempre abaixo dos 150/Min. Nesta fase, e porque costumo ter dificuldades em assimilar bebidas isotónicas e afins, aproveitei para testar a toma de gel energético, o que fiz aos 17,5 Km, altura em que bebi meia garrafa de água (das de 33 cl). Correu bem e não senti nenhum desarranjo estomacal ou intestinal.

Com o treino a correr lindamente, sem sentir problemas devido à constipação, e com a sensação de força nas pernas, ataquei a parte final, que incluia várias subidas bem inclinadas, a primeira das quais com cerca de 1 Km. Nessa fase o ritmo baixou um pouco, mas senti-me muito satisfeito com a forma como consegui reagir.

Esse sobe e desce fez com que os últimos 10 Km fossem corridos em cerca de 50:30 para acabar o treino com 2h28m. Para dar por findo o meu melhor treino longo de sempre aproveitei a maré baixa da Praia da Senhora da Guia para um retemperador banho que me soube muito bem (nessa altura já nem me lembrava da constipação).

E já só faltam 47 dias para a Maratona do Porto!

Thursday, 10 September 2009

Calendário competitivo

Por razões conhecidas, este tem sido um ano de muito poucas provas. No primeiro semestre a média foi de uma por mês e no segundo apenas tenho previsto fazer uma prova na primeira metade e, mesmo essa, nem sequer tem carácter competitivo!

De qualquer forma, deixo-vos a indicação das provas que penso vir a correr até à Maratona do Porto:

13/09/2009 - Prova-Convívio d'«Os Rompe Solas» - Vila do Conde - 5 Km (antes da prova farei um treino de 20 Km)

05/10/2009 - Meia Maratona de Ovar - Ovar - 21,097 Km

18/10/2009 - Meia Maratona Sport Zone - Porto - 21,097 Km

Friday, 4 September 2009

II Meeting Blogger

novidades quanto ao nosso II Meeting blogger. Passem pelo Corridas & Patuscadas e "deliciem-se" com as informações que lá colocamos!

Tuesday, 1 September 2009

Balanço do 2º mês


Acabou ontem o segundo mês da minha preparação tendo em vista a presença na partida para a 6ª edição da Maratona do Porto. Este foi um mês que não correu como eu esperava, pois acabei por treinar muito menos do que tinha planeado.

A primeira quinzena coincidia com as minhas férias. Ora, no treino longo que fiz precisamente no dia 2 de Agosto, acabei bastante cansado e com a sensação de que as dores abdominais da pubalgia estavam de volta. Preocupado, falei com o fisioterapeuta que me aconselhou uma redução do esforço.
Este alerta causou-me bastante desânimo, pois cheguei a colocar em causa a participação na própria maratona. De qualquer forma não "deitei a toalha ao chão" e decidi aproveitar as férias para descansar, suspendendo os treinos de corrida quase durante 15 dias. Durante esse tempo coloquei alguns cenários que espero não seja necessário concretizar, pois a minha vontade é só uma: estar em condições de participar na Maratona!

Com o fim das férias, voltei aos treinos e acabei a segunda quinzena já em bom ritmo e sem dores. Praticamente não fiz treino de séries e dei sempre muita atenção aos exercícios físicos. Para além dos habituais, aproveitei as sugestões do Vitor Dias.

Em consequência disto, o mês acabou por registar um número de treinos bem menor do que o mês anterior e, logicamente, menos quilómetros. Aqui fica o habitual registo:

- Nº. de treinos: 11
- Nº. de dias de descanso: 20
- Nº. de Km percorridos: 168,6 Km
- Nº. de treinos longos: 4
- Tempo de corrida: 13h 38m 56s
- Tempo médio por Km: 4m 52s
- Treino mais longo: 29 Km
- Treino mais curto: 8,2 Km

Monday, 31 August 2009

Treino depois de uma noite de martelada

O treino estava previsto para a manhã de domingo e era aguardado com ansiedade. Afinal, já há muito tempo que não me "atirava" a uma corrida tão longa (a última já tinha acontecido há quase um ano) e estava com muita curiosidade para saber como iria reagir.
O dia do treino parecia escolhido a dedo! Foi precisamente na manhã seguinte à Azurara (Martelada) Beach Party, com passagem pelo local do evento por volta das 08.00h da manhã. Não sei se conseguem imaginar o cenário, mas vindo eu da zona do Forte de S. João Batista, acabei por passar por largas centenas de jovens a regressar da dita Martelada Party. Desculpem a insistência na "Martelada", mas a verdade é que, vivendo eu a cerca de 500 metros do local da festa, embora separado pela barreira natural que é o Rio Ave, passei toda a noite sob a influência de um martelar ritmado em níveis acústicos impossíveis de conciliar com o sono. Dizem que aquilo se chama música. Será...
Bom, voltando ao cenário, os primeiros 4 Km foram percorridos naquilo que parecia hora de ponta (eram 08.00h da manhã de domingo...). O trânsito era caótico e os passeios estavam pejados de gente jovem que regressava de uma noite de "Martelada". Como calculam, davam sinais de bastante desgaste, não sei se apenas devido às muitas horas seguidas expostos ao ataque ao sistema auditivo provocado por aqueles sons ou se por outro tipo de influências. A verdade é que a nossa passagem era muitas vezes saudada com simpatia "é assim mesmo, correr logo de manhãzinha" - diziam - enquanto que outros apresentavam tal estado de "desgaste" que devotavam todas as suas energias à missão de se manterem de pé, pelo que, acredito, nem sequer nos conseguiam ver.
Enfim, foi uma experiência curiosa, tanto mais que acabamos por ficar com a sensação de que se tratou de um evento bastante seguro, tal o efectivo policial que vimos em todas as vias de acesso ao local, alguns mesmo empunhando metralhadoras à vista de quem passava!

Voltando ao treino, fica o registo para uma corrida de 29 Km (faltou 1 para os previstos 30) que começou a acabou junto ao Forte de S. João Bastista, com passagem pelas freguesias de Azurara, Mindelo, Vila Chã, Modivas e Labruge onde se fez o regresso. O tempo final foi de perto de 2h32m, o que implicou um ritmo de 5:14/Km.
O percurso foi praticamente todo o paralelo o que não é particularmente agradável. Conseguimos andar a um ritmo médio entre os 5:00 e os 5:05/Km até aos 20 Km, tendo sentido algumas dificuldades na parte final o que implicou a redução do ritmo. Tendo acabado bastante cansado, registei como aspecto positivo a minha capacidade de recuperação (à tarde já fiz um passeio de bicicleta de cerca de 10 Km sem dificuldade nenhuma).

Friday, 28 August 2009

Treino


No domingo vai haver treino longo. Está previsto um percurso com cerca de 30 Km, corridos a um ritmo constante na ordem dos 5:00/Km. Para já estão convocados este que vos escreve e o João Ferreira. Quem estiver interessado em juntar-se pode aparecer entre as 07.30h e as 07:45h de Domingo junto ao Forte de S. João Batista em Vila do Conde, local de partida e chegada.
Está garantido um banho no Oceano Atlântico no final!

Monday, 24 August 2009

Marisa Barros


Depois do excelente resultado dos maratonistas portugueses, também a nossa representante na prova feminina esteve ao seu melhor nível, alcançando uma brilhante 6º lugar final, com o tempo de 2h26m50.
Tal como tinha acontecido com a prova masculina, assisti a toda a corrida pela televisão. Por aquilo que vi, creio que a Marisa Barros fez uma prova inteligente, conseguindo dosear as suas energias de forma magistral, o que lhe permitiu acabar em crescendo.
Na primeira metade da prova não houve grandes oscilações de ritmo, o que fez com que chegassemos à meia maratona com cerca de 30 atletas no grupo de frente. Nessa fase a Marisa esteve sempre entre as primeiras, mostrando uma corrida fácil o que nos ia alimentando a esperanças de uma boa prova. Esta toada de corrida manteve-se até perto dos 30 Km, quando a atleta russa Nailiya Yulamanova decidiu atacar, rompendo completamente o grupo e fazendo a primeira grande selecção de valores. Marisa soube defender-se, sendo das primeiras a deixar o grupo, optando por continuar a um ritmo mais estável, o que acabaria por ser compensado no final.
O resultado de Marisa Barros foi lido por muita gente como sendo "surpreendente". Pessoalmente, e apesar da dificuldade em prever o resultado das maratonas, já o esperava, pois esta atleta tem demonstrado uma enorme qualidade atlética e mental. Depois da auspiciosa estreia na Maratona do Porto/2007 com uma excelente marca que lhe valeu mínimos para Pequim, Marisa teve um desempenho honroso nos Jogos Olímpicos e fez um "tempo-canhão" em Sevilha, já este ano, o que a colocou, à terceira tentativa na distância, na galeria das melhores portuguesas, só superada pela Campeã Olímpica Rosa Mota e pela Campeã Mundial Manuela Machado. Para além disso, Marisa, talvez pelas vicissitudes de uma vida dura e difícil, mostra uma garra e uma capacidade de luta invulgares. Foram estes dois ingredientes, para além de uma boa orientação técnica, assugurada pelo experiente Prof. António Ascenção, que produziram o resultado de ontem e que fazem com que possamos sonhar com um título europeu no próximo ano e, quem sabe, com alguma coisa especial em Londres/2012.

Saturday, 22 August 2009

Mundiais 2009 - Maratona Masculina


Portugal teve uma presença brilhante na prova que terminou há instantes. José Moreira, um quase desconhecido para a maioria das pessoas, ficou em 9º lugar, batendo o seu record pessoal. Luis Feiteira, o mais experiente de todos, ficou logo a seguir em 10º lugar. O nosso terceiro elemento, Fernando Silva, ficou em 13º, o que nos valeu um extraordinário 4º lugar colectivo!

Parabéns aos nossos maratonistas!

Monday, 17 August 2009

Em homenagem a Bolt

Usain Bolt conseguiu ontem um feito que ficará registado para sempre como um dos mais brilhantes da história do atletismo. Porque é difícil encontrar palavras que expressem a grandeza da façanha de Bolt, reproduzo aqui o texto que o melhor cronista da imprensa portuguesa escreve na edição de hoje do Diário de Notícias.



"Uns empatam e outro corre

Enquanto, por cá, os grandes do futebol marcavam passo, um atleta negro fazia História em Berlim. Desde Jesse Owens que os atletas negros têm a mania de fazer história em Berlim. Usain Bolt dera nas vistas nos últimos Jogos Olímpicos. Primeiro, com os atacadores desapertados, uma desnecessidade: é como se a Callas pintasse as unhas de verde para dar nas vistas. Ciente que os truques baratos não são para os génios, Bolt fez o que sabe: a 16 de Agosto de 2008, no estádio de Pequim, bateu o recorde mundial dos 100 metros. Desde que Carl Lewis fez exactos 10 segundos, em 1981, as décimas de segundo seguinte duravam um eternidade a ser digeridas: 9.99, 9.98, 9.97... Quando o Homem chegou à casa do 9.8 já se estava em 1996! O décimo seguinte, 9.7, aconteceu rápido, 1999, mas nessa casa decimal (9.79, 9.78...) deu para virar o século e o milénio. Até àquela tarde do ano passado, em Pequim, com Bolt, que relampejou para nova décima: 9,69 segundos. Disse-se, então: lá vamos ficar outra eternidade. Ontem, só um ano depois de Pequim, Usain Bolt poupou-nos do marcar passo: 9.58! Mas, evidentemente, será dos que marcam passo que hoje mais se falará."

Friday, 31 July 2009

Balanço do 1º mês


Acaba hoje o primeiro mês do período de preparação que estou a fazer para a Maratona do Porto. Impõe-se, por isso mesmo, fazer um balanço do tempo já decorrido.

Um dos meus maiores receios na preparação da "operação" Maratona do Porto deste ano relaciona-se com as minhas condições físicas, nomeadamente a forma como me irei sentir depois da pubalgia que tive no início do ano. Depois da fase do tratamento e da retoma da corrida em doses crescentes, mas sem forçar demasiado, aquilo que senti durante este mês deixa-me animado. Não vou dizer que estou a 100%, pois em determinados treinos, nomeadamente os mais longos, parece que sinto alguma coisa na zona que foi afectada. No entanto, não é nada sequer parecido com o que sentia na altura da lesão. Aliás, às vezes penso se não serei eu a dar demasiado "valor" a uma ou outra sensação de dor passageira...
Acredito que esta boa reacção se ficará a dever, também, ao cuidado que tenho tido em fazer sempre uma sessão de alongamentos após cada treino (ainda que não seja muito completa, por vezes) e uma boa carga de abdominais. Espero que as coisas continuem, pelo menos, como até aqui.

Em termos de treino propriamente dito, o resumo aqui fica:

- Nº. de treinos: 21
- Nº. de dias de descanso: 10
- Nº. de Km percorridos: 227,8
- Nº. de treinos de séries: 9
- Nº. de treinos longos: 2
- Tempo de corrida: 18h 24m 22s
- Tempo médio por Km: 4m 51s
- Treino mais longo: 24,2 Km
- Treino mais curto: 8,02 Km

O plano para Agosto é um pouco mais exigente. Veremos como consigo compatibilizar o treino com as primeiras duas semanas, que serão de férias...


ADENDA - Acolhendo a sugestão do José Alberto, e para quem estiver interessado em conhecer ao pormenor os meus treinos de Julho, aqui deixo o plano que tinha traçado e aquilo que realmente fiz.

Wednesday, 29 July 2009

Correr no "tapete" vs correr ao ar livre

Desde que, há uns dois anos, retomei a corrida com maior regularidade venho efectuando a maior parte dos meus treinos no ginásio em cima de um "tapete". Aliás, é curioso verificar que antes disso nunca tinha experimentado este tipo de máquinas...

Os defensores dos "tapetes" atribuem-lhes um conjunto de vantagens:
- Os modernos tapetes de corrida possuem uma passadeira accionada por um motor. Esta característica permite distinguir o tapete de corrida do tapete de caminhada. Assim, o utilizador não tem de fazer um esforço suplementar para accionar a passadeira e tem realmente a impressão de correr naturalmente.
- Devido à multiplicidade de programas, é possível treinar-se a velocidades e inclinações constantes ou variáveis. O tapete adapta-se às necessidades do utilizador.
- O treino não fica dependente dos acasos da meteorologia. Vento, chuva, neve: nenhum obstáculo o impede de se exercitar num ambiente agradável.
- Nas grandes cidades, a poluição perturba fortemente a corrida ao ar livre. Ao correr em casa, limita os efeitos negativos da poluição no organismo.
- Pode treinar quando lhe apetece, fora dos horários de abertura dos ginásios (desde que tenha o tapete em casa).
- Pode ainda fazer outras coisas enquanto corre, como ver televisão, ouvir um CD ou vigiar as crianças.

São conhecidas algumas opiniões que referem desvantagens relativamente a este tipo de treino, embora, da minha parte, não tenha quaisquer razões de queixa.

A principal razão que me leva a optar por este tipo de treino reside na mais fácil gestão do tempo. Muito pressionado pela falta dele, tenho concluído que a rotina de ir ao ginásio acaba por me permitir uma mais fácil gestão do tempo disponível para o treino. Para além disso, e depois de nos habituarmos às máquinas, conseguimos controlar o orientar os treinos com rampas, fartlek ou séries de forma muito mais rigorosa. No meu caso confesso que gosto imenso dos treinos de séries em cima do tapete, pois consigo garantir andamentos constantes e ajustar as minhas capacidades aos objectivos previamente definidos.

Sendo dos que consideram que a corrida tem no contacto com a natureza (seja em meio rural ou urbano) uma das suas características mais importantes, não deixo de recomendar o uso do tapete como um importante complemente ou alternativa ao treino.

Friday, 24 July 2009

Aos amigos...

... Joaquim, Fernando e António, amigos que conheci nestas andanças das corridas de estrada e dos blogs e que no próximo domingo irão participar no Raid Melides Troia, ou seja, na Ultra Maratona Atlântica quero deixar uma palavra de homenagem pela coragem de participar numa prova especial e, por isso mesmo, muito estimulante.

Correr uma maratona não é fácil. Fazê-lo em piso de areia é ainda mais difícil. Agora, correr em areia e debaixo de sol e com uma temperatura que se anuncia elevada é ainda mais difícil. Sei que é essa noção de desafio e de prazer pela corrida que os anima a avançar para esta aventura e tenho a certeza de que saberão sair-se dela com distinção.

No domingo, à hora em que eles e os restantes 144 atletas estiverem a correr eu estarei a fazer o meu treino longo da semana e te-los-ei no pensamento. E claro, vou estar a sonhar com o dia em que, eu próprio, ganharei coragem de me juntar à vossa festa!
 
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